6 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 5)

Estávamos nos beijando de frente ao lago quando ela bateu a foto que estava, agora, em minha mão. Logo comecei a olhar as outras fotos e a dor da saudade bateu forte dentro de mim. Como eu queria que ela estivesse comigo. Como eu queria que ela estivesse brigando comigo porque queria pagar alguma coisa. Como eu queria um flash cegante em meu rosto só pra ouvir a risada e a voz dela de novo. Eu queria Vanessa mais do que qualquer coisa no mundo e a ausência dela estava me matando. Então chegou uma foto que eu mesmo tirei quando ela estava sentada de pernas cruzadas diante do lago. Os cabelos castanhos lisos e sedosos caindo como uma cascata sobre o corpo bem modelado, o sorriso de dentes brancos alinhados mais radiante do que qualquer outra coisa, os olhos castanhos mais claros do que nunca. Eu tinha saudade daquele sorriso. Eu tinha saudade daqueles cabelos. Eu tinha saudade daquele corpo. Eu queria encontrá-la de uma vez.

O toque do meu celular me despertou dos devaneios em que eu estava e logo vi o visor piscar o nome de Chace.

- Fala, cara.

- Zachary, você não vai acreditar! – ele disse, exasperado, do outro lado da linha.

- O que foi? O que aconteceu?

- Descobrimos a casa de uma tia de Vanessa perto do litoral. Temos que ir lá agora.

- Como você descobriu? Chace, como você descobriu uma coisa dessas, eu...

- Dá pra você descer ou está difícil? Estamos todos aqui na frente da sua casa. As meninas também estão aqui. Desce e vamos tentar encontrá-la.

Larguei as fotos em cima da cama e desci correndo as escadas enquanto guardava o celular dentro do bolso da calça. Apanhei as chaves do carro e as de casa e abri a porta vendo dois carros parados diante da minha casa; um prata, que era o de Chace e outro vermelho, que com certeza, era de uma das garotas.

- Larga a chave do seu carro aí e entra aqui, chapa. – disse Alex e logo tranquei a porta depois de jogar a chave do carro na mesa de centro ao lado da porta. Corri até o carro dos caras e sentei no banco do passageiro.

- Eaí, paizão! Preparado para mais uma busca do novo FBI? – perguntou Alex.

- Como vocês descobriram parentes dela na cidade?

- Já te contamos. Chris, dá o sinal pras meninas nos seguirem.

Logo estávamos andando e o carro vermelho vinha atrás da gente. Eu respirava com dificuldade e sentia gotas de suor brotarem do meu rosto.

- Descobrimos tudo por um acaso. – disse Chace com os olhos fixos na estrada. – Stacy estava limpando o quarto quando viu umas cartas que Vanessa havia mandado pra ela quando passou uma temporada com a tia. O endereço era do litoral e ela confirmou que Vanessa falava dessa tia algumas vezes, mas não com tanta frequência.

- Acha que ela pode estar lá? – perguntei com um fio de esperança.

- Estamos contando com isso. É o único lugar que eu imagino que ela esteja. Não acho que ela tenha ido muito longe
, porque ela precisa de um médico. Gravidez sem pré-natal é muito perigoso.

- Ela está com quase três meses e meio agora. – falei triste sentindo meu coração sangrar.

- Nossa, tudo isso? – exclamou Alex. – Então a barriga deve estar grande já.

- Ah, isso varia de mulher pra mulher. – falei e então Chace sorriu.

- Anda pesquisando sobre o assunto?

- Comprei um livro que eu quero ler muito em breve. Eu quero ser o melhor pai que o mundo já viu!

Eu realmente havia comprado um livro para aprender mais sobre gravidez e bebês. Eu não tinha tempo de ler porque a gravadora tomava bastante parte do meu período do dia e eu chegava em casa morto de cansado, sem falar na preocupação sem fim com Vanessa.

- Aposto que você vai ser um corujão, isso sim. – disse Alex. – Coitada da Vanessa que vai ter que aguentar você proibindo o garotão de fazer tudo o que ele quiser.

- Esse papel com certeza não vai ser o meu. – falei sorrindo lembrando-me do temperamento forte de Vanessa. – Ela que vai proibir o menino de fazer tudo. Ela tem um gênio fortíssimo que até eu fico no chinelo.

- Menino? Acha que ela está esperando um menino? – perguntou Chris.

- Eu acredito que sim. Eu queria ter um menino. – disse, pensando em Vanessa grávida de um menino. – Imagina como seria? Ter mais um pro nosso grupo. E ainda sendo filho meu, hein?

- Ia ser muito legal, cara. Iríamos ensinar muitas coisas pra ele. Ele ia ser mais famoso que você com as mulheres, hehe – disse Alex.

- Até parece que você ia muito longe com esse pensamento. Vanessa ia acabar com você se ouvisse isso. – falei rindo e ele bufou.

- Ela é bastante mandona não é?

- Apenas tem o temperamento muito forte. Mas você sabe que ela é legal.

- Ah isso eu sei. Além de legal, ela tem muito mais qualidades.

- Cala a boca, Alex – falei junto com Chace e Alex levantou os braços, como quem se rende.

