20 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 9)

Quatro meses depois...

- Zachary, para que você está colocando tanta roupa dentro dessa bolsa? – ela me perguntou, mas eu não queria saber.

- Eu quero que eles usem as roupas que nós compramos juntos quando você completou sete meses! – falei fechando a bolsa pesada com as coisas dos bebês.

- Zac, nós só vamos ficar no hospital no máximo dois dias. Só o tempo de eu me recuperar da cesariana. – ela fitou o relógio. – Você vai me fazer chegar atrasada para a cirurgia! Larga essa bolsa quieta.

- Pronto, acabei. – falei enquanto colocava a alça da bolsa sobre meu ombro e ajudava Vanessa a levantar da cama.

Vanessa estava com a barriga mais do que enorme. Ela reclamava constantemente do quanto os bebês pesavam, do quanto as costas dela estavam doendo diariamente. Às vezes ela precisava de ajuda para caminhar, mas mesmo quando ela não precisava, eu estava ali para, até se possível, carregá-la no colo. Hoje seria o dia do parto e ela vestia um vestido leve rosa que a deixava bastante confortável (presente meu quando a barriga começara a ficar bastante grande), o cabelo estava preso num coque alto e o dia estava bastante ensolarado. Exatamente como estava o meu humor. Eu não via a hora do parto acontecer.

Ao chegarmos ao carro, ajudei-a entrar e logo corri para o lado do motorista. Liguei o carro depressa e logo partimos para o hospital. Eu estava com tanta pressa que nem os pedidos de “dirige devagar, pelo amor de Deus” me faziam correr menos. Em apenas quinze minutos chegamos ao hospital e na porta já vimos Chris, Alex, Chace, Stacy, Annie e Claire à nossa espera. Antes que eu pudesse sequer ajudar Vanessa descer, Alex já segurava uma cadeira de rodas ao lado de dois enfermeiros. Eles ajudaram Vanessa a descer e a sentaram na cadeira.

- Mas, gente, não é necessário. – disse Vanessa sorrindo. – Eu nem estou com dor.

- Zachary vive dizendo que você reclama de dor nas costas. – disse Alex. – Até parece que iríamos deixar você andar com dor, né.

Ela balançou a cabeça negativamente, mas com um lindo sorriso nos lábios. Claire pegou a bolsa de roupas de Vanessa no carro e colocou em seu ombro enquanto olhava a bolsa dos bebês que eu carregava.

- Pra que tanta coisa, Efron, posso saber? – perguntou apontando para a bolsa.

- Eu cansei de avisar, mas ele insiste em colocar dez mudas de roupa para cada bebê e ainda por cima todos os perfumes que eles têm. – disse Vanessa me encarando.

- Eu não quero que falte nada quando eles nascerem, será que vocês não entendem?

Vanessa sorriu alto e murmurou um “coruja demais pro meu gosto” que todos concordaram. Fechei a cara para todos e logo entramos no hospital. Preenchemos a ficha de Vanessa e logo os enfermeiros nos levaram para o andar em que ficava o centro cirúrgico. Ao chegarmos lá, a Dra. Macklain já estava à nossa espera com um grande sorriso no rosto.

- É agora! – exclamou ao nos ver e isso só me deixava mais apreensivo e ansioso. – Estão todos prontos para receberem os gêmeos? – todos assentiram alegremente e então ela olhou para Vanessa. – Está sentindo alguma dor, querida?

- Não, nenhuma. Mas esses bobos querem que eu ande na cadeira de rodas. – ela disse sorrindo.

- Não tem problema. – sorriu amigável. – Querido, você vai assistir ao parto? – naquele momento Vanessa me encarou curiosa, pois eu não tinha dito para ela se ia ou não. Fiz uma cara de suspense que deixou Vanessa apreensiva, como se estivesse com medo de entrar na sala de cirurgia sozinha.

- Mas é claro que eu vou! – exclamei agachando para ficar da altura de Vanessa e roubando-lhe um selinho. – Você achava que eu ia ficar aqui fora esperando enquanto você entra naquela sala sozinha? – ela agarrou meu pescoço me beijando com força, sem se importar que estávamos rodeados pelas pessoas.

- Eu te amo. – ela sussurrou entre meus lábios e beijou-os mais uma vez. Nossos amigos comemoravam enquanto os enfermeiros levavam Vanessa para uma sala e eu para outra.

A Dra. Macklain me deu uma roupa azul parecida com a que Vanessa usava nos exames de ultrassom, uma máscara e uma touca. Indicou a pia em que havia na sala e pediu para que eu lavasse as mãos duas vezes seguidas e as oxigenasse com álcool. Fiz todo o procedimento e então saí da sala rumando para a sala que dizia em letras enormes: “CENTRO CIRÚRGICO”. Entrei dentro da sala e então vi uma grande equipe de médicos que usavam o mesmo uniforme que eu. Naquele momento haviam médicos preparando os aparelhos para a cirurgia, alguns preparando panos azuis e outros medindo a pressão de Vanessa, que naquele momento, estava deitada com uma touca escondendo seus cabelos e olhava para todos os lados apreensiva. Fui em sua direção e toquei sua mão, mas não vi a aliança de noivado. 

- Onde está a aliança?

- Eles guardaram. – disse com uma voz baixa. – Depois vão me devolver. - Ela sorriu para mim e eu vi uma lágrima descer por seu rosto e se perder em direção ao pescoço. Olhei os médicos trabalharem preparando tudo e depois de uns dois minutos a Dra. Macklain chegou perto de nós e acariciou a testa de Vanessa.

- Está na hora. – disse ternamente. – Pronta? – ela assentiu. – Pronto? – eu assenti e então ela foi lavar novamente as mãos, em seguida colocando as luvas.

Uma cortina azul foi colocada bloqueando a minha e a visão de Vanessa, deixando a barriga escondida. Ela segurou forte em minha mão e eu encostei minha cabeça à sua, beijando seu rosto de leve. Sussurrava constantemente “eu estou aqui com você, não se preocupe” e sentia mais lágrimas descerem dos olhos dela. Logo, um dos médicos chegou e virou Vanessa de lado. Ele segurava uma seringa com uma agulha enorme e grossa que eu supus que seria a anestesia. Curioso para saber o procedimento (eu não queria perder nenhum detalhe), acompanhei o anestesista. Ele abriu um pouco o roupão que Vanessa usava deixando suas costas expostas. Um enfermeiro chegou trazendo um prato fundo com um líquido cor marrom avermelhado e com uma pinça enorme, pegou uma gaze, molhou no líquido e passou por toda a extensão das costas de Vanessa. A Dra. Macklain estava agachada de frente à Vanessa, certamente distraindo-a para que não sentisse tanta dor na hora da injeção. Logo que o enfermeiro saiu, o anestesista colocou um pano azul com um círculo aberto sobre as costas de Vanessa e marcou um ponto com o dedo. Logo ele tirou um líquido transparente de um vidro com uma seringa pequena e injetou nas costas de Vanessa todo o líquido. Depois veio com a seringa maior e afundou-a pelo mesmo buraco que havia feito com a injeção pequena.Vanessa soltou um suspiro agudo de dor e eu logo fui ficar com ela. A Dra. Macklain virou Vanessa com ajuda do anestesista sorrindo levemente para mim e partiu para o outro lado e então ouvi o tilintar de metal sendo mexido. Eu estava realmente curioso; eu queria muito ver o que acontecia além daquela cortina, mas eu não sabia se podia.

- Dra. Macklain? – perguntei incerto e temendo atrapalhar alguma coisa. Ela respondeu com um “diga, querido” – Será que eu poderia dar uma olhada aí? – Vanessa arregalou os olhos para mim. A doutora autorizou e eu sorri para Vanessa beijando seus lábios em seguida. – Eu estou aqui.

Levantei e passei da cortina vendo por completo a movimentação dos médicos. Um enfermeiro limpava outra vez os aparelhos de cirurgia e a Dra. Macklain falou:

- Aqueles dois médicos são os pediatras. – ela disse apontando dois médicos que arrumavam uns panos. – Eles vão cuidar dos bebês depois que eles nascerem, tudo bem? – assenti e ela continuou a falar. – O anestesista você conheceu, os que estão vestindo vestes mais claras são os enfermeiros e o resto é a minha equipe. – então ela recebeu um instrumento que parecia mais um estilete e me fitou. – Iremos começar agora. Não tem vertigem ao ver sangue? – neguei e ela assentiu. – Então, vamos lá. – ela falou a última frase mais alto e então todos os médicos e enfermeiros se ajuntaram e ela começou a cirurgia.

Eu olhava para Vanessa por cima da cortina e via que ela estava acompanhada por dois enfermeiros que constantemente fixavam seus olhos nas batidas do coração dela. Escutávamos o som do coração dos bebês por entre o tilintar do metal e isso me deixava cada vez mais ansioso. Senti o olhar de Vanessa sobre mim e vi que ela sorria. Eu sorri piscando o olho para ela e logo pousei meus olhos na cesariana. A Dra. Macklain agora tinha marcado o local onde seria o corte e então levou o “estilete” à pele de Vanessa e fez um corte fundo, que inicialmente não jorrou sangue algum, mas depois uma linha de sangue se formou sobre o corte. Era tanto sangue que eu nem imaginava. Olhei para Vanessa e ela olhava para todos os lados e então desisti de assistir a cirurgia para ficar com ela. Beijei sua testa que estava levemente molhada de suor e ela fechou os olhos.

