31 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 2)

- Nossa! – o queixo de Chris, sem exageros, estava no peito. Os outros me olhavam abobados depois de tudo que eu havia contado. – Zac, eu... Nem sei o que dizer.

- Não diga nada. – falei desanimado. – Eu que procurei tudo isso.

- Estou me sentindo culpado agora. – disse Chris triste. – Na verdade, eu que te apoiei em “colocar chifres na Melissa”.

- Como é que é? – Alex e Chace falaram juntos. – Como assim você apoiou? Você realmente apoiou?

- Claro! Ninguém aqui gostava da Melissa e vocês me entendem... Ela precisava de um bom chifre...

- É, precisava, mas só que vocês deviam ter pensado que não tinha só ela em jogo. – disse Chace como se fosse óbvio. E pensando bem, era óbvio. – Decidiram dar um troco em uma, mas afetou outra que não tinha nada a ver com o assunto. Percebem a burrada?

Acho que não dava pra me sentir mais idiota do que eu estava me sentindo naquele momento.

- Ah meu Deus! – coloquei as mãos sobre o rosto para tampar as lágrimas que desciam. Eles não precisavam me ver chorando, não precisavam mesmo.

- Zachary, cara... Desculpa, eu... Apenas queria ajudar. – Chris estava desconcertado, mas agora já era tarde demais.

- Eu sei que você só queria me ajudar, cara. Tá tudo bem.

- Eu não sabia o que fazer, tudo o que eu queria era realmente te ajudar. Você chegou em mim pedindo ajuda porque não conseguia mais transar com a Melissa, então eu ajudei, te dei o nome do meu psicólogo, mas eu não sabia que quem estava lá era a médica gostosona e...

- CALMA AÍ! – gritou Alex. – Você estava com dificuldades de transar, é?

Olhei Chris com o pior olhar que eu poderia dar e resolvi jogar tudo pro alto. Eu já estava na merda, não é? Eles rirem de mim não ia doer. Ou eu pensava que não.

- Eu procurei Chris pra pedir ajuda. Eu sabia que vocês iam rir de mim se soubessem o que estava acontecendo. Eu simplesmente não sentia mais vontade de ter nada com Melissa. Nada. Quando eu a tocava, eu broxava na hora. Eu estava desesperado. Vocês me conhecem e sabem como eu sou. E então eu marquei consulta com o psicólogo e...

- Por que não um urologista? – perguntou Chace. Encarei-o para ver qual o semblante do rosto dele e me surpreendi. Ele estava sério. Passei meus olhos por Alex e ele também estava sério, enquanto Chris estava nervoso e sem ter o que fazer.

- Porque eu queria tentar estabilizar o casamento. Eu não sei se vocês sabem, mas casamento precisa pensar muito antes de terminar... E eu acabei pensando demais e perdendo a mulher da minha vida.

- Conta o resto. – Alex falou e eu assenti.

- A consulta era com o Dr. Robert Crowley, mas quando eu cheguei lá, ele tinha se aposentado, então fui informado de que uma doutora chamada Vanessa Hudgens estaria no lugar dele. Eu fiquei com um pé atrás, porque falar de sexo não resolvido com uma mulher era meio... Esquisito. Mas eu entrei mesmo assim. E o resto vocês já sabem, porque presenciaram isso naquela festa... Eu fiquei louco da vida quando a vi, ainda mais que eu estava em abstinência.

- E então você de repente... – sugeriu Chace.

- De repente eu fiquei vivo de novo! – falei com um sorriso, lembrando-me daquela tarde perfeita e prazerosa. – Eu... Eu queria vê-la de novo, eu a queria todos os dias. Então a chamei para sair sem que ela soubesse que eu era casado.

- E a aliança?

- Eu escondia.

- E o que você falou pra ela te ajudar com o problema de sexo?

- Isso não vem mais ao caso, Alex. – disse Chace. – O que importa agora são duas coisas. Primeiro: por que você não nos contou antes?

- Porque eu não queria ser motivo de riso de todo mundo! – falei alto e Chace balançou a cabeça.

- Deixa de ser idiota. Até parece que você não conhece a gente. Esqueceu que eu, Chace Aguiar, também já tive problema com isso? Alex não se atreveria a rir disso porque na primeira vez dele, ele também broxou.

- HEY! DÁ PRA PARAR? – disse Alex exasperado. Soltei um riso baixo enquanto Chris se acabava de rir.

- E olha pra quem você foi contar! Justamente para o Chris! Justamente o cara que enche o saco quando se trata de sexo. Aposto que ele riu de você.

- Riu. – falei nervoso e Chace balançou a cabeça.

- A gente te perdoa, Zachary. Desde que você nunca nos deixe de contar nada, porque senão você vai ver. – disse Alex, batendo em minhas costas. Sorri.