Logo escutamos uma buzina e a voz das meninas ressoava dentro do carro.
“Dá uma parada aí, Chace”

Ambos os carros encostaram e enquanto estacionavam, eu peguei o aparelho de som de onde saiu a voz de Claire.

- Que é isso? – perguntei à Chace e ele olhou rapidamente para o objeto.

- Sei lá, é coisa delas. Doidice de mulher.

Logo ele abaixou o vidro e Claire apareceu, os cabelos castanhos esvoaçando com o ar frio da noite.

- Lembra que eu te disse que tem duas estradas mais adiante? – ela perguntou e logo olhou para mim. – Hey Zac, como vai?

- Hey. Vou bem, obrigado. – ela sorriu e voltou o olhar para Chace que assentiu.

- Temos que pegar o caminho da esquerda. Aqui no mapa diz que o da direita leva para as montanhas, enquanto o da esquerda para a praia. – disse ela erguendo um mapa e Chace o analisava atentamente. – A tia dela mora no litoral, então é o da esquerda.

- Quer assumir a frente? Posso te seguir na boa.

- Você não se incomoda?

- Claro que não. – ele sorriu.

- Então tudo bem. Nos vemos depois. – ela se despediu dele com um selinho e eu arregalei os olhos.

- O que eu perdi? – perguntei olhando Chace que sorria bobo.

- O que nós perdemos, você quer dizer. – disse Chris.

- A gente está quase namorando. – disse Chace orgulhoso, ligando o carro e seguindo o Volvo vermelho que pegou a frente.

- Como assim quase? – perguntei.

- Vou pedir ela em namoro assim que acabar toda essa busca. A gente se aproximou bastante com essa procura pela Nessa. Só não peço agora porque ela está muito preocupada com a amiga e também Annie iria encher o saco.

- O que aquela chata iria falar? – perguntou Alex.

- Claire disse que ela acha que seria uma falta de respeito e ética se começássemos a namorar no meio de uma busca desesperada por uma amiga grávida, que foi enganada por um cara casado.

- Ela disse com todas essas palavras? – perguntei nervoso e Chace soltou um risinho assentindo.
- Annie é meio estourada. Às vezes fala besteira demais. Não ligue pra ela.

- Estourada é pouco. E eu que tive que passar uma noite inteira com ela me dando foras e se recusando a encostar em mim? – disse Alex irritado.

Depois de vinte minutos de muita reclamação de Alex sobre Annie, chegamos em uma estrada de frente à uma praia onde apenas as ondas se quebrando era o visível. A noite estava escura e sem estrelas, o vento frio cada vez mais forte à medida que o mar se agitava. O Volvo vermelho era conduzido lentamente e então eu vi uma cabeça loira fora do carro que observava as casas de frente para o mar.

- Acho que ela está tentando ver o número. Deve ser por aqui. – disse Chace retirando do bolso um pedaço de papel – É esse o endereço. Logo iremos descobrir onde Vanessa está.

Um fio de esperança brotou dentro do meu coração e eu sorri. Ela com certeza estaria ali. É lógico que ela estaria num lugar onde ela teria parentes, por conta da gravidez. Senti uma ansiedade tomar conta de mim e a certeza de que ela estava perto ficava cada vez mais sólida. Era tudo o que eu precisava. Era tudo o que eu queria. Encontrá-la de novo.

- Acho que é aqui. – a voz de Chace me tirou dos devaneios e eu, automaticamente, olhei para o carro das meninas que havia parado em frente à uma casa bem diferente.

A casa constituída por madeiras de primeira qualidade, de cor marrom e as paredes tinham um toque de amarelo bebê. Havia uma varanda em frente à um jardim que parecia ser muito bem cuidado. A varanda era composta por uma rede, cadeiras de balanço e alguns enfeites adicionais, característicos de uma mulher. Somente a parte de baixo da casa estava com a luz acesa. A parte de cima estava toda apagada com as janelas fechadas por cortinas leves brancas.

- Que casa bonitinha. – disse Alex olhando atentamente a estrutura da casa. – Uma casa dessa seria boa pra passar as férias, pra relaxar, pra curtir uma gravidez...

- Vamos acabar logo com isso. – falei e desci do carro, sendo seguido pelos caras. As garotas estavam olhando a casa atentamente e logo perceberam que eu estava ao lado delas.

- Olá, Zac. – disse Stacy simpática. – Ansioso?

- Bastante. É esta a casa?

- Sim. Número 990. – disse ela conferindo o papel na mão e o número da casa. – Pelo menos tem alguém em casa. Acho bom batermos e procurar saber as informações.

Logo que todos estavam reunidos, Stacy bateu de leve na porta e então ouvi passos lentos que caminhavam em direção à porta. Logo, estava em nossa frente uma mulher cuja aparência era de quarenta anos e pouco.

Os cabelos castanhos da mulher estavam presos num rabo de cavalo baixo e ela vestia uma camisola rosa larga. Seus olhos eram castanhos claros e ela lembrava muito Vanessa. A expressão de confusão em seu rosto ficou ainda mais clara quando ela olhou para cada rosto que a observava.

- Quem são vocês? – perguntou com a voz suave, porém firme.

- Ahn... – hesitou Stacy, que logo suspirou e desatou a falar. – Somos amigos da Vanessa. A senhora é a tia dela, não?