- Como está lá? – perguntou baixinho e eu sorri.

- Nada além de muito sangue. – ela mordeu o lábio inferior e logo prendeu minha mão entre seu rosto e pescoço, de uma forma a abraçá-la. Encostei minha cabeça à dela escutando os médicos mexerem-se audivelmente do outro lado da cortina.

Alguns segundos depois, escutei a Dra. Macklain dizer alegre:

- E não é que esse garotão estava com pressa? – e então um choro alto e agudo tomou conta da sala. Vanessa começou a chorar e eu não me segurei, sentindo a emoção de ouvir, pela primeira vez, o choro do meu filho.

Levantei e vi o cordão umbilical ser cortado e um bebê pequenininho, encharcado de sangue, chorar fortemente.

- Deixa eu ver, doutora, por favor. – pedia Vanessa chorando e a doutora murmurou um “claro, querida” animado.

Vi o bebê ser levado pelos pediatras e depois sendo trazido embrulhado pelo pano azul, que o deixava ainda menor. Ele apenas gemia, mas ainda ameaçava chorar. O pediatra colocou o bebê nos braços de Vanessa que chorava e então eu me encostei sentindo meus olhos me cegarem pelas lágrimas que tanto caíam.

Era difícil ver o bebê com clareza em meio às lágrimas e ao sangue que estava acumulado em seu corpo pequeno, mas eu tinha certeza que era a coisa mais linda do que eu já havia visto. E então depois de beijar a testa do bebê várias vezes, Vanessa olhou para mim entregando-o. Eu arregalei os olhos e neguei. Eu nunca havia segurado um bebê na vida, não um bebê que acabou de nascer. Logo veio um enfermeiro que pegou o bebê e sorriu, me encorajando com o olhar. Eu mordi o lábio inferior estendendo os braços e então o enfermeiro colocou-o em meus braços. 


Me orientou como segurá-lo e então quando eu menos esperava, meu filho estava seguro em meus braços. Ele era muito leve, mas se movia bastante e gemia alto. Eu encostei meus lábios em sua testa sentindo a fragilidade dele e o abracei escutando-o gemer menos. Vanessa e aquelas crianças eram tudo para mim. Antes que eu pudesse fazer mais alguma coisa, um choro mais agudo tomou conta dos meus ouvidos e a voz da Dra. Macklain anunciava que a menina nascera. O pediatra sorriu e pegou o menino, que ao sair dos meus braços voltou a chorar, e levou-o para uma porta que havia na sala.

Logo que me virei, vi o outro pediatra trazendo a menina e colocando-a nos braços de Vanessa que tinha os olhos banhados de lágrimas. Encostei meu nariz no rosto de Vanessa e analisei a menina. Era mais gordinha que o menino e chorava mais agudo, mas baixava o choro toda vez que Vanessa a balançava um pouco. Então, o pediatra pegou a bebê me entregando com o mesmo cuidado que o outro médico. Segurei-a e percebi que ela realmente era mais gordinha, mas ainda assim leve. Beijei sua testa demoradamente e então o pediatra a levou por onde o menino também fora levado. Vanessa ainda chorava forte, mas o sorriso era evidente em cada traço do seu rosto, que estava levemente manchado do sangue dos bebês. Beijei sua bochecha e ela agarrou meu pescoço, virando seu rosto e beijando-me nos lábios.

- Obrigada. – ela sussurrou.

- Eu te amo mais do que tudo nessa vida.

E então eu saí do centro cirúrgico depois de beijá-la mais uma vez.

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Meninas,abaixo segue o link da fanfic da Criis.
 Ela tá começando agora,mas tenho certeza que vão amar a história.
Acompanhem também!!! Beijos,amo vocês ♥♥♥

14 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 8)

Duas semanas depois...

A sala de espera onde estávamos era muito bem arrumada. Uma mesa de centro estava posta no meio da sala com várias revistas de Medicina, bebês, famosos, entretenimento e jornais. Eu resolvi pegar um jornal para ler enquanto Vanessa esperava olhando tudo ao redor. Eu não conseguia ler nada do que estava escrito, a ansiedade para ver a ultrassom me corroia por dentro.

- Vanessa? – ela me olhou. – Será que vai demorar muito? Eu estou ansioso demais...

- Calma, Zac. Eu não sei como funciona nada aqui. É a primeira vez que eu venho nesse hospital, eu fazia pré-natal lá perto da casa onde eu estava.

Eu balançava a perna sem parar e Vanessa estava ficando incomodada com toda essa afobação. Cinco minutos depois, uma voz mansa falou pela sala.

- Srta. Vanessa Hudgens – Vanessa levantou e sorriu, entrelaçando seus dedos nos meus. – Olá, sou a Dra. Eliza Macklain. – sorriu simpática, abrindo a porta do consultório para que a gente entrasse. – Sentem-se aqui, por gentileza. – Vanessa agradeceu ainda segurando minha mão trêmula. Ela olhou para mim sorrindo, me encorajando com o olhar. – Oh, vejo que sua barriga já está bem crescidinha, não é?

- Estou com cinco meses. E também estou grávida de gêmeos. – disse Vanessa passando a mão livre sobre a barriga já maior.

- É, estou vendo na sua ficha. – disse a médica sorrindo para Vanessa e depois começou a perguntar uma série de coisas.

A Dra. Eliza Macklain lembrava muito a Sra. Lovett, a recepcionista do hospital onde Vanessa trabalhava. Tinha um ar de mãe que acolhia a todos sem exceção. A maneira como ela falava com Vanessa mostrava o quanto ela se importava com uma grávida que aparecesse no consultório dela. Observei Vanessa e como ela sorria feliz toda vez que respondia alguma coisa sobre os bebês, o que o médico antigo havia lhe dito anteriormente, os cuidados que ela estava tomando... Era absolutamente perfeito ouvi-la falar dos nossos filhos com tanto amor e carinho como ela dizia.

- E o que o papai acha de ver os filhos agora? – Vanessa me deu um cutucão e apontou com a cabeça para a médica. – Vamos ver como os bebês estão?

- Claro! – exclamei levantando rapidamente e fazendo-as sorrir. – Eu estou ansioso para ver!
Uma enfermeira entrou com Vanessa numa porta que havia no consultório e a Dra. Macklain pousou suas mãos em minhas costas me levando para o outro lado do consultório, onde havia uma pequena sala com um armário branco, mais à frente uma maca e ao lado um monitor parecido com o de um computador onde vários fios estavam ligados. Ela puxou uma cadeira alta e colocou do lado oposto ao monitor, mas ao lado da maca de Vanessa.

- Você pode se sentar aqui, tudo bem? – ela apontou a cadeira. – Vanessa irá deitar aqui para realizar o exame. – ela sorriu simpática para mim e eu mordi o lábio inferior sentando, apreensivo, na cadeira que ela arrumara.

Esperamos Vanessa por uns minutos e logo ela apareceu usando uma capa azul, que parecia um vestido. Era abotoado em alguns pontos, porém nenhum perto o bastante da barriga. Ela sorriu para mim e com a ajuda da enfermeira, deitou-se na maca e segurou minha mão suada. Ela sussurrou um “fica tranquilo” ao ver minha expressão de nervoso e então olhei para a doutora que preparava os aparelhos.

- Prontos? – perguntou sorrindo e nós assentimos. – Com licença, querida. – ela desabotoou dois botões e então a barriga de Vanessa ficou completamente visível. – Vai sentir um friozinho, mas logo passa. – Vanessa assentiu e ela espremeu um gel incolor sobre a barriga de minha noiva e a senti apertar minha mão com força. Eu apenas observava a Dra. Macklain trabalhar enquanto Vanessa não tirava os olhos do monitor. Então pegou o aparelho de ecografia e posicionou por cima do gel espalhando por onde a barriga de Vanessa estava grande. – Olhem eles aqui. – ela apontou com o dedo o monitor onde apareceu uma imagem, que para mim era borrada de preto e cinza.

- Eu... Eu não consigo distinguir nada. – falei sem graça e elas sorriram.

- É normal, meu amor. – disse Vanessa, beijando minha mão. – Eu com cinco meses não consigo distinguir muita coisa.

- Vocês já sabem o sexo deles? – perguntou a doutora nos observando por baixo dos óculos e Vanessa negou.

- Das vezes que tentei ver, eles nunca cooperavam.

- Acho que hoje eles estão do lado de vocês então. – disse ela, sorrindo, e voltando a olhar para o monitor. – Porque hoje estou vendo o sexo dos dois.

- TÁ BRINCANDO? – exclamamos juntos e ela sorriu.

- Querem que eu diga ou preferem surpresa para a hora do parto?

- Eu gostaria de saber agora. – falei e olhei para Vanessa que tinha lágrimas nos olhos. – Pode, amor? – ela sorriu para a médica e ela olhou para o monitor retribuindo o sorriso.

