1 de outubro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 10)

O quarto onde Vanessa dormia estava com as luzes acesas, mas não tão fortes. A noite lá fora estava amena e o ar fresco invadia o quarto deixando tudo ainda mais natural. Depois de ter terminado a cirurgia, Vanessa foi transferida para o quarto onde dormia desde quando havia chego. Apenas uma pessoa poderia ficar dentro do quarto com ela e todos que ficaram lá fora achavam melhor que eu estivesse presente quando ela acordasse. Depois que os bebês foram levados para o berçário logo após os exames de praxe, fomos todos olhá-los pelo vidro que separava o berçário do corredor. Eles estavam vestidos com a roupa que eu queria e eu fiquei extremamente feliz. O menino estava acordado e não parava de se mexer enquanto a menina estava dormindo quieta.

- Já escolheram os nomes? – perguntou Claire baixinho enquanto sorria apreciando os bebês.

- Vanessa disse que ia me dizer ainda hoje. – falei observando o menino ficar mais quieto e pesar os olhos de sono. Sorri feliz e logo a Dra. Macklain me chamou para fazer companhia à Vanessa no quarto. Todos estavam ansiosos para vê-la, mas me deixaram ficar com ela até que acordasse.
Eu estava no quarto há quase cinco horas quando Vanessa mexeu pela primeira vez. Olhei para a cama e a vi levar a mão ao rosto esfregando os olhos. Levantei-me e parei ao lado dela observando-a acordar. Ela sorriu ao me ver.

- Cadê eles, amor? – perguntou enquanto brincava com meus dedos da mão.

- Ainda não os trouxeram, mas acho que vão trazê-los logo mais. – ela assentiu sorrindo de leve. – Nessa? Qual o nome deles?

- Eu pensei no da menina... O do menino você pode escolher. – ela sorriu sonhadora. – Quero que a menina se chame Clara Hudgens Efron.

- É um lindo nome Nessa, mas eu não faço a mínima ideia de qual nome colocar no menino. – falei coçando a cabeça em dúvida.

- Eu pensei em Nicholas ou Phelipe... Acho os dois nomes muito bonitos... O que acha?

- Nicholas. Não gosto muito de Phelipe. Tinha um garoto na minha sala na oitava série que se chamava Phelipe. Ele era insuportável e todas as vezes que eu ia para a diretoria era por culpa dele. –Vanessa riu alto. – É verdade, pode perguntar pro Alex.

- Só você mesmo. – ela sorriu. – Pode me ajudar? Eu queria sentar.

- Eu não sei mexer nessa maca. – olhei em dúvida os botões que tinham na cama. – Qual eu aperto? Tem dois botões brancos aqui.

- Aperta o da esquerda, Zac.

Assim que pressionei o botão, a cama de repente virou um encosto e Vanessa se sentou. Ela agradeceu me dando um selinho e antes que eu pudesse aprofundar o beijo (que era tudo o que eu mais queria), duas enfermeiras chegaram trazendo um embrulho pequeno rosa e outro azul.

- Oh, a mamãe já acordou! – disse uma das enfermeiras. – Boa noite, papai.

- Boa noite. – eu e Vanessa falamos juntos com o mesmo sorriso enorme. Logo, a enfermeira colocou Clarinha no colo de Vanessa que a segurou levando a cabeça da bebê até seu rosto e passando suavemente o nariz pela testa frágil dela. Ela dormia, mas ao sentir o toque da mãe deu um pequeno sorriso. – Ela sorriu Nessa, olha só. – falei apontando enquanto Vanessa passava a unha pelo nariz de Clara, que mais parecia um botão de rosa. Ela gemia confortável e então a enfermeira que segurava Nick parou em minha frente e colocou-o em meus braços.

- Eles são muito lindos, parabéns. – disse e eu agradeci. Ela foi de encontro à outra enfermeira que ensinava à Vanessa como amamentar Laura da maneira correta. – Depois que ela terminar, ainda tem o outro rapazinho ali. – ela apontou o bebê que estava em meu colo dormindo, ressonando baixinho.