- Vanessa? Oh... – a expressão da mulher murchou para uma surpresa. – Sim, sou. – a encarávamos ansiosos e mesmo hesitando, ela convidou-nos a entrar. Sem mais delongas, entramos na casa aconchegante da mulher e ela pediu para que nos sentássemos no sofá que havia no meio da sala. A casa por dentro era moderna e arrumada e tudo ainda tinha o toque feminino.

- O que vocês querem saber sobre ela? – perguntou a mulher, colocando os óculos de grau quadrados.

- Queríamos saber se ela se encontra aqui na casa da senhora. – disse Chace. – Estamos procurando-a há dias e não a encontramos em lugar algum.

- Aqui ela não está. Eu sinto muito. Faz um tempo que ela não aparece por aqui... Mais de quatro meses, garanto. Acho que é pelo trabalho.

- A senhora... Ahn? – perguntou Stacy.

- Lauren. Lauren Withburn Hudgens.

- A senhora Withburn não tem nenhuma noção de onde ela pode estar? Porque estamos procurando-a com a máxima urgência.

- Eu posso até dizer, mas antes preciso saber o que aconteceu pra vocês a procurarem tanto.
Stacy se calou e então todos os olhos se voltaram para mim. Prendi a respiração e logo senti o olhar da Sra. Withburn sobre mim. Então eu entendi que tudo o que deveria ser dito, quem teria que dizer era eu. Suspirei longamente e fixei meus olhos nos castanhos da tia de Vanessa.

- Ela está grávida. – parei por um momento. – E eu sou o pai.

A expressão de choque que passou pelo rosto da mulher foi mais do que visível. Ela arregalou os olhos e sua boca se abriu em um belo O. Mordi o lábio inferior e baixei a cabeça.

- Vanessa está grávida? Como assim grávida? – perguntou com a voz falhando de nervoso.

- Aconteceu, Sra. Withburn. Ela ficou grávida de um filho meu e tudo que eu quero é encontrá-la. Ela simplesmente sumiu depois que umas coisas...

- Que coisas? – perguntou a mulher desesperada.

Antes que eu respondesse, Stacy tomou a frente.

- Não importa! O que importa é que temos que encontrá-la logo. Não a achamos tem mais de dois meses e ela está grávida. E se aconteceu alguma coisa? A senhora percebe o quanto isso é grave?

- Mas ela não é irresponsável pra sumir dessa forma. Se ela sumiu, é porque alguma coisa esse rapaz fez. – ela disse apontando para mim e me encarando com os olhos irritados.

- Sra. Withburn... – falei prendendo as lágrimas que queriam descer. – Eu errei com ela. Errei feio. Mas eu me arrependi. Eu não só a amo, como quero criar esse filho que ela está carregando dentro dela. É parte de mim, é parte do meu amor com ela... Não é a voz de um namorado arrependido que está falando aqui... É a voz de um pai que quer o seu filho. É a voz de um pai que quer uma chance pra criar o filho que tanto quis.

- Você deveria ter pensado nisso antes de fazer o que quer que tenha feito. Afinal de contas, o que aconteceu?

- Não temos tempo pra falar sobre isso, minha senhora. – disse Chace. – Estamos numa busca desenfreada por ela há dois meses e meio. Ela está grávida, esperando um filho do cara aqui. Independente do que tenha acontecido, ele precisa saber onde ela anda. A senhora tem que nos contar.

- Eu conto se vocês me contarem o que ele fez pra ela! – disse emburrada, virando a cara.

- Em vez da senhora ficar de birra, a senhora deveria falar logo o que sabe. – disse Annie encarando a mulher com os olhos semicerrados. – Você já parou pra pensar que ela pode estar sofrendo? Que ela pode estar precisando de ajuda? Já parou pra pensar que ela não está sozinha, que ela está com um filho na barriga? Eu tenho certeza que a senhora é mãe e sabe disso. Se fosse com você, você iria gostar?

A mulher olhou exasperada para Annie e pela primeira vez naquele tempo, eu daria um abraço apertado naquela garota.

- Você não pode falar assim comigo, menina.

- Posso sim. – disse firme. – E eu quero que você me diga agora onde é que a Vanessa está. Todos nós estamos com raiva do Zachary, mas nem por isso demos as costas à ele. Estamos pensando na Vanessa, independente do que ele tenha feito pra ela. A senhora quer ajudar a sua sobrinha ou não?

A mulher ponderou e hesitou por alguns minutos. Então ergueu as mãos como quem se rende e suspirou alto.

- O que vocês querem saber? – perguntou por fim.

- Queremos saber se a senhora tem alguma noção de onde ela pode estar. – falei. – Um lugar que ela possa ter ido, porque ela pediu licença do hospital.

- Ela ganhou uma licença de nove meses mais a licença da maternidade. – disse Chace.

- Eu realmente não sei onde ela deve estar agora. – disse a mulher passando os olhos por todos nós. – Mas eu sei que os pais dela têm uma casa numa cidade um pouco afastada daqui. Infelizmente, eu perdi o endereço e tudo quanto é meio de chegar até lá. – falou entrelaçando os dedos sobre as pernas. – Receio que vai ser meio difícil encontrá-la sem saber onde fica essa casa.

- A senhora afirma que ela pode estar lá? – perguntou Stacy mordendo o lábio inferior.

