20 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 9)

Quatro meses depois...

- Zachary, para que você está colocando tanta roupa dentro dessa bolsa? – ela me perguntou, mas eu não queria saber.

- Eu quero que eles usem as roupas que nós compramos juntos quando você completou sete meses! – falei fechando a bolsa pesada com as coisas dos bebês.

- Zac, nós só vamos ficar no hospital no máximo dois dias. Só o tempo de eu me recuperar da cesariana. – ela fitou o relógio. – Você vai me fazer chegar atrasada para a cirurgia! Larga essa bolsa quieta.

- Pronto, acabei. – falei enquanto colocava a alça da bolsa sobre meu ombro e ajudava Vanessa a levantar da cama.

Vanessa estava com a barriga mais do que enorme. Ela reclamava constantemente do quanto os bebês pesavam, do quanto as costas dela estavam doendo diariamente. Às vezes ela precisava de ajuda para caminhar, mas mesmo quando ela não precisava, eu estava ali para, até se possível, carregá-la no colo. Hoje seria o dia do parto e ela vestia um vestido leve rosa que a deixava bastante confortável (presente meu quando a barriga começara a ficar bastante grande), o cabelo estava preso num coque alto e o dia estava bastante ensolarado. Exatamente como estava o meu humor. Eu não via a hora do parto acontecer.

Ao chegarmos ao carro, ajudei-a entrar e logo corri para o lado do motorista. Liguei o carro depressa e logo partimos para o hospital. Eu estava com tanta pressa que nem os pedidos de “dirige devagar, pelo amor de Deus” me faziam correr menos. Em apenas quinze minutos chegamos ao hospital e na porta já vimos Chris, Alex, Chace, Stacy, Annie e Claire à nossa espera. Antes que eu pudesse sequer ajudar Vanessa descer, Alex já segurava uma cadeira de rodas ao lado de dois enfermeiros. Eles ajudaram Vanessa a descer e a sentaram na cadeira.

- Mas, gente, não é necessário. – disse Vanessa sorrindo. – Eu nem estou com dor.

- Zachary vive dizendo que você reclama de dor nas costas. – disse Alex. – Até parece que iríamos deixar você andar com dor, né.

Ela balançou a cabeça negativamente, mas com um lindo sorriso nos lábios. Claire pegou a bolsa de roupas de Vanessa no carro e colocou em seu ombro enquanto olhava a bolsa dos bebês que eu carregava.

- Pra que tanta coisa, Efron, posso saber? – perguntou apontando para a bolsa.

- Eu cansei de avisar, mas ele insiste em colocar dez mudas de roupa para cada bebê e ainda por cima todos os perfumes que eles têm. – disse Vanessa me encarando.

- Eu não quero que falte nada quando eles nascerem, será que vocês não entendem?

Vanessa sorriu alto e murmurou um “coruja demais pro meu gosto” que todos concordaram. Fechei a cara para todos e logo entramos no hospital. Preenchemos a ficha de Vanessa e logo os enfermeiros nos levaram para o andar em que ficava o centro cirúrgico. Ao chegarmos lá, a Dra. Macklain já estava à nossa espera com um grande sorriso no rosto.

- É agora! – exclamou ao nos ver e isso só me deixava mais apreensivo e ansioso. – Estão todos prontos para receberem os gêmeos? – todos assentiram alegremente e então ela olhou para Vanessa. – Está sentindo alguma dor, querida?

- Não, nenhuma. Mas esses bobos querem que eu ande na cadeira de rodas. – ela disse sorrindo.

- Não tem problema. – sorriu amigável. – Querido, você vai assistir ao parto? – naquele momento Vanessa me encarou curiosa, pois eu não tinha dito para ela se ia ou não. Fiz uma cara de suspense que deixou Vanessa apreensiva, como se estivesse com medo de entrar na sala de cirurgia sozinha.

- Mas é claro que eu vou! – exclamei agachando para ficar da altura de Vanessa e roubando-lhe um selinho. – Você achava que eu ia ficar aqui fora esperando enquanto você entra naquela sala sozinha? – ela agarrou meu pescoço me beijando com força, sem se importar que estávamos rodeados pelas pessoas.

- Eu te amo. – ela sussurrou entre meus lábios e beijou-os mais uma vez. Nossos amigos comemoravam enquanto os enfermeiros levavam Vanessa para uma sala e eu para outra.