 – Ele chorou hoje a tarde inteira. Acho que vai dar um pouquinho de trabalho.

Vanessa sorriu em minha direção, revezando o olhar entre mim e o bebê que dormia em meu colo. Levantei, tomando o maior cuidado para não assustá-lo e me aproximei de Vanessa e Clarinha, que mamava depressa.

- Acho que ela estava morrendo de fome. – falou Vanessa observando a bebê mamar rapidamente. Ela olhou para Nick em meus braços. – Eles são perfeitos, Zac. Eu não estou cabendo em mim de tanta felicidade.

- Você e eles são tudo o que eu sempre sonhei. – e então ela me beijou. Nossas línguas se entrelaçavam com calma e amor, felicidade e paixão... Era indescritível os sentimentos que nos inundavam naquela hora.

- Agora seus amigos estão autorizados à entrarem. Mas só posso autorizar dois de cada vez, tudo bem? – a enfermeira falou e nós concordamos.

Logo, entraram Chris e Stacy e ambos ficaram extasiados pelos bebês. Stacy não largou de Jake depois que o pegou e Chris teve que, praticamente, implorar de joelhos para Stacy deixá-lo segurar um pouco o menino. Assim que eles saíram, Clara havia parado de mamar e então eu troquei com Vanessa e ela começou a amamentar Nick, enquanto eu segurava Laura esperando que ela digerisse o leite. Assim que trocamos os bebês, entraram Alex e Annie que não desgrudavam de Vanessa e de mim. Depois que Clara havia digerido o leite, Annie a pegou e revezou com Alex que não abria mão de segurá-la mais do que cinco minutos. Então, quando eles saíram, Chace entrou com Claire e ela rapidamente tirou Laura de meus braços, andando com ela para todos os lados do quarto.

- Ai, que linda. – dizia olhando a bebê que agora gemia baixo. – Ela é tão gordinha, dá vontade de morder. E o menino então? Vocês têm filhos lindos. Mas era impossível ser ao contrário... Vanessa linda do jeito que é e Zachary todo bonitão, forte e...

- Eles são realmente lindos, cara. – disse Chace que não estava prestando atenção no que Claire dizia, apenas olhava Nick que já havia terminado de mamar. – Você construiu uma família perfeita.

- Eu estou tão feliz, cara. Eu não consigo nem dizer pra você o quanto eu estou feliz.

- Eu acredito, Zac. Pode apostar que eu acredito. E você merece toda a felicidade do mundo ao lado da mulher que você ama e dos seus filhos. Sempre torci por você

- Obrigada por tudo. Por ter me ajudado a conquistar Vanessa, ter me ajudado a chegar até aqui... Eu nunca teria conseguido sem vocês.

Então recebi o abraço que eu tanto precisava. O abraço de um irmão, de um amigo, de um companheiro. Por toda a eternidade, eu iria dever a minha vida à todos os meus amigos e as meninas que tanto me ajudaram. Pelo amor que eu sinto por Vanessa e pelo apoio dos meus amigos, eu estava hoje com meus dois filhos nos braços e me sentindo a pessoa mais feliz do mundo.

Chegamos em nossa casa (estávamos morando no apartamento de Vanessa, pois minha casa antiga eu havia colocado para aluguel). Eu segurava Nick e Vanessa segurava Clarinha. Eles estavam com dois meses e acabávamos de voltar de um exame rotineiro que o pediatra exigia para ver como tudo estava com os bebês. A nossa vida não poderia estar melhor. Nossos filhos eram a melhor coisa que havia acontecido conosco. Clarinha 
com certeza seria Vanessa escrita. Ela já nascera com os cabelos castanhos da mãe e os olhos claros, que eram enormes, enquanto que Jake tinha os cabelos como os meus, porém os olhos claros e grandes de Vanessa. Clara ainda era um bebê gordinho, mas era miúda. Já Nicholas era menos cheinho e parecia uma pena de tão leve. Vanessa andara preocupada com o tamanho dos bebês, mas o médico nos assegurou que dos três meses em diante eles iam crescer bastante.