- Afirmar eu não afirmo, mas eu não vejo outro lugar para onde ela possa ter ido. A não ser...

- O que? – perguntamos todos juntos.

- A não ser que ela tenha ido para a Itália.

***

Mais um mês se passou depois de conversarmos com Lauren Withburn Hudgens.
A tia de Vanessa não nos deu informações concretas sobre ela, mas nos deu a pista mais evidente: Vanessa poderia estar neste momento na Itália. E isso era mais do que eu podia imaginar.

Como ela teve coragem de viajar grávida de um filho meu justamente para a Itália? Eu não conseguia dormir direito ao imaginar que ela estava tão longe de mim. Eu não conseguia mais comer, não conseguia mais nem pensar. Trabalhar, para mim, era o maior sacrifício que eu estava fazendo naqueles tempos. Levantar da cama para gravar demos era muito mais difícil do que eu poderia ao menos pensar. Tirar fotos para revistas era muito doloroso. Ter que sorrir falso era a pior coisa que eu poderia fazer na vida.

Entrevistas com a banda me deixavam cada vez mais deprimido, principalmente quando perguntavam como estava o nosso lado amoroso. Enquanto ambos respondiam com palavras positivas, eu sempre fugia do assunto dizendo que estava focado somente na carreira, no trabalho.

As buscas por Vanessa desde quando nos encontramos com Lauren haviam ficado menos exaustivas, pois todos acreditavam que ela tinha viajado para a Itália. Para qual lugar ela poderia ir senão para perto dos pais? Com esse pensamento, nós paramos um pouco de procurá-la. Pedimos o telefone dos pais de Vanessa para Lauren, mas ela se recusara a dar dizendo que já havia falado demais. E ao se despedir de nós, tocou em minhas costas e murmurou as palavras que quebraram mais ainda meu coração: “Eu sinto muito, mas tudo indica que você mereceu. Perdeu a mulher que você amava e acabou de perdendo também um filho”.

E então eu me lembrei do que Melissa me disse por duas vezes. “Você perdeu aquilo que você mais queria. Um filho”. E só de lembrar disso, eu não aguentava e chorava. Chorava por vários e vários minutos. Um filho era tudo o que eu sempre quis, tudo o que eu sempre sonhei. Inicialmente, eu queria ter filhos com Melissa, mas a convivência com ela no casamento foi se modificando à um estorvo sem fim. Melissa não se mostrava mais a mulher que eu namorava, a pessoa que tanto me apoiava com minhas amizades, minhas escolhas, meu futuro, minha vida... 

Ela se transformara numa mulher completamente monótona e sem carinho, saía com as amigas e me deixava a mercê de me virar sozinho... Talvez seja nessa parte que eu tenha perdido tudo o que sentia por ela. E mesmo com todas essas falhas, ela ainda queria sexo sem parar. Eu já não a desejava mais, não a queria mais, não suportava pensar nas mãos dela me tocando ou as minhas mãos a tocando. Eu queria distância. Eu me arrependi do que eu fiz, sim, mas me arrependi somente da parte que enganei Vanessa. Mas em nenhum momento eu me arrependi de ter chifrado Melissa... Ela mereceu. E por mais que eu fosse completamente fiel à ela, ela procurou e encontrou. Portanto, me arrependo somente de ter envolvido Vanessa nessa droga desse casamento. De resto, eu quero que se dane.

Eu estava dormindo pela primeira vez em quatro meses e meio, mas mesmo assim era um sono perturbado. Visões de Vanessa perdendo o bebê tomavam conta de meus sonhos. Visões em que ela fugia de mim carregando uma manta azul no braço e cada vez que eu corria para mais perto dela, ela estava mais longe. Então quando simplesmente ela tropeçou e caiu junto à um abismo profundo perto de um rio, eu acordei assustado.

O suor descia por meu rosto como se eu tivesse acabado de sair de um chuveiro. Passei a mão pelo rosto para tirar o excesso do líquido e suspirei alto.

- Meu Deus. – sussurrei com as mãos no rosto. – Quando isso vai acabar?

Ao me lembrar dos sonhos, lágrimas desciam por meu rosto se confundindo com o suor permanente.

- Eu já aprendi a lição... – disse chorando e sentindo o coração bater forte. – Eu quero recomeçar tudo de novo. Eu quero a minha Vanessa de volta, eu quero o meu filho aqui do meu lado. Será que eu vou ter que sofrer mais quanto tempo?

À medida que o choro ia se aprofundando, as imagens de Vanessa sangrando e caindo no abismo com o nosso filho nos braços me deixava mais desesperado. Eu não ia me perdoar se ela perdesse o bebê. Eu não ia me perdoar se ela morresse. Eu não ia conseguir viver sabendo que Vanessa saiu do país por minha causa e acabou morrendo. Eu iria enlouquecer. Eu precisava sair de casa. Eu precisava de alguém do meu lado antes que eu cometesse alguma besteira. Eu precisava de alguém para me dar apoio.

Peguei meu celular e disquei o número que eu já sabia de cor. Eu só esperava que estivesse com sorte.

- Alô? Zac?

- Chace? Chace, eu preciso que você venha aqui em casa.

- Tudo bem, mas... Por que todo esse nervoso? Você está passando mal?