- Bem, eu acho que vocês vão ter que arranjar dois quartos, sabe? Acho que o menino não vai gostar de ter cor de rosa no quarto dele. – ela disse olhando para nós e então eu entendi.
Era um menino e uma menina.

Vanessa sorria alto e chorava ao mesmo tempo enquanto eu sentia as lágrimas descerem silenciosas pelo meu rosto.

- Um casal?! – Vanessa perguntou e me olhou. – Vamos ter um casal, Zachary. Tudo o que eu queria. – disse ela beijando minha mão.

Eu olhei para a médica e ela sorria ternamente em minha direção. Logo em seguida, batidas em diferentes tons tomaram conta do ambiente e Vanessa chorou mais ainda.

- São... São eles? – perguntei e a médica assentiu. O som dos coraçõezinhos deles batiam na mesma velocidade, mas não ao mesmo tempo, o que ocasionava os sons diferentes. Então a preocupação me atingiu. Será que eles estavam realmente bem? – Eles estão bem, Dra. Macklain? Não tem nenhum perigo de, por um acaso, eles se machucarem nem nada do tipo, eu estou nerv...

- Calma, querido. – disse a doutora com a voz calma, mas divertida. – Mais bem do que eles estão, não é possível. Eles estão mais seguros do que nunca. Vanessa está cuidando muito bem deles. Mas é claro que a sua ajuda vai fazê-los ficarem cada vez melhores. – ela sorriu e depois apertou um botão na máquina do monitor. – Vocês querem uma foto? Posso imprimir uma especial agora que eles estão bem visíveis.

Eu e Vanessa concordamos rapidamente, sem delongas, e então a médica imprimiu uma foto pedindo para a enfermeira guardar em uma pasta, junto com os dados da consulta. Ainda chorando, Vanessa me beijou tão terna e apaixonadamente que eu senti como se nada no mundo me faltasse. E talvez não faltasse mesmo. Eu tinha minha mulher, meus filhos. A única coisa que tinha que acontecer para tudo ficar perfeito era o nosso casamento, que segundo o que combinamos, iria acontecer depois que os bebês nascessem.


- Vamos contar para o pessoal? – disse ela sorrindo vendo a foto da ultrassom. Estávamos voltando para casa.

- Claro. Podemos nos reunir e comemorar, afinal, você disse que era a primeira vez que eles se mostravam, não é? – perguntei olhando-a rapidamente antes de me focar na estrada.

- É. Tentei vê-los por muitas vezes. Mas eles nunca cooperavam. – e então ela segurou minha mão entrelaçando nossos dedos. – Mas eu sinceramente acho que eles estavam esperando a hora em que o pai deles ia estar presente.

- Oi? – perguntei nervoso pela afirmação dela. – Será mesmo?

- Não tenho dúvidas. Dizem que os bebês sentem quando a mãe está bem ou não... Eu acho que eles sabiam que eu estava mal. Sabiam que eu estava sentindo a sua falta. Eu chorava todos os dias, Zac. Não passava um dia em que eu não chorasse por você.

- Eu me arrependo profundamente de ter te exposto a todo esse sofrimento. – falei sentindo o coração doer, semelhante à saudade que eu sentia de Vanessa há duas semanas atrás. – Eu fui fraco e escondi a verdade o tempo todo. Eu... Eu nem sei expressar o quanto eu me arrependo.

- Você me provou de um jeito muito melhor do que palavras... Exatamente como eu queria. – ela disse sorrindo e eu a fitei. – Você enfrentou tudo para me encontrar. Pensou em mim em todos os momentos que até reuniu minhas melhores amigas. Aquele dia que elas e os meninos chegaram lá e me falaram todas aquelas coisas...

- Eu juro que não fui eu quem pedi para eles irem. – disse, antes que ela desconfiasse que eu havia ensaiado tudo. – A única pessoa que estava comigo ali era o Chace. – então eu compreendi. – MAS É CLARO! Ele que chamou todas aquelas pessoas para me ajudar! Sabe... Teve uma hora que ele saiu do carro para fazer uma ligação e ele me fez esperar quase o tempo da viagem daqui para lá...

- Eu nem tenho palavras para agradecer à eles. Eu realmente te amo, Zachary, mas naqueles tempos sombrios eu queria que você morresse, sinceramente.

- Eu posso entender. Mas não tem nada melhor do que estar bem com você de novo. – beijei sua mão.
 – Hey! Posso saber como você conseguiu os nove meses de férias e ainda mais a licença maternidade? – ela sorriu alto e mexeu no meu anel de noivado enquanto falava.

- Aquele escândalo chegou aos ouvidos do diretor do hospital. – arregalei os olhos para ela. – Não fui despedida. O Dr. Ernest Horn estava muito satisfeito com o meu trabalho no hospital. Então ele apenas pediu para que eu descansasse a cabeça e curtisse minha gravidez em paz. Isso foi um segredo nosso. Para todas as vias eu tinha sido afastada do hospital pelo período de gravidez por problemas pessoais, afinal, ele não poderia sair oferecendo vantagens às outras mulheres grávidas que trabalham por lá. Embora que eu me senti culpada, porque menti para ele. Disse que você era um namorado de fora do hospital... Mas eu não podia arriscar meu emprego dizendo que você foi meu paciente.

- Que rolo, Nessa. Desculpa... Eu nem sei o que dizer...

- Não diga nada, por favor. Apenas dirige logo para casa que eu estou louca pra ficar com você antes que todos cheguem.

Sorri dirigindo o mais depressa que pude. Ficar com Vanessa era o que eu mais queria naquele momento depois daquele dia perfeito.

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Chegamos à reta final de POS!!!!
 Esse é o antepenúltimo capítulo da fic,meninas...
Espero que estejam se emocionando com a histórias,assim como eu!
Mil perdões por ter ficada um tempo sem postar,
mas estou em uma fase difícil da minha vida.
Espero que não fiquem zangadas comigo!!!!
Amo vocês ♥♥♥
Abaixo segue o link da fanfic da  Justaboring Day 
Sigam a fic,amores,ela é perfeita ♥♥

8 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 7)

Eu ouvia as batidas fortes que eram dadas na porta no andar de baixo, mas eu não tinha a mínima vontade de descer para abrir. Abafei os sons colocando um travesseiro em minha cabeça e concentrei-me no sono que estava pesando em mim naquele dia. De todos aqueles meses, era a noite que eu estava dormindo melhor e não queria acordar com alguém batendo na porta da minha casa. Senti o torpor me invadir novamente e logo uma voz conhecida me despertou.

- Acorda, margarida! – disse Alex e eu bufei.

- O que é que você está fazendo aqui? Quem te deixou entrar? Eu estou dormindo, não está vendo?

- Calma, guarda a faca! Não precisa me agredir, ok? Eu vim aqui numa missão superimportante e você precisa levantar da cama agora.

- O que você quer, Alex? – perguntei com a voz sendo abafada pelo travesseiro.

- Eu acho que você não quer que alguém te veja assim todo descabelado, com a cara amassada, sem escovar dente...

- FALA O QUE FOI! – gritei, ainda com a voz sendo abafada pelo travesseiro.

- Eu tentei, eu tentei, ok? Mas esse cara é muito chato, não acorda nem pra uma ocasião importante como essa! – disse Alex, a voz se afastando e eu dei graças a Deus mentalmente.

Logo senti a cama ao meu lado afundar e eu estava pronto para xingar quem quer que estivesse ali, quando recebi vários beijos que foram distribuídos em pontos diferentes das minhas costas.

A textura dos beijos e dos lábios eram extrema e estranhamente familiar para mim. Eu estava relaxando e tudo não parecia passar de um sonho. Fechei meus olhos me tranquilizando à medida que os beijos ficavam mais frequentes. Logo, recebi uma lufada de ar na altura do pescoço e uma voz doce sussurrava em meu ouvido:

- Pensei que você já tivesse acordado.

Eu saltei da cama e virava minha cabeça para todos os lados à procura daquela voz. Quando virei para trás, dei de cara com quem eu menos esperava...

Vanessa estava sentada de frente para mim me olhando com aquele olhar completamente safado e ao mesmo tempo apaixonado. Suas mãos estavam pousadas nas pernas e ela arqueava uma sobrancelha ao me olhar.

- Dizem que sexo de reconciliação é o melhor de todos. – ela sorriu safada. – Será que é mesmo?

Arregalei os olhos sem acreditar que ela estava ali na minha frente. Pelo que eu me lembrava, até ontem, ela estava chorando dizendo que não conseguia me perdoar.

- Vanessa? – perguntei depois de vários segundos tentando discernir se era realmente verdade que ela estava bem na minha frente. – Eu...

- Shh... – ela disse colocando o dedo indicador sobre os meus lábios, calando-me. – Esquece tudo. – sussurrou. Seu hálito doce batia diretamente em meus lábios. – Esquece todos. Tranca aquela porta e me faça tua... Como nunca antes.