- Desculpa mesmo. Eu deveria ter contado tudo desde o início, mas eu não tive coragem...
- Relaxa cara. – disse Chace. – Agora, avançamos para a segunda parte: O que podemos fazer pra te ajudar a reconquistar a doutora Hudgens?

Arregalei os olhos e olhei estático para os caras. Ambos me olhavam com o melhor sorriso e isso fez meu coração esquentar de repente.

- O q-que?

- O que o quê? – disse Chace. – Sério que você estava pensando que iríamos deixar você sem a tua garota? Mas é claro que não.

- Vamos te ajudar, cara. Por isso que a gente quer que você se levante daí. – disse Alex.

- Eu cometi o erro junto com você, Zac. Eu devia ter pensado melhor antes de te mandar trair a Melissa e usar a Vanessa. – disse Chris, envergonhado e claramente arrependido. – Por isso eu quero te ajudar desde agora a encontrar a sua garota. Você merece ser feliz ao lado dela.

- Tem outra coisa que eu não contei à vocês.

- O que? – perguntaram todos. – Nem pro Chris? – perguntou Alex. Neguei.

- Então, conta logo. – disse Chris

E então veio na minha mente tudo o que Vanessa havia me dito antes de Melissa chegar no consultório. A declaração de que nos amávamos, o medo que eu senti ao vê-la chorar desesperada e...

- Vanessa está grávida.

Os caras deixaram a expressão curiosa para adquirirem uma assustada.

- De um filho meu.

Os três me olharam como se eu tivesse dado a notícia que o mundo iria acabar em três segundos. Alex foi o primeiro a falar, só que depois de muito tempo de assombro.

- O que foi que você disse?

- Ok, acho que vocês não entenderam muito bem. Vou repetir. Vanessa. Está. Esperando. Um. Filho. Meu. Entenderam? Entenderam porque tudo agora está mais complicado? Porque eu não só preciso, mas TENHO que encontrá-la?

Chace caiu sentado em minha cama e olhava fixo um ponto qualquer do quarto. Alex andava pra lá e pra cá no quarto, obviamente contrariado. Já Chris não tirava os olhos de mim nem por um decreto.

- UM FILHO? – gritou Chris do nada. Assenti e ele assobiou baixo. – Você está de brincadeira. Mas... Mas vocês não usavam camisinha, nada para prevenir?

- Camisinha quase nunca, mas ela tomava anticoncepcional. Porém, umas semanas atrás, Vanessa pegou uma maldita virose e isso anula o efeito do anticoncepcional. A gente não calculou que ela poderia engravidar.

- Zachary, você vai ser pai, cara. Tudo o que você sempre quis. – disse Alex parando em minha frente, me fitando com os olhos cintilantes. – Vai ser pai de um filho que a mulher que você ama está esperando. Não é um máximo?

Antes que eu dissesse alguma coisa, Chace falou com a voz amena.

- Você sabe que isso muda tudo, não sabe? – seus olhos claros me observaram e eu assenti baixando a cabeça. – Zachary, uma coisa é ela ter te deixado. Outra coisa é ela ter te deixado grávida de um filho teu. Percebe a diferença?

- Eu percebo, mas...

- Não tem “mas” Zachary. Desde que eu, nós todos, conhecemos Vanessa naquela festa, a gente soube que ela gostava pra valer de você. O que você acha que ela deve estar sentindo agora? Ela está grávida. Filho muda tudo. – eu encarei Chace com o olhar confuso.

- Sim, mas e daí? Ela foi embora! Não tem como mudar isso.

- Zachary, deixa de ser nóia. Ela está com uma parte de você dentro dela. Isso é inegável.

- Ela tem certeza que está grávida? – perguntou Alex.

- Tem. Ela fez os cálculos e o teste de farmácia.

- Ela te ama, Zac. – disse Chace. – Ainda tem alguma dúvida que ela te ame? Principalmente grávida... Se esquecer de você ela não vai nunca mais. E presta atenção numa coisa... Você tem que sair dessa fossa e ir procurá-la antes que outro faça isso. Ela grávida ou não continua linda. Você tem que correr atrás dela e do seu filho. Não são somente eles que estão em jogo, mas a sua felicidade.

- Eu... Vocês me ajudam? Eu não acho que consigo sem...


- Estamos com você, cara. Queremos que a nossa cunhada e nosso sobrinho voltem logo. Vamos trabalhar o máximo para isso. – Chace me abraçou e eu senti lágrimas descer pelos meus olhos. Amigos de verdade, hoje em dia, é difícil de encontrar, mas ainda bem que tenho três do meu lado. – E parabéns, viu? Seu filho com certeza vai nascer a cara da Vanessa, porque se nascer com a sua ele está lascado.