A Dra. Macklain me deu uma roupa azul parecida com a que Vanessa usava nos exames de ultrassom, uma máscara e uma touca. Indicou a pia em que havia na sala e pediu para que eu lavasse as mãos duas vezes seguidas e as oxigenasse com álcool. Fiz todo o procedimento e então saí da sala rumando para a sala que dizia em letras enormes: “CENTRO CIRÚRGICO”. Entrei dentro da sala e então vi uma grande equipe de médicos que usavam o mesmo uniforme que eu. Naquele momento haviam médicos preparando os aparelhos para a cirurgia, alguns preparando panos azuis e outros medindo a pressão de Vanessa, que naquele momento, estava deitada com uma touca escondendo seus cabelos e olhava para todos os lados apreensiva. Fui em sua direção e toquei sua mão, mas não vi a aliança de noivado. 

- Onde está a aliança?

- Eles guardaram. – disse com uma voz baixa. – Depois vão me devolver. - Ela sorriu para mim e eu vi uma lágrima descer por seu rosto e se perder em direção ao pescoço. Olhei os médicos trabalharem preparando tudo e depois de uns dois minutos a Dra. Macklain chegou perto de nós e acariciou a testa de Vanessa.

- Está na hora. – disse ternamente. – Pronta? – ela assentiu. – Pronto? – eu assenti e então ela foi lavar novamente as mãos, em seguida colocando as luvas.

Uma cortina azul foi colocada bloqueando a minha e a visão de Vanessa, deixando a barriga escondida. Ela segurou forte em minha mão e eu encostei minha cabeça à sua, beijando seu rosto de leve. Sussurrava constantemente “eu estou aqui com você, não se preocupe” e sentia mais lágrimas descerem dos olhos dela. Logo, um dos médicos chegou e virou Vanessa de lado. Ele segurava uma seringa com uma agulha enorme e grossa que eu supus que seria a anestesia. Curioso para saber o procedimento (eu não queria perder nenhum detalhe), acompanhei o anestesista. Ele abriu um pouco o roupão que Vanessa usava deixando suas costas expostas. Um enfermeiro chegou trazendo um prato fundo com um líquido cor marrom avermelhado e com uma pinça enorme, pegou uma gaze, molhou no líquido e passou por toda a extensão das costas de Vanessa. A Dra. Macklain estava agachada de frente à Vanessa, certamente distraindo-a para que não sentisse tanta dor na hora da injeção. Logo que o enfermeiro saiu, o anestesista colocou um pano azul com um círculo aberto sobre as costas de Vanessa e marcou um ponto com o dedo. Logo ele tirou um líquido transparente de um vidro com uma seringa pequena e injetou nas costas de Vanessa todo o líquido. Depois veio com a seringa maior e afundou-a pelo mesmo buraco que havia feito com a injeção pequena.Vanessa soltou um suspiro agudo de dor e eu logo fui ficar com ela. A Dra. Macklain virou Vanessa com ajuda do anestesista sorrindo levemente para mim e partiu para o outro lado e então ouvi o tilintar de metal sendo mexido. Eu estava realmente curioso; eu queria muito ver o que acontecia além daquela cortina, mas eu não sabia se podia.

- Dra. Macklain? – perguntei incerto e temendo atrapalhar alguma coisa. Ela respondeu com um “diga, querido” – Será que eu poderia dar uma olhada aí? – Vanessa arregalou os olhos para mim. A doutora autorizou e eu sorri para Vanessa beijando seus lábios em seguida. – Eu estou aqui.

Levantei e passei da cortina vendo por completo a movimentação dos médicos. Um enfermeiro limpava outra vez os aparelhos de cirurgia e a Dra. Macklain falou:

- Aqueles dois médicos são os pediatras. – ela disse apontando dois médicos que arrumavam uns panos. – Eles vão cuidar dos bebês depois que eles nascerem, tudo bem? – assenti e ela continuou a falar. – O anestesista você conheceu, os que estão vestindo vestes mais claras são os enfermeiros e o resto é a minha equipe. – então ela recebeu um instrumento que parecia mais um estilete e me fitou. – Iremos começar agora. Não tem vertigem ao ver sangue? – neguei e ela assentiu. – Então, vamos lá. – ela falou a última frase mais alto e então todos os médicos e enfermeiros se ajuntaram e ela começou a cirurgia.

Eu olhava para Vanessa por cima da cortina e via que ela estava acompanhada por dois enfermeiros que constantemente fixavam seus olhos nas batidas do coração dela. Escutávamos o som do coração dos bebês por entre o tilintar do metal e isso me deixava cada vez mais ansioso. Senti o olhar de Vanessa sobre mim e vi que ela sorria. Eu sorri piscando o olho para ela e logo pousei meus olhos na cesariana. A Dra. Macklain agora tinha marcado o local onde seria o corte e então levou o “estilete” à pele de Vanessa e fez um corte fundo, que inicialmente não jorrou sangue algum, mas depois uma linha de sangue se formou sobre o corte. Era tanto sangue que eu nem imaginava. Olhei para Vanessa e ela olhava para todos os lados e então desisti de assistir a cirurgia para ficar com ela. Beijei sua testa que estava levemente molhada de suor e ela fechou os olhos.