Como se eu tivesse recebido um choque, saí correndo da cama trancando a porta com pressa. Girei a chave até que ela travou na porta e então me virei lentamente olhando para ela. Seus olhos pareciam queimar nas órbitas e isso me encheu de vontade. Mas como é que ela simplesmente aparece aqui na minha casa sem mais nem menos? E então ela se colocou de pé e começou a desabotoar os botões do vestido que ela usava. À medida que cada botão ia sendo aberto, aquele corpo perfeito que havia me matado de saudades aparecia cada vez mais. E depois de longos e torturantes quinze segundos, ela se despiu do vestido deixando-o cair aos seus pés. Eu somente olhava, embasbacado. Passei meus olhos por seus pés, subindo calmamente por suas pernas lisas, suas coxas um pouco mais volumosas que antes e bati na barriga saliente dela. Estava realmente grande para somente quatro meses e meio. Mas o desejo falava tão alto, que eu desisti de encarar a barriga e parti para seus peitos enormes. Eles estavam mais enormes do que eu me lembrava e isso fez com que eu me acendesse por completo. Sem resistir nem um segundo a mais, corri em sua direção abraçando-a forte. Ela retribuiu o abraço com tanta força que eu achei que íamos nos quebrar. Ela suspirava em meu pescoço e distribuía beijos sobre toda a extensão dele e depois murmurou com as palavras sobrecarregadas pelo choro que ela queria que saísse:

- Eu te perdoo. Mil vezes, eu te perdoo. – ela abraçou meu pescoço com força e eu beijava e mordia seu ombro. – Eu não vou conseguir viver nem um dia a mais sem você. A minha vida agora se resume à duas coisas – ela levantou o rosto e me tirou com os olhos vermelhos e eu senti meu coração querer pular de meu corpo. – Você e essas crianças. – ela colocou a minha mão sobre a barriga dela e eu achei que fosse morrer. E então veio a lembrança de todos passando a mão na barriga dela na noite anterior, menos eu. Todos a cumprimentando e a abraçando, menos eu. Ela de bem com todo mundo, menos comigo. Eu não resisti e me ajoelhei diante dela e sem mais nem menos, comecei a espalhar beijos por sua barriga levemente arrebitada. A barriga dela continha algumas pintas, provavelmente resultante da gravidez, mas isso a deixava ainda mais linda. E ali eu via que tudo o que eu mais queria, o sonho que eu tanto queria que se realizasse, estava bem à minha frente. Ela estava esperando dois filhos. E eu era o pai.

- Eu juro... – falei ainda beijando sua barriga inteira. Ela sorria como se não houvesse amanhã. – Eu juro que você não vai se arrepender de ter me perdoado. – e então eu olhei para ela. Seus olhos estavam banhados por lágrimas, mas o que me deixou mais feliz foi que eram lágrimas não de tristeza, mas de alegria, de amor. – Eu juro que você vai ser a mulher mais feliz que esse mundo já viu! Juro que essas crianças vão ser as mais felizes que todos já viram. Eu juro que eu vou ser o marido que você sempre sonhou. O pai que você sonhou para esses bebês. Eu juro.

E então, ela me puxou pelos cabelos da nuca e me beijou. Diferente de todos os beijos que nós já havíamos provado, este tinha gosto de dor, de sofrimento, mas também de alegria, saudade, reconciliação. A língua dela travava uma batalha sem fim com a minha e tudo o que eu mais queria naquele momento era tê-la inteiramente para mim. Tudo o que eu mais ansiava era sentir novamente aquele fogo que havia em todas as vezes que nós transávamos. Ela chupava minha língua alternando com mordidas e sugadas em meus lábios. Eu apertava sua bunda volumosa sem me importar se poderia deixá-la marcada ou não. Nos engolíamos somente naquele beijo que durou mais do que nós esperávamos; mãos corriam soltas pelo corpo um do outro e então ela me empurrou, jogando-me na cama e sentando em meus quadris, onde meu pau já estava mais do que em pé.


- Agora eu quero que você me prove o quanto me quer. – ela disse enquanto desatava o sutiã na parte da frente, entre a fenda enorme de seus peitos gigantes. – Eu quero que você me coma como nunca fez antes na sua vida.

- Será que não vai machucar eles? – perguntei apontando a barriga e ela sorriu alto.

- Deixa de ser idiota. O que mais os médicos recomendam é que as grávidas transem. – ela disse sussurrando sensualmente em meu ouvido. Eu tinha medo de machucar os bebês, eu tinha medo de por um acaso ela ter alguma complicação por isso, mas todo o pensamento de hesitação sumiu quando ela jogou o sutiã longe e seus peitos ficaram completamente nus.

Eles estavam maiores, o que eu imaginava que seria resultado da gravidez. Mas estavam tão mais gostosos que eu não pensei em mais nada, a não ser chupá-los. Agarrei seu mamilo rosado com os dentes e deixei-o escorregar por entre eles. Ela sorriu, fechando os olhos e mordendo os lábios em seguida. “Chupa tudo”, ela dizia e então eu abocanhei o máximo que pude daquela carne deliciosa dela e passei a sugar alternando a velocidade para devagar e rápida repentinamente. Ela jogava os cabelos para trás e esfregava seu quadril sobre meu pênis, que à essa hora estava mais do que duro. Enquanto eu chupava seu peito, trocando-os por diferentes espaços de tempo, ela se esfregava em mim como se eu estivesse a penetrando. Eu sentia espasmos sendo espalhados por todos os membros do meu corpo, sentia o prazer inundar o meu sangue e tudo parecia que ia ferver. Então, Vanessa levantou-se, arrancou minha blusa e jogou-a em algum lugar do quarto que eu não me atreveria a olhar. Começou arranhando meu tronco enquanto sua língua acompanhava o rastro que suas unhas faziam. Eu sorria e prendia meu lábio com os olhos apertados de prazer. Ela passou a chupar cada espaço de pele que se aproximava do elástico da boxer que eu usava. Seus lábios macios contornaram a linha de pelos abaixo do meu umbigo e logo ela os mordiscou puxando-os.

- Ai, doutora! – exclamei sentindo meu pau dar um salto. – Quer me matar?

- Desde o início. – ela disse erguendo-se sobre meu rosto e dando um puxão com os dentes em meus lábios. Puxou-os tanto que quando foram soltos, um estalo reverberou no quarto que era silencioso, a não ser pela minha respiração descompassada.

Ela arranhou a pele acima do elástico da boxer e logo tirou-a, deixando-me completamente nu. Seus olhos cobertos de desejo fitavam meu pênis e logo passaram por todo o meu corpo, como chamas de fogo e observaram meu rosto.

- Se eu te dissesse que fiquei com saudades do teu gosto, você acreditaria?

Eu sorri alto e logo senti sua língua circular a cabeça do meu pau e eu tremi. Soltei um suspiro baixo, minha boca se abrindo sem que eu pudesse controlar. Ela rodeava meu pau com a língua cada vez mais rápido e eu sentia meus olhos girando por dentro das pálpebras.

- Você não existe! – eu exclamei enquanto ela cuspia por todo ele, para poder abocanhar em seguida. 
– Ahhh! – gemi quando ela o abocanhou por completo enrolando sua língua por toda a extensão de meu pau. – Vai, chupa que desse jeito... – eu estava perdendo toda a sanidade que havia em minha cabeça. – Só você consegue me enlouquecer.

Ela chupava com muita força e eu senti o desejo de tocar seus cabelos, conduzi-la somente para a minha loucura. Segurei seus cabelos num rabo de cavalo e conduzia seu ritmo para um ainda mais enlouquecedor do que eu imaginava. Então, no meio daquele prazer inigualável que eu não sentia há exatamente quase cinco meses, eu me lembrei que ela quase nunca deixava que eu a guiasse quando ela me chupasse. Ela não havia feito objeção alguma por eu estar guiando-a e logo vi que ela era excelente quando a guiavam, quando a comandavam. Em todas as minhas transas com Vanessa, quem comandava era ela, até mesmo na transa com Josh. Ela sabia dominar até dois homens experientes. Mas hoje tudo seria invertido. Eu que iria comandar. Ela que iria sentir o prazer que ela me proporcionava toda vez que transava comigo. Só que em dobro.



Num súbito, eu troquei de lugar com ela e fiquei por cima. Os lábios dela estavam vermelhos e úmidos e seus olhos num misto de surpresa, confusão e sacanagem. Arqueei a sobrancelha sorrindo safado para ela, que retribuiu o sorriso, fechando os olhos e apertando os mamilos rosados com força. Encostei meus lábios aos dela, mas quando ela tentou os capturar para me beijar, eu me afastei. Ela me encarou irritada.

- O que você está fazendo? – perguntou com o rosto franzido em confusão e nervoso. Cheguei em seu ouvido e soprei:

- Dominando. Você não queria que eu te comesse como eu nunca fiz na vida? Quem manda nessa porra aqui hoje, sou eu!

- Está esperando o que, então? Você que é o responsável pela minha loucura. – ela pingando luxúria e eu não aguentei.

