30 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 1)

- Se eu fosse você, eu abriria essa janela e respirava um pouco.

A voz de Alex soava tão longe que eu jurava que não estava escutado nada. A única coisa que eu tinha certeza no momento era que a dor de cabeça que me assolava estava cada vez mais forte e contínua.

- Você está ouvindo o que eu estou dizendo?

- Hum... – era apenas o que eu conseguia responder.

- Zachary, dá pra você parar de frescura e nos contar o que aconteceu?

- Hum...

- ZACHARY! SAI DESSA CAMA E CONTA O PORQUÊ DESSA FOSSA!

Antes que eu pudesse reclamar com o idiota que gritou no meu ouvido, uma claridade insuportável tomou o meu quarto e o que era uma dor se transformou num estorvo.

- DÁ PRA VOCÊS FECHAREM ISSO? EU QUERO FICAR QUIETO!

Ouvi os caras bufarem, mas ninguém se mexeu pra fechar a janela. Apenas ficaram parados me olhando enquanto eu contorcia minha expressão numa de quase tortura. Abri os olhos sem querer e vi os três sentados no pequeno sofá de frente pra mim me encarando com expressões que eram preocupadas, mas beiravam o nervosismo.

- Só pra você saber... – começou Chace me olhando com os olhos semicerrados em reprovação. – Não estamos aqui para te aborrecer e encher o teu saco. Apenas queremos saber por que a Melissa saiu que nem uma maluca quando nós entramos e porque diabos você está nessa maldita escuridão com essa cara de quem comeu e não gostou. Qual foi a briga dessa vez?

E por mais que não eu quisesse, toda a lembrança daquela tarde no consultório de Psicologia me veio à cabeça como uma maldição. Eu havia sido descoberto. Eu havia sido desmascarado e havia perdido, para sempre, a mulher da minha vida. A mulher que estava grávida de um filho meu. Do filho que eu sempre sonhei.

- Vanessa... – senti meus olhos se encherem de lágrimas e a dor excruciante da perda começou a me importunar. – Vanessa... Eu a perdi...

Não consegui ver a expressão dos caras pelas lágrimas que me cegavam, mas pelo tempo em que eles permaneceram em silêncio, eu percebi que o estado deles só passava do choque para o “não acredito”.

- Como assim você a perdeu? O que aconteceu, Zachary? – a voz de Chace estava ansiosa e aflita. – Melissa...

- ELA DESCOBRIU TUDO! AQUELA VADIA DESGRAÇADA ACABOU COM A MINHA VIDA! – despejei sem ao menos me importar. Estava tudo entalado dentro de mim e eu precisava desabafar. – ELA DESCOBRIU !

- Por isso que ela saiu como uma louca daqui...

E isso me levava a lembrar a cena que encontrei quando cheguei em casa...

Flashback on

Eu já havia cansado de chorar e lamentar. Parecia que todas as lágrimas dos meus olhos tinham acabado. A única coisa que eu pensava era em Vanessa e no bebê que ela carregava. Eu queria tanto deitar na minha cama e ficar sozinho, enquanto pensava numa forma de reconquistar a minha médica. Mas eu sabia que não ia ser fácil.

Cada quilômetro que o carro andava para longe do consultório onde eu tinha tantas lembranças, um pedaço do meu coração ia ficando para trás. Eu sentia como se tudo à minha volta fosse desabar, como se eu nunca mais fosse encontrar a felicidade novamente.

Pior foi parar na frente de casa e ouvir movimentações afobadas no interior dela. Eu não duvidava que fosse Melissa tendo o ataque de histeria de sempre, principalmente depois do que descobriu. E também não me perguntava como foi que ela chegou antes de mim em casa, porque eu havia demorado mais do que o esperado na rua, chorando e me lamentando por Vanessa. Tudo o que eu queria era que ela saísse logo sem eu ao menos olhar para a cara dela. Decidi esperar sentado no carro enquanto ouvia o estardalhaço que ela fazia.

Passaram-se, exatamente, vinte e cinco minutos de espera e nada dela sair da casa. Eu não podia ficar a minha vida inteira sentado num banco de um carro esperando Melissa se desenrolar e sair de uma vez. Eu não tinha nada a temer e pela primeira vez em todo aquele tempo em que vivi duas vidas, decidi encarar tudo de frente. Eu era homem, não era? Claro que sim. E quem Melissa pensava que era para me criticar pelo que eu sinto ou pelo que eu fiz?

E com esse mantra, desci do carro batendo a porta com certa força e subi os degraus da garagem até chegar à sala. O barulho estava menor, mas quando havia algum som, pela sala era bem mais nítido. Rolei os olhos já sentindo canseira de imaginar o que me aguardava no quarto e subi as escadas com uma coragem que eu não tinha pela manhã.

Chegando mais perto do meu quarto, eu podia ouvir Melissa balbuciar alguns palavrões e no meio de alguns meu nome estava presente, sendo seguidos de mais uma dúzia de palavrões. Eu não podia discutir com ela sobre isso. Eu fui um cafajeste mesmo. Pensei mais em mim do que no casamento e relacionamento de seis anos com ela. Eu deveria ter terminado tudo assim que percebi que Vanessa era a mulher da minha vida. Mas o que eu podia fazer? Eu sabia que se eu chegasse em Melissa e dissesse “Hey, querida, vou te deixar porque encontrei mulher melhor, bye”, ela ia encher a minha cara de porrada. Ia ser quase a mesma coisa. Mas eu pensei em deixar de molho até quando eu decidisse que fosse melhor. Não estava na minha pauta Vanessa engravidar e eu ter que escolher na marra (o que eu já havia escolhido há tempos, só bastava ter coragem para realizar). No final, tudo deu na mesma e eu percebi que eu poderia ter adiado isso há muito tempo. Agora vou ter que enfrentar porrada na cara de uma mulher furiosa por ter sido traída. Isso é duas vezes pior do que eu imaginava.