Subimos a escada em rumo ao quarto e então colocamos os bebês em nossa cama.

-Clara está começando a pesar. Ela está bem gordinha, você não acha, amor? – perguntou Vanessa observando a bebê remexer-se na cama enquanto apertava com força a frauda de pano que segurava.

- Ela sempre foi gordinha, desde que nasceu. – falei passando o nariz sentindo o cheiro gostoso de bebê que ela exalava. – Será que é de preocupar? Devíamos ter perguntado ao pediatra, não?

- Acho que não. Com o tempo ela fica menos cheia, não é minha fofa? – disse deitando-se ao lado de Clarinha e beijando sua bochecha pequena rosada. – E você... – disse pegando Nick no colo deixando-o em pé em sua frente. – Quando você vai deixar o papai e a mamãe dormirem à noite? Quando você vai parar de chorar?

Ao contrário de Clara que era calma até demais, Nick fazia um escândalo sem fim quando chegava de madrugada. Toda vez, entre três, três e meia da manhã ele acordava chorando, que chegava a ficar vermelho. Eu morria de dó quando o via chorar, mas o que o acalmava era o meu colo ou o peito da mãe. Pior era quando Clara acordava com os gritos dele e colocava a boca no mundo chorando também. Laura era viciada no colo de Vanessa, toda vez que eu a segurava ela gemia e ameaçava chorar, apenas melhorava o humor quando eu a balançava, da mesma forma que Vanessa fazia. Enquanto Clara pegava no sono, resolvemos dar banho em Nick antes que ficasse tarde e ele começasse a chorar. Mas não deu outra, ao colocarmos na banheira, ele chorou tanto que tivemos que agilizar o mais rápido que pudermos. Ao contrário dele, Clara não deu trabalho algum, apenas fechava a cara quando Vanessa jogava um pouco d’água na cabecinha dela.

Ao anoitecer, Vanessa estava amamentando Nick enquanto eu segurava Clara, que já havia mamado, e balançava em sua frente um ursinho de pelúcia rosa que eu havia comprado para ela.

- O que tanto você pensa? – me peguei perguntando à Vanessa ao vê-la distraída enquanto Jake dormia em seu braço.

- Penso em como o mundo dá voltas. – ela me olhou e eu franzi a testa. – Penso em tudo o que aconteceu desde que você entrou na minha vida. Tanta coisa mudou...

- Espero que tenha sido para melhor. – falei sorrindo, mas ela continuou a falar, como se não tivesse escutado o que eu havia dito.

- Eu nunca imaginava que eu iria ter filhos ou me casar com um paciente. – ela disse sorrindo e passava o dedo pelo rosto de Nick. – Nunca imaginava que fosse me entregar tanto como eu estou entregue agora. – então ela me olhou. Seus olhos estavam úmidos e enquanto ela falava, eu via a sinceridade exposta ali. – Na verdade, eu me entreguei tanto que quando aquela mulher chegou no consultório dizendo que você era marido dela, eu não queria acreditar. Eu não conseguia crer que você tinha me escondido isso. E então eu me descontrolei quando percebi que tudo aquilo era verdade, quando me vi grávida e percebi que, provavelmente, eu iria ficar sozinha. E eu confesso que queria ficar. – nessa hora eu a olhava e nem Clara se mexendo no meu colo me fazia desviar o olhar. 

– Eu não queria te ver na minha frente... Então, a única alternativa que eu tive era fugir para um lugar onde você nem ninguém me encontrassem... Eu estava disposta a mudar a minha vida inteira só pra não te ver nunca mais. – ela fungou baixo e deixou algumas lágrimas caírem. Olhei Clara e ela devolveu o olhar. – Eu chorava todos os dias e todas as noites... E quanto mais longe eu ficava de você, eu percebia que iria te amar cada dia mais. E quando eu já não estava suportando de saudades, eu fui até aquela loja no shopping com a esperança de pelo menos te ver mais uma vez... Eu não te achei e então voltei para casa e chorei mais um pouco. Mas naquele dia que você me seguiu, eu tinha ido com uma esperança que eu nunca havia sentido na vida.