Beijei-a como se esse fosse o último beijo que eu daria numa mulher. Sua língua esfregava na minha com força e rapidamente, nossas cabeças moviam-se descontroladas uma em direção à outra com violência. O beijo estava tão acelerado que eu sentia meus lábios sendo arranhados pelos dentes dela, talvez de propósito. Passei os beijos para seu pescoço que cheirava levemente à um perfume doce, com certeza novo. Eu estava tentando me lembrar da barriga pontuda dela, tentando ao máximo não jogar meu peso todo por cima do seu corpo, como eu faria num dia qualquer. Chupava a pele de seu pescoço sentindo o gosto doce do perfume e da pele dela invadir meu paladar. Rolei os olhos com aquele gosto magicamente perfeito que era o perfume dela misturado com outro de marca. Passei minha língua pelas veias saltadas de seu pescoço e me dirigi para a fenda que seus peitos enormes faziam. Passava os dentes por todo o espaço de pele que encontrava e então penetrei minha língua por entre a fenda de seus seios e fazia movimentos abstratos. Desci por seu tronco, parando bem aonde a barriga ficava mais saliente pela gravidez. Beijei toda a extensão de sua barriga, trocando os lábios pela língua em alguns momentos. Desci uma mão até o cós de sua calcinha e torci o tecido com o dedo, soltando-o depois fazendo ela arquear as costas. Suas mãos estavam nos meus cabelos, puxando-os, mas também os amaciando. Fiz o contorno de sua vagina com o dedo e a senti úmida o bastante para o meu bem. A vagina dela queimava de tanta excitação e eu dei um beliscão em seu clitóris quando o encontrei por cima da calcinha. Ela gemeu alto e arqueou ainda mais as costas. Eu continuava a beijar sua barriga e fui descendo para sua vagina. Tirei a calcinha com um rasgo forte e ela soltou um gemido mais alto que fez o silêncio do quarto se dissipar por completo. Quem quer que estivesse na sala conseguiria ouvir os gemidos que ela produzia. Ao ver que Vanessa estava enlouquecendo cada vez mais, eu me lembrei do ciúme que eu senti quando ela sugeriu o ménage com Josh. E então um filme de tudo o que passei com Vanessa veio em minha mente. Quando a encontrei pela primeira vez, quando transei com ela pela primeira vez, quando eu estava começando a gostar dela, quando eu me apaixonei perdidamente, quando ela me contou que estava grávida, a declaração de amor e quando ela sumiu. O medo que eu senti quando ela me repeliu com o olhar, quando ela não estava disposta a me perdoar... A dor da perda me consumindo completamente. E agora, ela estava nos meus braços, grávida de gêmeos e sentindo prazer apenas por eu a tocar. Ela não estava enlouquecendo de prazer por Channing, não estava gemendo em alta voz por qualquer outro homem que ela tenha se relacionado. Não. Ela estava ali toda para mim. E foi a mim que ela escolheu viver a vida inteira dela. Foi a mim que ela escolheu para ser pai dos filhos dela. Eu não podia perdê-la nunca. Eu nunca mais iria errar com ela.

E com essa promessa dentro de mim, eu encostei meus lábios sobre sua vagina molhada abrindo caminho entre os grandes lábios com minha língua e penetrando-a inteira por dentro dela. Ela arqueou as costas gemendo e logo vi seu dedo descer até o clitóris e esfregá-lo com momentos circulares e rápidos. Fechei os olhos sentindo o gosto de seu corpo invadir minha boca e passei chupá-la com mais força. Logo substitui seu dedo pela minha língua que umedecia ainda mais seu clitóris inchado e com dois dedos, penetrei sua vagina encharcada por saliva e excitação. Inicialmente, eu a penetrava devagar, fazendo junção ao ritmo de minha língua em seu clitóris, mas quando ela gritou “Vai mais rápido, filho da puta”, eu aumentei a velocidade alternando com a língua, ora eu ia devagar com a língua e rápido com os dedos e vice e versa. Ela gritava obscenidades de tanto prazer e cada vez que eu enfiava os dedos mais fundo ela arqueava ainda mais as costas. Penetrei logo mais um dedo dentro dela e senti-os sendo inteiramente molhados. Ela soltou uma respiração aliviada, mas a intensidade de seu gozo era surpreendente. Logo tirei meus dedos e passei minha língua por toda a extensão de sua vagina, tentando sugar o máximo possível de gozo que me era permitido. Assim que seu gosto doce e viciante estava em cada parte de minha boca, senti ela pegar os dedos que eu a penetrava e chupá-los inteiros. Sua língua movia-se rapidamente sobre eles e seus dentes raspavam dolorosamente deliciosos sobre minha pele. Eu fechei os olhos e logo ela subiu em cima de mim me beijando com força. Cada beijo que nós dávamos daquela hora pra frente era um mais acelerado que o outro. Entrelaçávamos nossas línguas para fora das bocas apenas para sentir como era perfeita a junção de nosso beijo. Logo, ela sentou em cima de meu pau e esfregava sua vagina nua por sobre ele. Eu fechei os olhos e logo ela segurou meu pau e encostou a entrada de sua vagina nele. Prendeu as pernas em meu quadril, agarrou os peitos e foi descendo lentamente pela extensão de meu cacete, me deixando entrar nela por completo. Assim que sua vagina havia engolido meu pênis até o talo, ela contraiu os músculos internos apertando o redor de meu pau inchado e eu gemi.

- Você ainda está no controle, ok? – disse ela, sorrindo debochada. – Mas eu não abro mão de mostrar pra você quem é que é manda e sempre mandou aqui.

Eu ia contestar, lógico, mas no momento que abri minha boca para proferir palavras de discórdia, ela apertou ainda mais os músculos me fazendo perder a linha do raciocínio. E como se ela soubesse que eu pedia mentalmente para ela se movimentar logo, ela ergueu o corpo para cima, fazendo com que quase todo o meu pênis ficasse de fora e depois sentou nele com um baque em minhas coxas. Senti meu pau vibrar dentro dela e coloquei minhas mãos na cintura dela, tomando cuidado para não apertar demais. Logo, ela ia aumentando a velocidade das estocadas e eu a ajudava na penetração, erguendo meu quadril quando ela descia. O contato de nossos sexos fazia um barulho excitante e nossos gemidos se juntavam à medida que ela descia, me sentindo completamente dentro dela. Ela aumentava ainda mais a velocidade e cavalgava com grande vontade sobre o meu colo e eu sentia meu corpo pingar de suor. Joguei a cabeça para trás no travesseiro, minhas mãos acariciando a cintura dela até a parte pontuda de sua barriga. Ela começou a se movimentar mais devagar e então eu me sentei, encostando minhas costas na cabeceira da cama e arrumando o corpo dela em meu colo. Ela passou a língua em círculos pelos meus lábios e eu a prendi com meus dentes. Logo ela sentou sobre meu cacete de novo e começou a se movimentar, seus peitos balançando à medida que a velocidade aumentava. Ela continuava me beijando enquanto subia e descia em meu colo, suas mãos entrelaçadas em meu pescoço e as minhas apertando sua cintura e sua bunda. Quando ela partiu o beijo com uma mordida levemente forte em meu lábio, jogou a cabeça para trás, fechando os olhos e mordendo tanto o lábio inferior que ele chegou a ficar branco. Ela subia e descia apertando meu cacete com os músculos e eu gostaria de saber como é que ela fazia aquilo tão bem. Então eu abocanhei seu peito e passei a chupar com força enquanto ela não parava de se movimentar sobre mim. Vanessa voltou a murmurar palavrões que cada vez ficavam mais ininteligíveis à medida que eu chupava seu seio com mais força. Trocava de peito cada vez que tinha oportunidade e logo uma de minhas mãos desceram sobre seu corpo esguio, ressaltado apenas pela barriga e encontraram seu clitóris inchadíssimo, precisando de atenção. Espremi-o e beliscava fazendo ela sentir leves tremores pelo corpo, nos quais eu também sentia. Logo senti meu pênis ser coberto por um liquido quente e ao sentir aquele gosto viciante em minha língua, eu não me aguentei, misturando meu gozo com o dela. Depois de várias jorradas de sêmen para dentro do corpo de Vanessa, eu me encostei de vez na cabeceira da cama respirando descompassado e ela estava do mesmo jeito, apenas com a cabeça levemente repousada em meu peito.

- Você me surpreende a cada vez que eu fico contigo. – ela disse depois de uns minutos recuperando a fala. – Toda vez sempre é melhor que a anterior.

- Eu? Você que me surpreende. – eu disse rindo. – Na verdade, eu que queria te dominar hoje, mas você sambou na minha cara.

- Que idiotice. – ela disse rindo alto. – Você terá muito tempo pra tentar me dominar, Sr. Efron - Ah, é? – perguntei fingindo uma expressão confusa.

- Quando nossos filhos nascerem... – ela disse em meu ouvido. – Quando a gente ficar noivos, quando a gente casar... Quando o tempo passar a gente envelhecer juntos... – eu fiquei estático e arregalei os olhos. Eu tinha escutado direito?

- O que você quer insinuar? – perguntei realmente confuso e sentindo meu coração bater bem forte.

- Não estou insinuando. Estou afirmando que a gente vai se casar. A não ser que você tenha alguma dúvida sobre...

- NÃO! – gritei e logo ela sentou ao meu lado sorrindo divertida. – VOCÊ ESTÁ ME PEDINDO EM CASAMENTO? MAS EU QUE IA FAZER ISSO!