- Não, cara. Apenas quero que você venha pra cá. Eu preciso de você aqui, por favor.

- Tudo bem, tudo bem. Quer que eu chame os caras, eles...

- Quero só você, por favor.

- Ok, daqui a dez minutos eu estou aí.

Desliguei o celular caindo na cama e sentindo minhas entranhas revirarem. Eu queria sair. Eu sentia que tinha alguma coisa lá fora que esperava por mim. Podia ser coisa boa ou ruim. Não importava. Eu queria ir saber o que era. Eu precisava sair logo. Eu queria encontrar Vanessa...

- Zachary? Zachary? – senti alguém me chacoalhar – Zachary, dá pra acordar? ZACHARY?

- OI! – sentei depressa na cama e logo vi Chace me encarar com os olhos preocupados. – Oi. – disse passando os dedos nos olhos.

- O que aconteceu, cara? Por que você está todo suado?

- Eu... – disse me lembrando do sonho e sentindo minha garganta fechar. – Eu sonhei com Vanessa e com o meu filho.

- É mesmo? – perguntou Chace sorrindo. – E o que você sonhou? Aposto que sonhou com um garotão no colo da Nessa...

- Sonhei que eles haviam morrido! – exclamei e ele se espantou. – Um dos sonhos foi que ela sangrava e perdia o bebê num aborto... E o outro foi que ela segurava um bebê num cobertor azul e depois caía num abismo. – conclui e logo me pus a chorar.

- Zachary, calma – disse Chace me abraçando. – Calma, cara. Não fica desesperado assim, foi só um sonho.

- Mas e se por algum acaso for um aviso? – perguntei nervoso abrindo os braços. – E se ela morrer? E se o meu filho morrer?

- Mas eles não vão morrer, não...

- Eu quero sair! – falei enxugando as lágrimas. – Eu quero sair. Eu sinto que tem algo lá fora que vai me tirar dessa merda de vida. Eu sinto que alguma coisa me espera lá fora e eu quero ir ver o que é!

Chace me olhou com o olhar transbordando pena, mas eu não me importei.

- Olha cara, acho melhor você ficar aqui na sua casa e...

- EU NÃO QUERO! EU QUERO SAIR, VOCÊ ENTENDEU? DÁ PRA VOCÊ ME LEVAR?

Chace ergueu os braços em rendição e se levantou indo ao meu armário jogando uma roupa em minha direção.

- Vai tomar um banho e depois nós saímos.

Assenti e me dirigi depressa ao banheiro. Em poucos minutos, eu já estava pronto vestido com uma camisa social azul e uma calça jeans preta. Penteei o cabelo, bagunçando-o um pouco em seguida e borrifei um pouco de perfume em cada lado do pescoço. Peguei a carteira e as chaves do carro.

- Deixa o carro. Eu te levo.

- Tem certeza? – perguntei incerto.

- Claro, vamos.

Deixei as chaves no criado mudo e então descemos a escada em direção à porta da sala. Tranquei a casa e logo estávamos dentro do carro, entrando numa rua onde o tráfego estava mais calmo.

- Pra onde você quer ir? – perguntou Chace e eu dei de ombros.

- Sei lá. Pra onde você quiser.

- Eu não tenho que querer. Você sim. Fala o primeiro lugar que passar na sua mente.

- Shopping do centro. Aquele perto daquelas lojas de noivas.

- Ok.

Seguimos em rumo ao shopping em silêncio. Eu sentia minha cabeça perturbada e Chace respeitava isso, pois não lançou um olhar sequer em minha direção, apenas dirigia com calma. Deitei minha cabeça no banco do carro sentindo uma dor de cabeça repentina. Um enjoo tomava conta do meu estômago e tudo o que eu queria era chegar logo no shopping. Apertei os olhos tentando me esquecer dos sonhos e do enjoo que assolava meu estômago. Senti o suor descer por meu rosto e pescoço e se perder por dentro de minha blusa. Logo que eu estava quase para sair do carro e vomitar, Chace parou e tocou em meu braço.

- Chegamos. – disse me encarando. – Você está passando bem?

- Estou. – falei engolindo o gosto de bile que inundava minha boca. – Só estou meio enjoado.
- Você não comeu ainda? – neguei. – Zachary, é quase três horas da tarde e você não comeu nada? Tá maluco? Vamos entrar e comer alguma coisa.

- Eu não sei se quero comer. – falei saindo do carro e batendo a porta.

- Você não tem que querer. Tem que comer. Quer ficar doente? – ele perguntou trancando a porta do carro e ativando o alarme. Não respondi nada e segui para a entrada do shopping. – Antes que qualquer coisa você vai comer. A praça de alimentação fica logo ali, anda. – ele disse me empurrando em direção à praça.

Eu parecia mais uma criança birrenta do que qualquer outra coisa, mas a vida que eu estava levando não estava fácil. Principalmente depois do que eu havia sonhado. A praça estava apinhada de gente, mas mesmo assim Chace me fez sentar numa mesa vaga perto de um vaso de plantas.

- Fica aí enquanto eu vou pegar um hambúrguer pra gente almoçar. – assenti e logo ele saiu para a fila de um dos fast food’s por ali. Joguei minha cabeça para trás sentindo a dor de cabeça aumentar um pouco. Realmente, eu deveria comer. Se eu quisesse ficar de pé pra continuar procurando por Vanessa, eu teria que comer. Fechei os olhos por um momento e logo ouvi alguém sentar em minha mesa.