Sorrimos alto e então todos eles caíram em cima de mim murmurando “parabéns papai” o tempo inteiro. Eu tinha perdido muita coisa hoje, mas também ganhei; o apoio e o amor dos meus melhores amigos. E isso não tem preço.


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30 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 3 (Capítulo 1)

- Se eu fosse você, eu abriria essa janela e respirava um pouco.

A voz de Alex soava tão longe que eu jurava que não estava escutado nada. A única coisa que eu tinha certeza no momento era que a dor de cabeça que me assolava estava cada vez mais forte e contínua.

- Você está ouvindo o que eu estou dizendo?

- Hum... – era apenas o que eu conseguia responder.

- Zachary, dá pra você parar de frescura e nos contar o que aconteceu?

- Hum...

- ZACHARY! SAI DESSA CAMA E CONTA O PORQUÊ DESSA FOSSA!

Antes que eu pudesse reclamar com o idiota que gritou no meu ouvido, uma claridade insuportável tomou o meu quarto e o que era uma dor se transformou num estorvo.

- DÁ PRA VOCÊS FECHAREM ISSO? EU QUERO FICAR QUIETO!

Ouvi os caras bufarem, mas ninguém se mexeu pra fechar a janela. Apenas ficaram parados me olhando enquanto eu contorcia minha expressão numa de quase tortura. Abri os olhos sem querer e vi os três sentados no pequeno sofá de frente pra mim me encarando com expressões que eram preocupadas, mas beiravam o nervosismo.

- Só pra você saber... – começou Chace me olhando com os olhos semicerrados em reprovação. – Não estamos aqui para te aborrecer e encher o teu saco. Apenas queremos saber por que a Melissa saiu que nem uma maluca quando nós entramos e porque diabos você está nessa maldita escuridão com essa cara de quem comeu e não gostou. Qual foi a briga dessa vez?

E por mais que não eu quisesse, toda a lembrança daquela tarde no consultório de Psicologia me veio à cabeça como uma maldição. Eu havia sido descoberto. Eu havia sido desmascarado e havia perdido, para sempre, a mulher da minha vida. A mulher que estava grávida de um filho meu. Do filho que eu sempre sonhei.

- Vanessa... – senti meus olhos se encherem de lágrimas e a dor excruciante da perda começou a me importunar. – Vanessa... Eu a perdi...

Não consegui ver a expressão dos caras pelas lágrimas que me cegavam, mas pelo tempo em que eles permaneceram em silêncio, eu percebi que o estado deles só passava do choque para o “não acredito”.

- Como assim você a perdeu? O que aconteceu, Zachary? – a voz de Chace estava ansiosa e aflita. – Melissa...

- ELA DESCOBRIU TUDO! AQUELA VADIA DESGRAÇADA ACABOU COM A MINHA VIDA! – despejei sem ao menos me importar. Estava tudo entalado dentro de mim e eu precisava desabafar. – ELA DESCOBRIU !

- Por isso que ela saiu como uma louca daqui...

E isso me levava a lembrar a cena que encontrei quando cheguei em casa...

Flashback on

Eu já havia cansado de chorar e lamentar. Parecia que todas as lágrimas dos meus olhos tinham acabado. A única coisa que eu pensava era em Vanessa e no bebê que ela carregava. Eu queria tanto deitar na minha cama e ficar sozinho, enquanto pensava numa forma de reconquistar a minha médica. Mas eu sabia que não ia ser fácil.

Cada quilômetro que o carro andava para longe do consultório onde eu tinha tantas lembranças, um pedaço do meu coração ia ficando para trás. Eu sentia como se tudo à minha volta fosse desabar, como se eu nunca mais fosse encontrar a felicidade novamente.

Pior foi parar na frente de casa e ouvir movimentações afobadas no interior dela. Eu não duvidava que fosse Melissa tendo o ataque de histeria de sempre, principalmente depois do que descobriu. E também não me perguntava como foi que ela chegou antes de mim em casa, porque eu havia demorado mais do que o esperado na rua, chorando e me lamentando por Vanessa. Tudo o que eu queria era que ela saísse logo sem eu ao menos olhar para a cara dela. Decidi esperar sentado no carro enquanto ouvia o estardalhaço que ela fazia.

Passaram-se, exatamente, vinte e cinco minutos de espera e nada dela sair da casa. Eu não podia ficar a minha vida inteira sentado num banco de um carro esperando Melissa se desenrolar e sair de uma vez. Eu não tinha nada a temer e pela primeira vez em todo aquele tempo em que vivi duas vidas, decidi encarar tudo de frente. Eu era homem, não era? Claro que sim. E quem Melissa pensava que era para me criticar pelo que eu sinto ou pelo que eu fiz?