- Eu senti a mesma coisa. – falei lembrando-me daquele dia. – Eu estava mal, mas de repente senti uma vontade imensa de sair... Eu sabia que tinha alguma coisa que eu precisava ver... E então chamei Chace e ele me acompanhou.

- Eu ainda estava com muita raiva de você, Zac. Por isso agi daquela forma rude com você... Eu queria uma explicação, mas ao mesmo tempo não queria entende? – ela sorriu e eu sorri de volta.

- Eu fui um tremendo paspalho. Eu deveria ter te contado toda a verdade, mas eu tive tanto medo de te perder que... Quando eu vi, você já estava me contando que estava grávida. Eu ia jogar tudo pro alto, eu juro. Mas aquela maluca entrou e estragou tudo...

- Eu adoraria ver a cara dela quando ela soubesse que nós estamos juntos e com dois filhos. – ela disse com um olhar maldoso.

- E eu não quero ver a cara dela nunca mais. – falei levantando Clarinha e colocando-a em pé em minha frente. – Eu quero viver em paz com as coisas mais lindas que um dia eu pude ter na vida. – eu disse beijando Clara que sorriu. Abracei minha filha com todo o amor e carinho que eu sentia naquele momento. Vanessa se levantou colocando Nick no berço que havia do lado de nossa cama e cobriu-o deixando-o dormir. Laura fraquejava os olhos de sono, então Vanessa prendeu a chupeta na frauda de pano que ela tanto gostava e a colocou no berço e a deixou pegar no sono. Esperamos até que ela dormisse e então deitamos em nossa cama abraçados. A cabeça de Vanessa estava encostada em meu peito e eu mexia em seus cabelos.

- Eu te amo mais que tudo. – ela disse erguendo-se e olhando para os meus lábios. – Tudo o que nós passamos só fortaleceu o que eu sempre senti por você.

- Ninguém separa aquilo que já estava escrito para acontecer. Nada nesse mundo vai separar a gente. – eu disse passando meus lábios sobre os dela.

- Nem uma psicóloga bonitona? – ela perguntou arqueando a sobrancelha.

- Nem a mulher que está no top de mais lindas. Porque eu já tenho a mais linda do mundo inteiro comigo.

E então nós nos beijamos e ali eu tive a certeza mais concreta da minha vida:
Eu havia conquistado tudo aquilo que eu sempre quis. Reconquistei o amor da minha vida, ganhei os filhos que eu tanto sonhei e a felicidade indescritível de viver um grande e verdadeiro amor.




+++


+++

Olá meninas!!!
 Aí esta o último capítulo da fanfic.... 
Choremos!!!!
Mas,enfim,espero que tenham gostado da história,assim como eu.
 Acompanhei as outras fics da Jullya,vocês irão amar! 
Comentem e aguardem o epílogo!!! 
Amo vcs ♥♥♥ 

5 comentários:

  1. Ai que perfeitoooo eu ameii este capitulo e que pena que já é o ultimo. Bjoss e estou ansiosa pelo epílogo. Posta logo

    ResponderExcluir
  2. O final não poderia ser mais perfeito... Ameiiii tudooo!! Pena que já acabou...
    Ansiosa pro epílogo... Espero que não demore a postar... Beijos!

    ResponderExcluir
  3. Choreei, to chorando muitoo!! Fic mais perfeita ever ❤️

    ResponderExcluir
  4. Ah n acredito ja acabou poxa sentirei sdds o final foi lindo
    Xoxo

    ResponderExcluir
  5. Ai que fofos.
    Que capítulo mais perfeito.
    Simplesmente incrível.
    Ansiosa pelo epílogo.
    Posta loguinho
    Bjos

    ResponderExcluir