- Agora come tudo. Deixa de agir como criança e se alimenta, vai. – disse Chace apontando o prato com hambúrguer, refrigerante e fritas.

- Valeu, cara. 

Depois de comermos, o que nós fizemos em silêncio enquanto observávamos as pessoas pela praça, saímos em direção à umas lojas que estavam no corredor seguinte. Eu olhava tudo como se estivesse interessado, mas tudo passava como um borrão na minha mente. Eu não distinguia nada, apenas observava.

- Pra onde você quer ir agora? – perguntou Chace me encarando.

- Não sei. Vamos continuar andando. Quem sabe tem alguma coisa interessante. – falei dando de ombros e continuamos a andar.

Passamos por lojas de roupa social masculina, roupas femininas, calçados, lojas de celulares, assistência técnica e então eu parei observando uma loja com roupas infantis. Na vitrine haviam calçados pequenos azuis e rosa bebê, com certeza para recém-nascido, roupas para crianças de diferentes idades e algumas mochilas infantis de escola.

- Vamos entrar aqui? – perguntei à Chace que estava analisando a vitrine da loja.

- Claro. – disse ele sorrindo e logo entramos na loja.

Por dentro, tudo era muito bem arrumado. Do lado esquerdo da loja, ao fundo, ficavam vários sapatinhos de bebê até a faixa etária de 10 anos. Do lado direito, haviam diversos cabides com roupas para bebês e crianças mais crescidas e em um ponto mais a frente, havia um berço muito branco. Enxovais, fraldas, perfumes e coisas do tipo eram alguns dos acessórios da loja. Eu estava encantado. Era uma loja perfeita apenas para bebês e crianças.

- Aposto que essa loja é nova. – disse Chace olhando tudo. – Muito boa, tem até coisas de farmácia aqui.

- É. – falei e meus olhos bateram novamente na estante de sapatinhos. – Cara, eu quero comprar uma coisa pro meu filho. Eu estou louco pra ver aqueles sapatinhos ali, será que você se incomoda se eu...

- Claro que não. Vai lá ver. Eu vou ver uma roupinha aqui que quero dar de presente pro seu bebê.

- Hey, cara. – falei olhando-o. – Não precisa se incomodar com isso. Eu tenho que comprar alguma coisa porque sou pai e quero encher o meu filho de presentes.

- E você acha que eu não? Deixa de ser idiota e vai ver os sapatinhos. Deixa que da minha parte eu cuido, ok? – assenti batendo de leve nas costas dele e fui em direção à estante com sapatinhos.

Eram inúmeros sapatos de várias cores. Dentre eles haviam rosa, azul, branco, preto, verde, vermelho, amarelo, lilás e outras cores mais. Na verdade, era muito difícil escolher um só. Todos eram lindos, dava vontade de comprar logo uns dez sapatinhos.

- Posso ajudá-lo? – uma voz simpática falou ao meu lado e eu olhei. Era uma vendedora com um sorriso simpático que olhava dos sapatinhos para mim.

- Ahn... Eu quero comprar um sapatinho pro meu filho. Ele vai nascer logo. – falei sorrindo feliz.

- Ah, é menino?

Meu sorriso diminuiu à medida que eu ia pensando no meu filho. Eu ainda não o tinha visto crescer na barriga de Vanessa e nem ao menos imaginava o sexo dele.

- Na verdade, eu não sei. – falei sorrindo pequeno. – Ainda não descobri o sexo dele.

- Bom, os sapatinhos de recém-nascido unissex estão aqui embaixo. – disse ela apontando vários sapatos em diferentes tons claros. – O senhor quer ajuda para escolher algum?

- Ahn não, não... Obrigada.

- Tudo bem. Qualquer coisa pode me chamar. – assenti e ela saiu.

Me agachei defronte aos sapatinhos e peguei o menor deles e coloquei na palma da mão. Sorri ao imaginar o pé do meu bebê. Com certeza deveria ser bem pequenininho. Passei a olhar os outros sapatos com atenção, mas antes que eu pudesse pegar um outro e analisar, uma voz doce tomou conta da minha audição.

- Meu Deus, eu não sei qual que eu levo. – disse a voz. – Eu estou em dúvida porque eu já vim aqui comprar outras roupinhas e ainda nem sei o sexo deles.

- Ah, mas a senhorita pode levar apenas duas peças então. – a voz de uma das atendentes começou a falar. – Na verdade, essas peças são as últimas da loja.

- É mesmo? Que sorte a minha então. – a moça sorriu e eu estremeci. Não era possível...

Levantei largando os sapatinhos de qualquer maneira no chão e passei por entre as estantes de roupas até conseguir ver quem estava falando com a atendente.

- Pois é, a senhorita poderia aproveitar. Afinal, o que a gente não faz por um filho, não é?
E então eu a vi.

Os cabelos soltos como uma cascata até o meio da bunda, o jeito que ela mexia neles colocando-os para frente e depois para trás. A sapatilha branca que ela sempre usava nas consultas em que eu comparecia. As pernas brancas lisas tão bem cuidadas quanto a de qualquer outra mulher. As mãos segurando algumas peças de roupinhas brancas e uma caixinha com um shampoo de bebê.