E com esse mantra, desci do carro batendo a porta com certa força e subi os degraus da garagem até chegar à sala. O barulho estava menor, mas quando havia algum som, pela sala era bem mais nítido. Rolei os olhos já sentindo canseira de imaginar o que me aguardava no quarto e subi as escadas com uma coragem que eu não tinha pela manhã.

Chegando mais perto do meu quarto, eu podia ouvir Melissa balbuciar alguns palavrões e no meio de alguns meu nome estava presente, sendo seguidos de mais uma dúzia de palavrões. Eu não podia discutir com ela sobre isso. Eu fui um cafajeste mesmo. Pensei mais em mim do que no casamento e relacionamento de seis anos com ela. Eu deveria ter terminado tudo assim que percebi que Vanessa era a mulher da minha vida. Mas o que eu podia fazer? Eu sabia que se eu chegasse em Melissa e dissesse “Hey, querida, vou te deixar porque encontrei mulher melhor, bye”, ela ia encher a minha cara de porrada. Ia ser quase a mesma coisa. Mas eu pensei em deixar de molho até quando eu decidisse que fosse melhor. Não estava na minha pauta Vanessa engravidar e eu ter que escolher na marra (o que eu já havia escolhido há tempos, só bastava ter coragem para realizar). No final, tudo deu na mesma e eu percebi que eu poderia ter adiado isso há muito tempo. Agora vou ter que enfrentar porrada na cara de uma mulher furiosa por ter sido traída. Isso é duas vezes pior do que eu imaginava.

Suspirei e caminhei até a porta do quarto e abri de leve para espiar o que aquela maluca estava fazendo. E qual foi a minha surpresa ao encontrar não só as roupas dela sendo arremessadas numa mala, mas as minhas sendo arremessadas num monte de baldes de lixo.

- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – gritei num impulso e Melissa tomou um salto de susto, mas no momento em que me viu, sua expressão se tornou agressiva.

- VOCÊ! TAVA DEMORANDO, NÃO É? – seus olhos pingavam cólera, mas eu não estava nem um pouco intimidado. – Mas pelo menos chegou a tempo de me ver tacar fogo em tudo o que é seu.

- Do que você está falando? Você não vai fazer nada com as minhas coisas. A única coisa que você vai fazer é sair daqui para bem longe.

- Você está falando sério? Quem devia sair dessa joça era VOCÊ e não eu. Não fui eu quem te traí com médicos. Não fui eu que coloquei um par de chifres na tua cabeça tão descaradamente!

- Melissa, eu sei que eu estou errado e lamento muito por isso, mas... Eu não resisti! Eu não conseguia te tocar sem broxar, caralho!

- AGORA A CULPA É MINHA? ME TOCA E BROXA? O problema está com você Zachary, não me envolva nessa historinha de que eu sou a culpada por você br...

- EU NÃO TINHA MAIS TESÃO EM VOCÊ, SUA ESTÚPIDA! – se isso foi a gota d’água pra ela? Ah foi. – EU NÃO TE AMAVA MAIS! EU NÃO TE AMO HÁ MUITO TEMPO! TODA VEZ QUE EU COGITAVA TRANSAR COM VOCÊ EU SENTIA VONTADE DE SAIR CORRENDO, DÁ PRA ENTENDER?

A única coisa que se escutava naquele quarto era minha respiração pesada. Melissa havia ficado estática e em compensação, sem ter o que dizer... Pelo menos por trinta segundos.

- Você não tem o direito de me insultar. – ela disse com a voz baixa enquanto lágrimas gordas desciam por seu rosto vermelho. – Eu fiz tudo por você. Eu deixei muita coisa pra trás por você. Eu desisti de namorar um dos pretendentes mais ricos por você. E de tudo isso, o que você me dá em troca? Insultos e traição. Acha que isso é justo?

- Eu sei que não. Eu te peço desculpas. Você não sabe o quanto eu lutei pra permanecer esse casamento, mas... Quando eu vi Vanessa, eu...

- NÃO FALA O NOME DELA!

- Melissa, para de besteira. Você tem que entender que a realidade é essa agora. Falar ou não o nome de Vanessa não vai diminuir nada do que estamos passando. O casamento acabou, isso é fato, e não tem como fugir.

- Quem vê você falando assim deve pensar até que eu que sou a errada. – ela disse baixo depois de alguns segundos em silêncio.

- Melissa, veja bem...

- Zachary! Eu apenas queria que você me escutasse somente dessa vez.

Esperei até que ela falasse. Melissa mordeu o lábio inferior e mais lágrimas desceram por seus olhos. Não me chame de insensível, mas tudo que eu queria era resolver essa situação com Melissa e que ela fosse embora. Eu não podia ficar mais um segundo ali sendo que Vanessa poderia estar em algum lugar ali perto. Não podia.