Suspirei e caminhei até a porta do quarto e abri de leve para espiar o que aquela maluca estava fazendo. E qual foi a minha surpresa ao encontrar não só as roupas dela sendo arremessadas numa mala, mas as minhas sendo arremessadas num monte de baldes de lixo.

- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – gritei num impulso e Melissa tomou um salto de susto, mas no momento em que me viu, sua expressão se tornou agressiva.

- VOCÊ! TAVA DEMORANDO, NÃO É? – seus olhos pingavam cólera, mas eu não estava nem um pouco intimidado. – Mas pelo menos chegou a tempo de me ver tacar fogo em tudo o que é seu.

- Do que você está falando? Você não vai fazer nada com as minhas coisas. A única coisa que você vai fazer é sair daqui para bem longe.

- Você está falando sério? Quem devia sair dessa joça era VOCÊ e não eu. Não fui eu quem te traí com médicos. Não fui eu que coloquei um par de chifres na tua cabeça tão descaradamente!

- Melissa, eu sei que eu estou errado e lamento muito por isso, mas... Eu não resisti! Eu não conseguia te tocar sem broxar, caralho!

- AGORA A CULPA É MINHA? ME TOCA E BROXA? O problema está com você Zachary, não me envolva nessa historinha de que eu sou a culpada por você br...

- EU NÃO TINHA MAIS TESÃO EM VOCÊ, SUA ESTÚPIDA! – se isso foi a gota d’água pra ela? Ah foi. – EU NÃO TE AMAVA MAIS! EU NÃO TE AMO HÁ MUITO TEMPO! TODA VEZ QUE EU COGITAVA TRANSAR COM VOCÊ EU SENTIA VONTADE DE SAIR CORRENDO, DÁ PRA ENTENDER?

A única coisa que se escutava naquele quarto era minha respiração pesada. Melissa havia ficado estática e em compensação, sem ter o que dizer... Pelo menos por trinta segundos.

- Você não tem o direito de me insultar. – ela disse com a voz baixa enquanto lágrimas gordas desciam por seu rosto vermelho. – Eu fiz tudo por você. Eu deixei muita coisa pra trás por você. Eu desisti de namorar um dos pretendentes mais ricos por você. E de tudo isso, o que você me dá em troca? Insultos e traição. Acha que isso é justo?

- Eu sei que não. Eu te peço desculpas. Você não sabe o quanto eu lutei pra permanecer esse casamento, mas... Quando eu vi Vanessa, eu...

- NÃO FALA O NOME DELA!

- Melissa, para de besteira. Você tem que entender que a realidade é essa agora. Falar ou não o nome de Vanessa não vai diminuir nada do que estamos passando. O casamento acabou, isso é fato, e não tem como fugir.

- Quem vê você falando assim deve pensar até que eu que sou a errada. – ela disse baixo depois de alguns segundos em silêncio.

- Melissa, veja bem...

- Zachary! Eu apenas queria que você me escutasse somente dessa vez.

Esperei até que ela falasse. Melissa mordeu o lábio inferior e mais lágrimas desceram por seus olhos. Não me chame de insensível, mas tudo que eu queria era resolver essa situação com Melissa e que ela fosse embora. Eu não podia ficar mais um segundo ali sendo que Vanessa poderia estar em algum lugar ali perto. Não podia.

Não sei qual foi a expressão que eu passei para Melissa, mas sei que ela não ficou nada feliz.

- Estou vendo que não quer mesmo saber. – ela falou com raiva e continuou a colocar as roupas na mala, fechando-a em seguida. – Depois venho pegar o que sobrou. Espero que você seja muito feliz com a médica e com o seu filho. – deu um sorriso sínico e fechou a porta. – Ah, mas é claro – disse abrindo uma fresta e me olhando maldoso. – Se ela te querer de volta.

De tudo o que Melissa poderia me falar, aquilo foi o que doeu mais. E não deu outra. Com a raiva e a dor de ter perdido Vanessa, fechei todas as janelas do quarto e me afundei na cama. Minha cabeça pesava e o que eu mais queria era que tudo não passasse de um sonho. O pior dos sonhos, mas mesmo assim... Um sonho.



Flashback off

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Hi girls!!!! 
Aqui está o primeiro capítulo tá 3ª e última temporada de POS... 
Espero que tenham gostado. 
Deixem seus comentários e digam o que estão achando. 
Amo vocês ♥♥♥

4 comentários:

  1. Ai meu Deus eu to amando a sua fic, esta a capitulo mais perfeito.
    eu só espero que a Vane e o Zac voltem logo,
    posta maiss vai por favor não demore eu estou muito ansiosa pelo
    próximo capitulo. Bjosss

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  2. Aí meu deus!!! Que situação a do Zac... Só espero q a maluca não tente nada contra o bebê Zanessa... E que eles voltem logo... Já to com saudades deles juntos...
    Posta mais, mega ansiosa.
    Beijos

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  3. Aiiiin socorro, ta acabando? Como assim? Rafa posta hoje pelo amor!! Você precisa ❤️

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  4. Ahhhhhhh, tomara que o zac consiga se entender com a nessa!!!! Menina posta maisssssss por favorrrrr bjsss esperando anciosaa!!!

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