- Um filho não, dois. – disse ela sorrindo e logo uma de suas mãos acariciou a barriga. Eu deixei o que estava em minha mão cair naquele momento.

DOIS?

- Ah, é verdade. – disse a atendente batendo na testa como se tivesse se esquecido de algo. – A senhorita está esperando gêmeos, como pude esquecer? Falando nisso, a sua barriga já está bem grandinha, não é mesmo? – a mulher passou a mão na barriga dela e ela sorriu alto. Aquela risada eu nunca iria esquecer.

- Verdade, eles são muito espaçosos. Estou apenas com quatro meses e meio. Imagine quando eu chegar aos nove, o tamanho que eu vou estar?

Ela disse quatro meses e meio?

A partir daquele momento eu tinha certeza. Era Vanessa Hudgens, a minha psicóloga com quem eu passei os melhores momentos da minha vida, as melhores transas, os melhores meses e que estava esperando um filho meu. Um não, mas pelo visto eram dois.

- Ah, mas dois bebês realmente ocupam muito espaço. – disse a atendente caminhando com ela até o caixa.

- Eu vou levar somente essas duas peças. – disse ela separando duas peças dentre o pequeno monte que ela carregava. – E vou levar essa caixa com shampoo. Eu estava procurando ele em todo o canto e não achava.

- Certo. A senhorita já viu a data de validade? – ela assentiu. – Então venha comigo, vou registrar sua compra.

Ainda boquiaberto com o que eu estava vendo e ouvindo, eu as segui até que ela parou em frente ao caixa e a atendente começou a mexer no computador, certamente registrando a compra. Eu sentia meus olhos arderem e as lágrimas os enchendo com tanta força que eu não conseguia nem ao menos piscar. E então, ela virou e começou a acariciar a barriga já com certo volume. O vestido branco que ela usava era justo no busto e apenas se alargava à medida que a barriga dava um certo volume nele. Eu a observava paralisado como se tivesse perdido toda a sanidade da minha cabeça.

Depois de quase cinco meses de busca, eu havia encontrado Vanessa. Eu havia encontrado a mulher da minha vida que estava grávida não só de um filho, mas de dois!!! Eu estava louco. Eu não podia nem ao menos imaginar como isso estava acontecendo.

Então depois de um tempo olhando-a acariciar a barriga sorrindo, eu me lembrei de Chace. Saí de lá sem que ela percebesse que eu estava ali e tratei de procurar Chace o mais rápido que pude. “Cadê esse cara?” eu perguntava em pensamento, já que não o achava onde ele disse que iria estar. Vasculhei a loja procurando-o, mas ainda assim de olho em Vanessa que continuava no caixa à espera e logo encontrei Chace vendo uma roupinha azul de recém-nascido.

- Chace! – praticamente gritei quando o vi.

- Zac! Olhe só essa roupa eu vou dar pro seu...

- VEM AQUI! VOCÊ NÃO SABE O QUE EU VI. – agarrei o braço dele e o levei para uma estante perto da saída, afastada o bastante de Vanessa, mas ainda que dava para vê-la – Olha quem está ali. Olha!

E então Chace a viu. A boca dele se abriu um perfeito O e então ele olhou para mim e apontou para Vanessa.

- É ela? – ele sussurrou e depois voltou a olhar para Vanessa que agora passava o cartão na máquina. – Eu não acredito no que eu estou vendo!

- A gente encontrou ela! – eu disse feliz balançando os ombros dele. – A gente encontrou ela!

- E agora? O que vamos fazer? Ligamos pros caras e pras meninas?

- Claro que não, nós vamos segui-la e ver onde ela está.

- Mas...

- Não tem “mas”, não! – olhei para ela novamente e ela estava saindo da loja acompanhada pela atendente e segurando duas sacolas. – Olha, ela vem aí. Vamos ver onde é que ela está escondida. – sussurrei e Chace concordou. 

Assim que ela saiu da loja e a atendente foi para o caixa novamente, eu e Chace saímos de fininho atrás dela. Ela andava do mesmo jeito de sempre, os cabelos voando à medida que ela caminhava, os passos rítmicos que só ela sabia, a sacola balançando de leve com as passadas dela... Ela estava linda grávida.

- Acho que ela está indo pro estacionamento. – disse Chace no meu ouvido e eu assenti.

- Então é pra lá que nós iremos.

Continuamos seguindo Vanessa e então avistamos nosso carro.

- Onde será que ela estacionou o dela? – perguntou Chace desesperado vendo ela andar para bem mais longe do nosso carro.

- Vamos fazer o seguinte, eu tiro o carro pra você e você segue ela. Fica me esperando perto de onde ela estacionou o carro, ok? – Chace assentiu e continuou andando atrás de Vanessa.
Desativei o alarme do carro e logo entrei no lado do motorista dando marcha no carro e saindo do cubículo. Assim que o carro estava pronto para andar, tentei localizar Chace e ele erguia a mão do outro lado de muitas fileiras de carro. Dirigi até ele e então ele entrou.

- Cadê ela? – perguntei exasperado e ele apontou para um carro que já estava saindo do cubículo do estacionamento.