Não sei qual foi a expressão que eu passei para Melissa, mas sei que ela não ficou nada feliz.

- Estou vendo que não quer mesmo saber. – ela falou com raiva e continuou a colocar as roupas na mala, fechando-a em seguida. – Depois venho pegar o que sobrou. Espero que você seja muito feliz com a médica e com o seu filho. – deu um sorriso sínico e fechou a porta. – Ah, mas é claro – disse abrindo uma fresta e me olhando maldoso. – Se ela te querer de volta.

De tudo o que Melissa poderia me falar, aquilo foi o que doeu mais. E não deu outra. Com a raiva e a dor de ter perdido Vanessa, fechei todas as janelas do quarto e me afundei na cama. Minha cabeça pesava e o que eu mais queria era que tudo não passasse de um sonho. O pior dos sonhos, mas mesmo assim... Um sonho.



Flashback off

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Hi girls!!!! 
Aqui está o primeiro capítulo tá 3ª e última temporada de POS... 
Espero que tenham gostado. 
Deixem seus comentários e digam o que estão achando. 
Amo vocês ♥♥♥

PSYCHOLOGY OF SEX 3

PSYCHOLOGY OF SEX 3

Classificação: +18 (contém cenas de sexo)

Gênero: Romance / Comédia

Sinopse: Reconquistá-la não ia ser fácil e ele sabia disso. Mas estava disposto a pagar o preço apenas para tê-la novamente em seus braços principalmente quando ele tinha mais do que por quem lutar: iria ser pai e isso era o bastante para reconquistar a mulher da sua vida.

Autora: Jullya Silva


Adaptação: Rafaela Diniz


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P.S.:Quando a postagem atingir 4 comentários,postarei o primeiro capítulo!!!

25 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 2 (Capítulo 7)

Melissa.

- MAS QUE PORRA É ESSA? – ela gritou e eu imediatamente me larguei de Vanessa, que fitava Melissa horrorizada. As mãos frágeis da Sra. Lovett tentavam puxar Melissa para fora, mas ela permanecia parada encarando-me com o olhar mais colérico do mundo.


- Quem é esta moça? – Vanessa perguntou olhando questionavelmente para a Sra, Lovett. – Senhora, você não pode entrar num consultório médico dessa maneira, é antiético.


- VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU? COMO ASSIM VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU? – ela perguntou avançando na direção de Vanessa e eu me aproximei, para impedir Melissa de encostar um dedo na médica. – ACHO QUE SE EU TIVESSE UM CASO COM O SEU MARIDO, EU IRIA SABER QUEM ERA VOCÊ.


- O que? – Vanessa virou o olhar para mim e me olhou confusa. – Do que essa mulher está falando, Zac? Você a conhece?


Não consegui responder nada, apenas fiquei encarando Vanessa sentindo minha garganta seca. Eu estava sentindo falta de ar, sentindo nervoso, sentindo tudo o que era de ruim. O que eu mais temia estava logo à minha frente.


- OH! ELE NÃO TE CONTOU? – Melissa ainda gritava. – EU SOU A ESPOSA DESSE CAFAJESTE!


- Esposa? Mas o Zac não é casado!


- COMO NÃO? E A ALIANÇA? – escondi minhas mãos atrás de meu corpo e Melissa deu um sorriso maldoso. – Claro, você esconde, não é seu merda? Toda vez que você vem se encontrar com essa vadia, você esconde.


- Zachary, como assim esposa? Eu não estou entendendo mais nada! Vocês estão bagunçando no meu consultório, me xingam e eu ainda não sei o que está acontecendo.


O olhar de Vanessa estava passando para o raivoso e eu não poderia mais esconder. Melissa me fitava com os braços cruzados e o pé batendo frequentemente contra o chão e eu suspirei.


- Nessa, eu sou casado.


Vanessa me olhou com os olhos escancarados e deu um passo para trás, paralisando completamente. Senti meus olhos marejarem e a olhei novamente. Lágrimas desciam por seus olhos e ela balançava a cabeça negativamente.


- Não. – as lágrimas desciam com mais força. – Não. Me diz que é mentira, por favor. Me diz. – eu abaixei meu rosto e logo senti um tapa forte em meu braço. – ME DIZ!


- Eu sinto muito, Nessa. Eu sou casado com essa garota – apontei Melissa que me olhou surpresa pelo modo como me dirigi a ela, mas foda-se. Eu apenas pensava em Vanessa. – Mas eu não a amo. É você que eu amo. É com você que eu quero passar a minha vida,Nessa , você tem que acreditar em mim. – levantei a mão para toca-la, mas ela se afastou.