- Como está lá? – perguntou baixinho e eu sorri.

- Nada além de muito sangue. – ela mordeu o lábio inferior e logo prendeu minha mão entre seu rosto e pescoço, de uma forma a abraçá-la. Encostei minha cabeça à dela escutando os médicos mexerem-se audivelmente do outro lado da cortina.

Alguns segundos depois, escutei a Dra. Macklain dizer alegre:

- E não é que esse garotão estava com pressa? – e então um choro alto e agudo tomou conta da sala. Vanessa começou a chorar e eu não me segurei, sentindo a emoção de ouvir, pela primeira vez, o choro do meu filho.

Levantei e vi o cordão umbilical ser cortado e um bebê pequenininho, encharcado de sangue, chorar fortemente.

- Deixa eu ver, doutora, por favor. – pedia Vanessa chorando e a doutora murmurou um “claro, querida” animado.

Vi o bebê ser levado pelos pediatras e depois sendo trazido embrulhado pelo pano azul, que o deixava ainda menor. Ele apenas gemia, mas ainda ameaçava chorar. O pediatra colocou o bebê nos braços de Vanessa que chorava e então eu me encostei sentindo meus olhos me cegarem pelas lágrimas que tanto caíam.

Era difícil ver o bebê com clareza em meio às lágrimas e ao sangue que estava acumulado em seu corpo pequeno, mas eu tinha certeza que era a coisa mais linda do que eu já havia visto. E então depois de beijar a testa do bebê várias vezes, Vanessa olhou para mim entregando-o. Eu arregalei os olhos e neguei. Eu nunca havia segurado um bebê na vida, não um bebê que acabou de nascer. Logo veio um enfermeiro que pegou o bebê e sorriu, me encorajando com o olhar. Eu mordi o lábio inferior estendendo os braços e então o enfermeiro colocou-o em meus braços. 


Me orientou como segurá-lo e então quando eu menos esperava, meu filho estava seguro em meus braços. Ele era muito leve, mas se movia bastante e gemia alto. Eu encostei meus lábios em sua testa sentindo a fragilidade dele e o abracei escutando-o gemer menos. Vanessa e aquelas crianças eram tudo para mim. Antes que eu pudesse fazer mais alguma coisa, um choro mais agudo tomou conta dos meus ouvidos e a voz da Dra. Macklain anunciava que a menina nascera. O pediatra sorriu e pegou o menino, que ao sair dos meus braços voltou a chorar, e levou-o para uma porta que havia na sala.

Logo que me virei, vi o outro pediatra trazendo a menina e colocando-a nos braços de Vanessa que tinha os olhos banhados de lágrimas. Encostei meu nariz no rosto de Vanessa e analisei a menina. Era mais gordinha que o menino e chorava mais agudo, mas baixava o choro toda vez que Vanessa a balançava um pouco. Então, o pediatra pegou a bebê me entregando com o mesmo cuidado que o outro médico. Segurei-a e percebi que ela realmente era mais gordinha, mas ainda assim leve. Beijei sua testa demoradamente e então o pediatra a levou por onde o menino também fora levado. Vanessa ainda chorava forte, mas o sorriso era evidente em cada traço do seu rosto, que estava levemente manchado do sangue dos bebês. Beijei sua bochecha e ela agarrou meu pescoço, virando seu rosto e beijando-me nos lábios.

- Obrigada. – ela sussurrou.

- Eu te amo mais do que tudo nessa vida.

E então eu saí do centro cirúrgico depois de beijá-la mais uma vez.

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Meninas,abaixo segue o link da fanfic da Criis.
 Ela tá começando agora,mas tenho certeza que vão amar a história.
Acompanhem também!!! Beijos,amo vocês ♥♥♥

3 comentários:

  1. Que capitulo PERFEITO, eu ameii mesmo e ficou tão fofo a chegada das crianças. Bjoss posta maisss e não demore por favor.

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  2. Nem sei o que dizer desse capítulo maravilhoso... Tudo ficou tão perfeito... A insegurança do Zac de pegar os filhos, a emoção da Vanessa, o cuidado dos amigos... Amei tudoooo
    Posta mais
    Beijos

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  3. OMG
    Que capítulo mais fofo.
    Zanessa e os babys s2
    Muito amor por essa família.
    Ansiosa pelo próximo.
    Posta loguinho
    Bjos

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