- Você consegue segui-la sem perder? – assenti e logo ela estava tomando o rumo da saída do shopping. Eu estava com o carro bem atrás dela. – Tome isto. – Chace me entregou um óculos escuro. – Pra ela não te reconhecer de imediato.

- Valeu. – peguei o óculos e coloquei no rosto.

Chace me deu o cartão e eu entreguei para o segura
nça na portaria do shopping e então saímos por completo do estacionamento. A rua estava com o tráfego mais intenso, mas mesmo assim eu continuava atrás do carro de Vanessa.

- Anota a placa do carro dela. – falei apontando para o carro à frente. – Anota a marca também. Assim, se por algum acaso a perdemos, temos como encontrá-la.

Chace assentiu e anotou a placa e a marca do carro no celular e então passamos a segui-la.
Passaram-se, exatamente, uma hora e vinte minutos e eu ainda estava seguindo-a sem desencostar do carro dela. Eu já estava ficando cansado e apenas queria que toda aquela perseguição acabasse de uma vez.

- Ela tomou o caminho pra sair da cidade. – disse Chace apontando a placa de onde nós estávamos agora. O céu já estava tomando a cor da noite. – Será que ela foi pra aquela casa que a tia dela falou?

- Que casa? – perguntei confuso.

- Lembra que Lauren disse que os pais dela tinham uma casa numa cidade afastada? Pois então...

- Será possível? Chace, você está decorando o caminho? Porque eu realmente não estou com cabeça.

- Estou sim. Fica tranquilo. O GPS do celular está ativado e estou anotando tudo.

- Você não sabe o que eu descobri. – ele me olhou curioso e eu sorri pequeno. – Ela está esperando gêmeos.

- O QUÊ? – perguntou ele alto. – COMO VOCÊ SABE?

- Porque eu ouvi a conversa dela com a atendente. Ela disse que ainda não sabia o sexo e a atendente sabia que ela estava grávida de gêmeos. O que significa que ela esteve naquela loja outras vezes.

- Eu vou acabar ficando louco. – disse Chace massageando as têmporas. – Eu estou falando sério, eu vou acabar ficando maluco! Como assim gêmeos? Zachary, você tem noção disso?

- Eu ainda estou meio bobo. – falei sorrindo. – Ainda não consigo acreditar que a encontramos e que, além disso, ela está esperando gêmeos.


- Você vai ter dois filhos de uma vez, meu chapa! – disse Chace batendo em minhas costas e eu sorri alto. – Que presentão! Você vai ter a sua garota e ainda vai ter dois filhos!

E então a felicidade que eu sentia esmoreceu.

- Você sabe que ela pode não me perdoar, não sabe? Ela está tão irritada que resolveu se esconder no fim do mundo só pra não olhar pra minha cara. – falei chateado. – Ela veio pra outra cidade, grávida de gêmeos, só pra não ter que me ver de novo.

- Zachary, para de negatividade. Você vai ter uma conversa limpa com ela daqui a pouco. Eu estou torcendo pra tudo se resolver entre vocês.

Eu sorri e continuei a seguir o carro de Vanessa, mas a cada metro que eu a acompanhava, eu sentia meu coração doer. Logo menos eu iria ter que encará-la, o que era bem pior do que encarar todo mundo que não sabia da verdade.


+++


+++

Capítulo dedicado especialmente às minhas bests 
Kah, Lau e Bia. 
Meninas, eu amo vocês ♥♥♥

6 comentários:

  1. Ah meu deus ele achou ela ate q enfim espero q eles se acertem
    Nossa fiquei ate com medo agr desses pesadelos do Zac espero q n aconteca nd xoxo

    ResponderExcluir
  2. Eu...nossa, eu to tipo...MUITO NOSSA! Rafa pelo amor faz tudo dá certo vai? Por favor??? Eu quero Zanessa de volta amigaaa, e esses gêmeos? Eu quero eles brincando com o papai deles ❤️❤️ Amigaa... Eu nem sei o que dizer sobre esse capítulo... EU VOU DIZER DE NOVO: QUERO ZANESSA!!! Aaaain e foi dedicado à mim??? Meu deus, não acredito que esse capítulo magnífico foi dedicado a mim. Eu quero o próximo capítulo já viu? E me avise quando postar. Amiga eu te amo, esse capítulo tá mais que perfeito e essa fic também ❤️❤️❤️ então continue mesmo. E muito obrigada pela dedicação ❤️❤️ me sinto honrada❤️❤️

    ResponderExcluir
  3. Aiai gente eu acho que comi todas as minhas u has lendo esse capitulo. Mas ficou perfeito o e estou ansiosa para ver essa conversa o zac sofreu tanto e espero que a Vane o perdoe. Bjoss postaa maisss

    ResponderExcluir
  4. Quase tive heart attack aqui.. Meu deus gêmeos??? Não vejo a hora de ver o encontro deles quero muito que a Vanessa perdoe ele!! E
    Super hiper mega ansiosa pro próximo capítulo... Posta maiiiiis
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Que fic maravilhosa!!! To muito curiosa , será que a Vanessa vai perdoar ele ? Ai Meu Deus!!! Posta maiis.. beijos Tizz

    ResponderExcluir
  6. Gêmeos? Socorroooo!!! Nhaaaa Rafa, eu tbm amo você ❤️

    ResponderExcluir