- COMO VOCÊ PODE? – ela gritou e logo ela chorava. – EU PERGUNTEI ISSO NA PRIMEIRA CONSULTA E VOCÊ ME DISSE QUE NÃO ERA CASADO!



 


- ESPERA AÍ! – Melissa interveio me olhando nervosa. – Você veio à um psicólogo resolver seu problema com sexo? E AÍ VOCÊ VEM E PEGA ESSA PSICÓLOGA BISCATE E DO NADA FICA CURADO?

Antes que eu pudesse sequer piscar, Vanessa avançou na direção de Melissa dando um murro no nariz de minha esposa, que caiu no chão.


- Você precisa pensar muito bem antes de me xingar, sua infeliz. Você não me conhece e não tem o direito de levantar sequer a sua voz para se dirigir a mim. – ela disse e Melissa a fitou com raiva. Vanessa estava inexpressiva e tremendo, mas quando seu olhar se pôs em mim, eu senti a pior das dores. Senti o desprezo que ela, agora, sentia por mim. – E quanto a você... Eu não quero te ver nunca mais. Nunca mais, ouviu bem? Não se atreva a me procurar porque se você o fizer, eu não respondo por mim. E ah, esse filho que eu estou esperando? Esquece que ele é seu. – ela caminhou em minha direção e sorriu com raiva. No segundo seguinte senti sua palma arder em meu rosto, trazendo a queimação e o desprezo.


Ela começou a andar pelo consultório buscando suas coisas e eu apenas chorava, sentia meu coração quebrar em milhões de pedaços. Vanessa saiu como um vulto pela porta e eu caí no chão, sentindo uma dor tão grande que, com certeza, facadas doeriam menos. Melissa apenas sorria.





- Você estava apaixonado pela psicóloga, querido? Pois veja só o que você fez. Perdeu a mulher e perdeu o filho. O filho que você tanto quis.


Minha vontade de dar um murro em Melissa era tão grande, mas me controlei. Apenas sorri irônico e me acheguei até a altura de seu rosto.


- Pois saiba, que toda a vez que eu transava com você, era na psicóloga que eu pensava. Toda vez que eu beijava você, era com a lembrança do beijo dela que eu conseguia te beijar, tudo o que eu fazia com você, era nela que eu pensava. – o ódio que ela jogava em cima de mim era tanto, mas não me deixei abalar. – E se você quer saber, eu faria tudo de novo. Você. Nunca. Foi. Nada. Pra mim.


Saí rapidamente daquele consultório desesperado e sem saber para onde ir.


Num segundo eu estava recebendo a melhor notícia da minha vida. Eu iria ser pai. Estava beijando minha garota, estava fazendo mil e um planos em minha mente sobre como ser feliz com ela. No outro segundo eu havia perdido as duas coisas mais importantes para mim por causa de uma maluca que eu escolhi para casar.
Vanessa não queria mais me ver, mas eu não desistiria.


Eu a amava com todas as minhas forças. Ela estava esperando um filho meu.


Antes eu não tinha por quem lutar. Mas agora, eu tinha um filho e a mulher que eu amo para lutar.


E eu lutaria.


A história não acaba aqui.



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Aqui está o último capítulo da segunda temporada!!!
Espero que tenham gostado amores!!!
Comentem bastante e aguardem a 3ª temporada que vai vir com tudo!!!
Amo vocês ♥♥♥

23 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 2 (Capítulo 6)

Dois meses depois...

Estava deitado em minha cama zapeando os canais da TV enquanto prendia meu celular entre meu ouvido e meu ombro. De vez em quando olhava para a porta do banheiro entreaberta para me certificar de que Melissa ainda estava tomando banho e não ia me ouvir falando ao telefone.

- Hey, lindo. – a voz de Vanessa pronunciou do outro lado da linha e eu sorri.

- Hey, amor. – sim, eu já estava começando a chama-la de amor. Ela era meu amor mesmo. – Como você está? Está melhor?

- Estou bem, só estou meio enjoada. Mas não é nada demais.

- Enjoada? Mas você não tinha melhorado da virose?

- Sim, foi há quase um mês... Não sei o que está acontecendo comigo. 

Vanessa havia ficado doente há três semanas atrás. Dizendo o médico dela, era uma virose que estava espalhada por aí e, não sei onde, Vanessa acabou pegando. O que dificultou meus encontros com ela. Eu sentia muita saudade dela e com ela doente, tudo o que eu mais queria era ficar junto dela, mas ela me proibiu de visita-la e acabar pegando também a doença. Ela havia melhorado até o início da semana, o que me deixava intrigado com os enjoos que ela alegou estar sentindo.

- Já foi ao médico? Vai que está voltando... Tem que cuidar, Nessa.