- Eu fiz primeiro. – disse ela virando a cara. – Vai dar uma de machista agora? – eu a olhei ainda exasperado e ela sorriu. – Por que você não cala a sua boca e me dá um beijo? Afinal, estamos noivos.


E então eu a beijei , mas ao mesmo tempo eu não acreditava no que estava acontecendo. Eu tinha acabado de ter uma reconciliação memorável com Vanessa, ela havia me perdoado, eu iria acompanhar de perto a gravidez que eu tanto havia sonhado para a mulher que eu amava, iria criar os meus filhos junto dela e, do nada, ela me pede em casamento. Eu nunca imaginava, há cinco meses, que eu iria encontrá-la, que eu seria pai de gêmeos e que depois de tanto sofrimento, de tanta solidão, tanta dor, eu iria casar novamente. Mas a diferença era que iria casar com a mulher que eu amava, que estava esperando dois filhos e que além de tudo, eu iria ser tão feliz como eu nunca fui na vida.


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Oi amores da minha vida!!!
Aqui vai mais um capítulo de POS 3!!!
Estamos chegando na reta final!!!
Espero que realmente estejam apaixonada pela fic,assim como eu,haha
Obrigada a todas que comentam e que leem a história ♥♥♥
Então,ate a próxima,girls 

7 de setembro de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 6)

A casa onde Vanessa estacionou o carro fazia parte de um vilarejo onde várias casinhas faziam residência. A de Vanessa era uma das maiores, mas mesmo assim não deixava de ser simples. O carro dela estava estacionado numa garagem coberta na lateral da casa e então eu a vi abrir a porta da frente e entrar levando as sacolas e a bolsa.

- Dá um tempinho antes de ir atrás dela. Ela não vai mais sair de casa, são quase 20h da noite. – disse Chace e eu assenti. – E se ela sair nós iremos ver. Me dá um segundo, preciso fazer uma ligação.

- Ligação? Chace, estamos em outra cidade, não sei se você vai conseguir fazer ligação com esse chip.

- A cidade não é tão afastada, Zac. E o chip está pegando. Espere um minuto.

Ele desceu do carro e começou a discar algum número rapidamente. Pousei minha cabeça no volante do carro e com o silêncio eu ouvia meu coração bater muito forte e rápido. Cada batida que ele dava, eu sentia uma dor excruciante no peito. Eu precisava acabar com isso logo. 

Olhei Chace e ele falava rapidamente no telefone gesticulando depressa com as mãos. Então ele desligou o celular e sentou no banco do passageiro.

- Com quem você estava falando? – perguntei arqueando a sobrancelha.

- Com a empregada. Queria que ela limpasse o quarto de hóspedes de lá de casa, faz tempo que ela não faz isso.

Ok. Desde quando Chace tinha uma empregada? Olhei para ele desconfiado, mas a expressão dele permanecia impassível.

- Acho que já está na hora.

- Zachary, espera. – disse Chace me impedindo de abrir a porta. – Ainda não tem nem dez minutos que nós estamos aqui. Deixe a garota chegar primeiro.

- Chace, eu não quero esperar mais. – gritei e ele me observou. – Eu estou cansado de esperar. Estou esperando há cinco meses por uma notícia e agora que eu a encontro você quer que eu espere mais?

- Você está na frente da casa dela! Quer coisa melhor? Para de ser apressado e pelo menos pense no que você vai falar pra ela. Não chega lá pensando que vai sair na hora, porque não vai. Ela vai cair matando em cima de você. – eu olhei para baixo e relaxei o corpo. – Você acha que ela veio pra longe por quê? É lógico que quando ela te ver, ela vai ficar louca da vida. Pensa um pouco no que você vai falar.

E então várias coisas tomaram conta da minha mente. Tudo o que eu deveria falar pra ela passava como um filme na minha mente, tudo o que ela precisava ouvir. Mas vinha na minha mente também o escândalo que ela provavelmente faria. As coisas horríveis que eu teria de ouvir sair da boca dela, tudo o que ela estava sentindo, sofrendo iria ser jogado em cima de mim e eu sabia que era minha culpa. Mas eu queria tanto recomeçar, queria tanto que ela me perdoasse. Eu não imaginava a minha vida longe dela e dos meus filhos.

Filhos...

Ela estava esperando gêmeos! Nunca que eu imaginava que poderia acontecer isso! Eu pensava que ela estaria grávida de apenas um bebê e quando eu a encontro, além da surpresa de encontrá-la, eu descobri que ela estava esperando gêmeos.

- Gêmeos... – sussurrei sorrindo e Chace sorriu também.

- Tá sonhando com os filhos, não é? Eu também to aqui todo bobo imaginando... Zachary Efron, pai de gêmeos, quem diria hein?

- Pois é... – falei sorrindo e olhei o relógio no painel do carro. Eram quase 21h30min.

- Acho que você já pode ir... Eu te espero aqui.

- Eu... Você jura que fica aqui, que você não vai embora?

- Claro, né. Até parece que eu iria sair sem ao menos saber o que vai rolar daqui por diante.
- Obrigado, cara. – dei um abraço nele e ele retribuiu. – Obrigado por tudo.

- Vai firme, Zac. Tudo vai dar certo. Ela vai voltar pra você.

E então eu saí do carro batendo a porta de leve. A cada passo que eu dava que me aproximava de onde Vanessa estava eu sentia meu coração bater mais forte. Via todos os acontecimentos passar como um filme na minha mente, via como todos estavam me apoiando e isso me deu mais força para conseguir enfrentar a realidade.

Como eu havia dito, eu agora tenho por quem lutar. Eu tenho que lutar pelo amor da minha vida e pelos meus filhos, tinha que lutar pela minha felicidade, que por um engano meu, fora roubada de mim à mais de seis anos. Atrás daquela porta estava a mulher da minha vida e tudo o que eu queria era me reconciliar com ela, pedir perdão, nem que eu tivesse que implorar, rastejar... Eu a quero toda e completamente para mim.

Parei em frente à porta de madeira escura e percebi que não havia nenhum olho mágico para que ela conseguisse me ver antes de abrir a porta. Olhei para a janela ao lado da porta que estava trancada. O vidro da janela era escuro, então ela teria que, realmente, abrir a porta para saber quem estava batendo. Bati três vezes na porta e logo uma luz acendeu na sala e a janela ficou mais clara. Torcendo para que ela não olhasse pela janela, eu escutei sua voz:

- Quem é? – a voz era calma e suave.

Eu não tinha coragem de responder, até que porque se eu respondesse, ela não iria abrir a porta de jeito nenhum.

- Quem está aí? Pode responder? – ela perguntou e a voz dela já pegara um tom mais impaciente.

Sorri pequeno ao ouvi-la bufar alto e logo a porta se escancarou à minha frente e eu a vi.
Os olhos dela se arregalaram levemente ao me ver e seus lábios perfeitamente desenhados se crisparam. Os olhos que antes eram arrebatados por surpresa, ficaram agressivos e coléricos, e seu rosto que sempre fora tão claro como a cor branca, se coraram num vermelho rosado, de repente. Ela apertava os dedos que seguravam a porta e eu podia ver a força que ela aplicava ali, pois as pontas se tornaram brancas.

- O que você pensa que faz aqui? – perguntou com a voz dura e fria como gelo. Eu baixei os olhos, mas ao ver o volume de sua barriga que a camisola amarela transparecia, eu olhei para ela com firmeza.

- Estive te procurando há cinco meses praticamente. Tanto procurei, que encontrei.

- Pois você vai ter que voltar de onde você veio. – disse ela ríspida. – Eu não quero saber quanto tempo você está me procurando ou o que você fez pra me encontrar aqui. Eu apenas quero que você vá embora e me deixe em paz! – ela disse alto e eu fechei os olhos apertado.

- Você acha mesmo que eu vou sair daqui enquanto você está com raiva de mim e quando você está carregando dois filhos meus na barriga?

Ela arregalou mais os olhos e logo vi que sua mão livre tremia levemente.

- C-como você s-sabe que são gê-meos? – ela disse, gaguejando, e logo seus olhos ficaram mais mansos.

- Eu vi você naquela loja infantil. Eu estava passando ali e resolvi entrar pra comprar um sapatinho pro meu filho...

- Meu filho.

- NOSSO FILHO. – disse com uma firmeza que eu nunca havia tido na vida. – E quando eu estava olhando os sapatinhos eu ouvi a sua voz. – eu disse sorrindo mínimo. – Eu reconheceria a sua voz em qualquer lugar desse mundo. Onde quer que você esteja... Então eu ouvi você dizer que eram dois filhos. E a atendente confirmou.

Ela ficou parada me encarando e sua mão pousou na barriga meio saliente.

- Você me seguiu? – ela perguntou baixinho.

- Não. Te encontrei por acaso. Agora de lá do shopping para cá, eu te segui.

- Eu não quero falar com você, Zachary. Sai da minha casa. – ela gritou a última frase e apontou a rua. Eu neguei.

- Eu sei que eu não tenho direito algum em pedir alguma coisa pra você, mas você precisa me ouvir. Eu preciso te contar toda a verdade por trás daquela confusão.