- Não precisa de médico, Zac. Eu... – ela deu um suspiro alto na linha. – Acho que sei o que é. Mas espero que não seja o que eu estou pensando.

- No que está pensando? – perguntei e quando ela foi responder eu ouvi o chuveiro ser desligado e a voz de Melissa me chamando me deixou desesperado. – Ju, eu vou ter que desligar.

- Zac, eu preciso conv...

- Eu estou com visitas aqui em casa. Eu te ligo mais tarde, ok? Tenta melhorar. Quero te ver logo. Beijos, amor.

Sem esperar sua resposta eu desliguei e senti meu coração apertar. Ela queria falar algo e eu queria ouvir. Droga. Droga de Melissa. Coloquei um travesseiro em meu rosto sentindo-me péssimo por ter desligado o telefone daquela forma.

- Amor. – a voz de Melissa me deixou enjoado e eu apenas resmunguei em resposta. – Com quem estava falando?

- Com o Chris Melissa, com o Chris. – falei entediado jogando o travesseiro para o outro lado da cama.

- Você anda falando muito com o Chris ultimamente. Chega a ser estranho. – ela disse vestindo sua camisola e se direcionando para a penteadeira. Olhei confuso para ela.

- O que você quer dizer com isso?

- Estou dizendo que você está falando muito com o Chris. – ela disse me olhando irônica. – O que você tanto conversa com aquele cara?

- Melissa, o que você quer? Espionar minhas conversas com meus amigos?

- Não. Eu apenas quero saber o porquê que você está tão distante esses meses. Quero saber o que está acontecendo entre nós dois, porque você mudou.

- Deixa de paranoia, eu não mudei em nada. – falei me levantando e indo até o banheiro jogar uma água no rosto. Eu estava mesmo mudando com Melissa, não conseguia mais disfarçar que estava gostando de outra mulher, não conseguia esconder o nojo que sentia ao beijar Melissa e transar com ela. Eu não aguentava mais a minha esposa e isso me deixava sem saída. Nunca fui bom ator e Melissa sabia muito bem disso.

- Claro que mudou, Zac. Como você diz que não? Você não me beija mais, não me toca mais...
Nunca mais conversamos sobre os filhos que nós queríamos ter... – senti um bolo se formar em minha garganta. – O que está acontecendo, Zac? – vi seu reflexo pelo espelho e ela me fitava com o semblante triste.

- Nada. – suspirei passando as mãos molhadas pelo meu rosto e passei por ela, sem dar muita atenção.

 – Eu apenas estou cansado. Estou trabalhando muito esses dias. Você sabe.

- Tira uma folga, Zachary. Você pode muito bem tirar uns três dias para descansar.

- Não dá, Melissa. As coisas na gravadora estão cada vez mais apertadas. Você sabe muito bem que gravação de CD a gente precisa estar integralmente ligado. – deitei na cama puxando o cobertor disposto a terminar qualquer tipo de assunto com Melissa e ir dormir. Senti a cama afundar ao meu lado e suspirei nervoso.

- Zac, eu queria um tempo a sós com você... Eu quero te amar de novo...

Eu sentia dó de Melissa. Eu era um péssimo marido. Mas eu não podia fazer muita coisa. Eu queria outra e não tinha como mudar isso. Mordi o lábio inferior e virei o rosto para encara-la.

- Hoje não.- ela abaixou os olhos triste. – Hoje eu não estou bem. Quero ficar quieto. Boa noite. – dei um beijo no canto de sua boca, e me virei para o outro lado disposto a dormir de vez, mas não antes de ver seu olhar me fuzilando de uma maneira que me deixaria amedrontado se eu não estivesse com tanto sono e preocupação com Vanessa.

Acordei ouvindo o toque de meu celular cada vez mais alto e irritante, cortando meus tímpanos. Rolei os olhos jogando o travesseiro para longe e pegando o aparelho com má vontade, mas me amolecendo completamente ao ver o nome de Vanessa no visor.

- Nessa? – atendi e ouvi a respiração nervosa dela do outro lado da linha.

- Zac? Zac, eu... – a voz dela estava trêmula e eu olhei para o outro lado da cama não encontrando ninguém. Suspirei aliviado, mas mesmo assim conversava baixo.

- O que houve? Está com a voz estranha.

- Eu... Eu preciso que você venha aqui no consultório. Agora.

- Agora? Aconteceu alguma coisa? – perguntei enquanto segurava o celular com o ombro e ia até o banheiro preparando a escova de dente e a pasta.

- Zac, eu não posso te falar isso por telefone. Eu preciso que você venha aqui.

- Calma, amor eu vou. Daqui a uma hora eu estou aí, tudo bem?

- Tudo. – ela fungou do outro lado. – Zac?

- Diz, linda.

- Não demora, por favor. – dizendo isso, ela fungou outra vez e eu mordi o lábio inferior.