- EU NÃO QUERO SABER! – ela gritou e seu rosto ficou mais vermelho. – A ÚNICA COISA QUE EU QUERO É QUE VOCÊ SUMA DA MINHA VIDA! VOCÊ NÃO TEM DIREITO ALGUM SOBRE MIM E NEM DE PEDIR NADA.

- POIS É AÍ QUE VOCÊ SE ENGANA! – eu gritei à altura e ela se calou, mas continuou com o olhar pesado. – EU SOU PAI DESSAS CRIANÇAS QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO, SE ESQUECEU? VOCÊ NÃO ENGRAVIDOU SOZINHA!

- VOCÊ NÃO PENSOU EM MIM QUANDO ME ENGANOU! APENAS ME ENGANOU, SEM AO MENOS QUERER ME CONTAR A VERDADE!

- INICIALMENTE EU NÃO PENSEI MESMO! – ela ficou parada como se tomasse um choque. – EU APENAS TE ACHEI PERFEITA DEMAIS PRA NÃO FICAR COM VOCÊ!

- Sai da minha frente. – ela disse ameaçando bater a porta, mas eu a abri com força e entrei na casa dela, batendo a porta forte em seguida. – SAI DAQUI! EU NÃO TE AUTORIZEI ENTRAR AQUI!

- Você vai me ouvir. Nem que seja a última coisa que eu faça. Você tem que me ouvir.

- EU. NÃO. QUERO. !

- Mas vai ter que ouvir. – falei sentando no sofá dela e ela me olhou com misto de surpresa e irritação.

- Eu não te convidei para entrar, muito menos para sentar! – exclamou e gritou de novo. – SAI DAQUI AGORA!

- Para de escândalo e senta aí. Você sabe muito bem que você não pode passar nervoso. Uma hora a gente ia ter que conversar, Vanessa. Pare de ser desesperada e senta!

- Você mentiu pra mim, me traiu, me enganou e eu que estou desesperada? Do jeito que você está falando, parece que fui eu quem fiz tudo isso com você.

- Eu juro que eu vou te explicar tudo, mas você precisa parar de gritar e me ouvir.
Ela me encarou e algumas lágrimas desceram pelo rosto corado. Ela se sentou no sofá encolhendo as pernas e evitando me olhar, mas esperando uma explicação. Eu suspirei alto e olhei para seu rosto úmido, mas claramente irritado.

- Eu realmente era casado.

- Era ou é? – ela perguntou me desafiando.

- Era. – falei seco. – Tudo o que eu poderia fazer pra me libertar daquela mulher eu fiz. – dei uma pausa, mas vi que ela não ia me responder. – Tudo estava muito monótono entre nós... Eu não aguentava mais viver com ela, olhar pra ela, nem sequer tocá-la. Então aí eu tive aquele problema.

- Então o desejo pela sua mulher evaporou? Do nada?

- Não foi bem do nada. Eu apenas não conseguia mais ter nada com ela. Foi ficando mais forte a cada dia que passava. Eu não queria nada com ela, mas também não queria trair...

- Mas então o que você fez? Traiu do mesmo jeito! – ela exclamou e eu rolei os olhos.

- Deixa eu falar? – ela bufou e encostou as costas bruscamente no sofá e me olhou com a expressão irritada. – Eu estava desesperado porque eu queria resolver esse problema sem me envolver numa burocracia de divórcio e tudo o mais. Então eu chamei o Chris. Ele foi a primeira pessoa que veio na minha cabeça na hora que eu estava desesperado por ajuda. – suspirei me lembrando de tudo o que eu havia passado naquela época. – Depois que ele deu muita risada da minha cara, ele me passou o nome de um psicólogo. Era o seu antecessor, Dr. Robert Crowley. –ela ainda me lançava olhares inquisidores. – Eu marquei a consulta pensando que eu ia me consultar com ele, mas quando eu cheguei lá, a Sra. Lovett me disse que ele havia se aposentado e que você estava no lugar dele. – fiz uma pausa e então continuei. – Eu fiquei muito constrangido de ter que te contar tudo o que eu estava passando, mas a Sra. Lovett me garantiu que você era profissional, então eu relevei e fui no teu consultório. E aí você apareceu. – o rosto dela estava mais calmo e ela agora me observava com um pouco mais de interesse, mas não o bastante para me desculpar rapidamente. – E tudo aquilo que eu estava sentindo, todo aquele vazio de repente se dissipou. Eu encontrei em você a resposta para tudo. Eu fiquei muito a fim de você inicialmente pela abstinência, mas depois que a gente se encontrou pela segunda vez... Eu fiquei fissurado em você... Eu não conseguia mais parar de pensar em você, nem ao menos me concentrar no meu trabalho, na minha vida... Você sempre estava presente nos meus sonhos, nos meus pensamentos, em tudo à minha volta.

- Mas mesmo sentindo tudo isso, você não se deu ao trabalho de me contar a verdade. – ela disse seca. – Você simplesmente pensou em você mesmo e não me contou que era casado. Você mentiu, Zachary. Eu não me importo que você tenha mentido pr’aquela sua esposa irritante, isso pouco me interessa... Mas eu comecei a gostar de você. Eu comecei a amar você e você sabia muito bem disso e mesmo assim não me contou porcaria nenhuma!

- Eu ia contar, eu juro que ia! Eu apenas não sabia como fazer isso... Eu tinha medo de te perder! Eu nunca imaginava que ao entrar naquela droga de consultório eu iria encontrar a mulher da minha vida! Eu nunca imaginava que eu ia me apaixonar perdidamente por você! Vanessa, eu quero que você entenda mais do que tudo que EU TE AMO! Eu passei os piores meses da minha vida quando você sumiu, eu revirei a cidade inteira atrás de você, eu não conseguia trabalhar só de pensar que você estava longe. A única força que me fez ficar de pé foi por causa dessas crianças que você está esperando... Eu pensava que era só uma, mas agora eu sei que são duas, eu vou ter que trabalhar dobrado pra...

- Quem falou que você vai ter algum vínculo com essas crianças? – disse Vanessa colocando as mãos na cintura. – Quem te falou que eu quero você perto de mim?

- Vanessa, eu sei que eu errei, mas você não pode me afastar dos meus filhos dessa forma.

- Posso sim, tanto que estou morando aqui e bem longe de você. Eu realmente não sei porque que o destino foi colocar você no meu caminho agora, se eu estava muito bem sem a sua ajuda.

- VANESSA, PELO AMOR DE DEUS! – eu fiquei em pé olhando-a com os olhos úmidos. – Eu preciso de uma chance, eu te peço, uma única chance. Eu sei que você ainda me ama e me ama muito mais agora que está carregando dois frutos do nosso amor dentro do teu ventre. Pensa em como ia ser bom se nós voltássemos a ficar juntos pra criar os nossos filhos? Pensa em como tudo ia ser diferente!

- Eu não quero ser uma Melissa da vida, Zachary. Eu, infelizmente, não perdoo traição.

- Vanessa, eu fiz tudo isso por amar demais! Eu não estou conseguindo mais viver longe de você, eu estou definhando, será que você não percebe?

E então eu vi as lágrimas descerem pelo rosto dela com mais frequência. Ela olhou para a barriga e acariciou por um momento, ainda chorando.

- Você tem que me dar uma prova muito maior do que palavras, Zachary. – ela disse me olhando e seu rosto estava todo vermelho e as lágrimas se acumulavam como um rio. – Um dia eu acreditei nas suas palavras e olha onde nós estamos. Eu perco a confiança muito rápido e eu realmente estou tentando confiar em você novamente... Mas não consigo. Infelizmente, eu não consigo. – eu senti meu coração despencar. – Eu te amo e sempre te amei. Cada vez que essas crianças crescem mais aqui na minha barriga, eu choro de saudade, de dor, de tristeza... A coisa que eu mais queria no mundo era passar a minha vida inteira do seu lado, curtindo a gravidez, curtindo os nossos bebês quando eles nascerem... Mas você mentiu. – ela disse se levantando. – Eu não vou deixar de autorizar você a vir visitar os seus filhos. Eles são tão seus quanto meus. Mas pra me reconquistar, você vai ter que me provar de uma outra maneira que me convença. Que me dê a certeza de que eu não vou ser enganada de novo. – ela parou diante da porta e eu não consegui mais frear as lágrimas. – Agora, por favor, sai da minha casa. Eu passei muito nervoso e meu médico me aconselhou deixar as emoções de lado. Pense nos seus filhos e dá licença, por favor.


Levantei sentindo a derrota me encobrir e caminhei lentamente até a porta. Ela abriu e quando eu fui saindo, fui empurrado para dentro novamente por uma multidão.

- Mas o que está acontecendo aqui? – perguntou Vanessa visivelmente contrariada.
Chris, Alex, Chace, Stacy, Annie e Claire nos encaravam e então Stacy tomou a frente.

- Vocês dois conversaram e não chegaram à lugar algum... Será que podemos nos sentar e conversar de uma maneira mais apaziguadora e decisiva?

Vanessa arregalou os olhos para todos e ambos a fitavam, mas fitavam com os olhos na barriga dela.

- Ah, meu Deus! – disse Claire tampando a boca com a mão. – O meu sobrinho está tão grande! Nessa, eu posso tocar?

Vanessa arregalou os olhos ainda assustada pelo choque, mas, pela primeira vez naquela noite, ela sorriu tão linda e verdadeiramente que tudo parecia até ter voltado ao normal.

- Ele está grande, mas tem que dividir um espaço com o irmãozinho dele. – disse ela colocando as duas mãos sobre a barriga. Todos a encararam com surpresa, menos Chace que sorria.

- SÃO GÊMEOS? – perguntou Alex e Chris

- Gêmeos, Nessa? Eu não acredito – disse Stacy e logo ela e Claire foram abraçar Vanessa.
Ambas choravam e falavam coisas que eu não entendia nadinha; Alex e Chris me encaravam e eu sorria também e logo fui abraçado pelos dois. A única pessoa que permanecia impassível era Annie. Depois de abraçar os caras, a olhei e ela olhava a cena com os olhos semicerrados.

- O que essa garota tem? – sussurrei para os caras e eles deram de ombros.

Logo as mãos desesperadas de Claire e Stacy acariciavam a barriga meio saliente de Vanessa e elas faziam inúmeras perguntas do tipo “como você descobriu”, “como você reagiu à notícia”, mas a pergunta mais inteligente veio à seguir.

- Como foi que você saiu sem avisar nada pra ninguém? – perguntou Annie encarando Vanessa.
Ela mordeu o lábio inferior, mas quando seu olhar pousou em mim, seu semblante mudou rapidamente da água para o vinho.

- Suponho que vocês saibam tudo o que aconteceu. Eu não queria contar nada para vocês. Eu senti muita vergonha de tudo o que aconteceu... Senti vergonha de ter me entregado tão profundamente à um cara casado. Eu... Eu não tinha coragem de encarar ninguém nos olhos. Sem falar da raiva que eu estava sentindo.

- Nós sabíamos que ele estava traindo a esposa. – Vanessa arregalou os olhos para Chace e ele deu um sorriso torto. – Nós soubemos tarde demais, somente quando ele estava gostando de você. – Vanessa arqueou as sobrancelhas e ele sorriu. – É claro que a gente sabe que ele gosta de você. Não só gosta como ama.

- Nós somos amigos do Zac há muito tempo. Conhecemos ele desde o tempo que era solteiro. Melissa foi um encosto que passou na vida dele. – disse Chris. – Nós todos tínhamos muita dificuldade de nos enturmar com Melissa. Ela pensava que nós éramos mal caminho pro rapaz aqui. – ele disse dando tapinhas nas minhas costas.

Vanessa abriu a boca para dizer algo, mas Alex foi mais rápido.

- Então ela começou a querer proibir a gente de andar com o Zachary – disse Alex de cara fechada. – Ela era um verdadeiro pé no saco. Então, a gente percebia que Zachary não estava mais querendo ela tanto como antes. A gente avisou pra ele não casar com ela, mas ele casou por insistência dela e porque achava que estava realmente apaixonado.

- Então depois que ele jogou tudo pro alto, – continuou Chris – ele veio pedir minha ajuda pra tentar resolver um pequeno problema com...

- Essa parte eu conheço. – disse Vanessa dando um sorriso pequeno.

- E então ele conheceu você. – disse Chace. – Em nenhum dos anos que eu o vi se relacionar com diferentes mulheres, eu nunca o vi gostar tanto de uma garota como gostava de você. Zachary quase nunca se entregava à uma paixão, ele se entregou à Melissa porque eles iam se casar... Mas mesmo assim ele se enganou com ela. Mas com você não. Ele se entregou na hora.

- O cara não parava de falar de você. – disse Chris. – Era Vanessa pra cá, Vanessa pra lá... Ele estava ficando doido.

- Mas ele tem toda a razão. – disse Alex. – Olha o mulherão que ele arranjou!

- CALA A BOCA! – eu e Annie gritamos ao mesmo tempo, mas Alex ficou surpreso e encarou Annie com o olhar travesso. Era claro que ela deu uma puta bandeira agora.

Vanessa sorriu de leve e então Stacy tomou a fala.

- Quando eu soube de tudo, eu fiquei louca da vida. Na verdade, nós três ficamos. Mas a gente acompanhou tudo de perto, Nessa. Você sabe que eu sou desconfiada que nem você em tudo o que se diz de relacionamento... Mas eu vi o quanto Zachary gosta de você... O quanto ele quer ficar com você, o quanto ele quer ser pai. A gente sabe que isso é tudo o que você sempre quis. – agora as lágrimas banhavam o rosto de Vanessa por completo. Ela sentou numa poltrona e começou a chorar baixo. – A gente quer mais do que tudo ver você feliz. – disse Stacy ajoelhando em frente à Vanessa. – Você acha que entregaríamos você pra um malandro, safado qualquer? Claro que não.

Vanessa levantou os olhos para Stacy e sorriu. Logo Claire veio e se ajoelhou também.

- Lembra quando a gente estava no segundo ano do colegial e você me falou que Max Wermann não prestava? Lembra que eu era uma cabeça-dura que sempre ia atrás dele enquanto você dizia pra mim: “Para, Clair. Ele não te merece. Ele é um safado.” – Vanessa sorriu, certamente se lembrando. – Eu te escutei e me livrei de uma. E hoje eu posso dizer que eu sou muito feliz ao lado de uma pessoa muito especial. – nessa hora Chace teve uma crise de tosse tão forte que Vanessa teve que mostrar a cozinha para ele tomar um pouco d’água. – Você acha que depois de tudo o que você fez por mim, toda a ajuda em relacionamentos... Acha mesmo que eu estou aqui dizendo que oZachary te ama à toa? Com certeza não. Eu estou aqui te dizendo, com toda a sinceridade do mundo, amiga... Dá uma chance pra ele. Ele errou, mas ele já pagou muito caro pelo que ele fez. Vocês dois merecem uma chance para serem felizes.

E então Annie chegou, segurando Vanessa pelas mãos e levantando-a. Logo, ela tocou na barriga de Vanessa e deu um sorriso tão amigo, tão acolhedor que eu tive que piscar algumas vezes pra crer que Annie estava agindo daquela forma tão amável.

- Você deve imaginar que quando eu descobri toda essa história, eu fiquei louca da vida com esse cara, não é? – Vanessa sorriu alto, certamente imaginando a reação da amiga. – Você sabe que a pessoa tem que realmente provar que está falando a verdade à ponto de eu acreditar. – eu prestei atenção em Annie e senti meu coração bater mais forte. – E eu acreditei nele. Em todas as palavras que ele disse. E acreditei mais ainda quando vi o quanto ele estava sofrendo por você ter sumido, grávida, sem ter deixado pista alguma. Ele ficou desnorteado sem você, ele não sabia mais o que era viver. Ele só saía pra trabalhar porque ele sabia que teria uma mulher e um filho para sustentar. Era isso que deixava ele de pé. Ele te ama e eu sei que você também o ama. Pensa em como vocês vão ser felizes quando essas crianças nascerem. Vanessa, você não percebe? São gêmeos. Isso deixa vocês mais do que ligados um ao outro. Uma criança já é um laço eterno, imagine duas? – Annie apertou mais ainda as mãos de Vanessa. – Se você não recomeçar a sua vida agora, amanhã pode ser tarde demais. Não deixe a sua felicidade bater na sua porta e ir embora. Ele errou, mas se arrependeu e eu tenho certeza que ele não vai cometer o mesmo erro. Eu acredito na sua vida e acredito na sua felicidade.

- Mas a decisão é toda sua. – disse Stacy com os olhos vermelhos. – Nós não podemos interferir no que você decidir. Apenas queremos que você pense sozinha.

- Nós vamos embora agora. – disse Claire abraçando Vanessa fortemente. – Queremos que você pense o mais rápido que puder. Estaremos aguardando a sua resposta.

- NÃO! – eu gritei e elas me olharam feio. – E SE ELA FUGIR DE NOVO? EU NÃO QUERO PASSAR POR TODO AQUELE SOFRIMENTO NOVAMEN...

- Ela tem que decidir o que ela quer, Zachary. – disse Annie firmemente. – Estourou uma bomba agora bem nas mãos dela. Amanhã você nos liga dando notícias? – Vanessa hesitou, mas assentiu. – Então estamos indo. Se você não ligar, a gente te encontra nem que você tenha ido para o Japão, entendeu?

Vanessa sorriu e então todos se despediram dela. Mas quando chegou a minha vez ela apenas ficou parada. Dei um “tchau” desanimado para ela e saí da casa entrando logo no carro de Chace.

Eu sentia nervoso, irritação, mas ao mesmo tempo eu sentia fiapos de esperança surgir em meu peito. Ela havia ficado sensibilizada. E eu não tinha nem palavras para agradecer a todos pelo apoio que eles deram esta noite a nós dois.

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 Estou tão feliz que vocês estejam gostando da história.
E preparem os hearts de vocês.
Os próximos capítulos prometem muitas emoções!!!
Até mais,anjos ♥♥♥