- Já chego aí. Beijo.

O que ela teria de tão importante para me falar? E o que seria tão grave para ela estar chorando?
Deixei as perguntas de lado e passei a me arrumar com pressa. O que quer que seja, ela precisa de mim e eu vou estar lá com ela. Para o que for. Seja o que for. Eu sempre vou estar com ela.
Procurei Melissa por todos os cantos da casa e não a encontrei. Senti alívio ao ver que estava sozinho e me acalmei. Não suportaria uma bateria de perguntas enquanto estava preocupado com Vanessa.
Olhei para a dispensa da cozinha e fiz um careta. As pessoas geralmente comem quando estão ansiosas, já eu não consigo comer. Simplesmente não comi nada e logo peguei as chaves do carro saindo de casa sem demora.

Graças a Deus, o trânsito naquela tarde estava melhor, não havia congestionamento, o que me fez chegar no hospital onde Vanessa trabalhava com mais rapidez que o normal, visto a velocidade que eu dirigia o carro.

Ao chegar à recepção a mesma garota loira me olhou e com pouco caso, me avisou:

- A Dra. Hudgens já te espera.

- Hm, obrigado.

Me virei para o elevador e senti a ansiedade corroer meu corpo. Mordi o lábio inferior fortemente até que vi no visor o número 10 e logo as portas se abriram.

- Olá, querido. – a Sra. Lovett estava lendo alguma revista, mas mesmo assim me viu.

- Hey. Como vai a senhora?

- Bem e você? – assenti e olhei para o consultório de Vanessa. – Outra consulta? Ela está lá, pode ir.

- Obrigado. – falei e logo caminhei em passos rápidos até o consultório de Vanessa, abrindo a porta rapidamente. – Nessa? – o consultório estava vazio, mas logo ouvi os passos calmos de Vanessa pelo pequeno quarto até ela aparecer com o rosto inchado. – Vanessa, o que aconteceu? – cheguei mais perto dela a abraçando forte e logo ela começou a chorar.

- Zac... – seus ombros balançavam e eu não entendia o que estava acontecendo.

- O que houve, amor? Por que está chorando? Aconteceu alguma coisa?

- Eu... – ela me olhou com as lágrimas banhando seu rosto. – Eu não sei nem como te contar isso. Eu estou em choque, Zac.

- Vanessa, o que aconteceu? – ela mordeu o lábio por um momento e fitou meus olhos. Demorou alguns segundos até ela soltar a bomba que me deixou sem chão por vários minutos.

- Eu estou grávida.

Arregalei meus olhos e senti meu coração mais do que acelerado. Eu estava à beira de ter um infarto. Eu a encarava como se ela tivesse me dado a notícia de que havia virado lésbica ou que ia se mudar para o Texas e morar num trailer com Channing. Senti meus braços caírem ao lado de meu corpo e ela olhar para baixo deixando várias lágrimas caírem.

Calma, Zachary. Você deve ter ouvido errado. Ela não pode estar grávida.

- Você está brincando, certo? – eu disse sorrindo nervoso e ela me olhou séria com os lábios crispados. – Vanessa, me diz que isso é brincadeira. – falei sério e ela soltou a respiração em meu rosto.

- Eu... Estava desconfiando desde o início da semana. – ela cruzou os braços abaixo dos seios e eu continuava estático fitando-a. Não sabia o que falar. Porra, ela havia acabado de me dizer que estava grávida!. – Ontem, eu já não tinha mais dúvidas. Eu ia te contar por telefone, mas você me disse que estava com visitas e desligou, eu... Estava desesperada. – ela disse chorando e abrindo as mãos enquanto eu continuava paralisado. – Aí eu comprei o teste da farmácia. – ela tirou um bastão de dentro do bolso da calça e me mostrou. – Dois pontos querem dizer negativo e três positivo. – ela estendeu o bastão em minha direção e eu olhava do bastão para ela. – Pega.

Com as sobrancelhas unidas em confusão, nervoso, incredulidade e apreensão, eu peguei aquele bastão e olhei os três pontos azuis que estavam ali. Senti o suor descer pela minha testa e então eu fitei Vanessa com os olhos arregalados. As mãos dela estavam postadas sobre a barriga e ela ainda estava chorando, os ombros se mexiam descompassadamente enquanto ela me encarava nervosa.

- Vo-voc... Você... Hm... – eu não sabia o que dizer, eu havia perdido o dom da fala. Eu havia perdido toda a sanidade que havia em minha cabeça. Eu estava oco. – Grávida?

- Zachary, eu sinto muito... Eu não pude fazer nada! – ela se jogou no divã e começou a chorar mais forte.

Balancei a cabeça umas quatro vezes e coloquei o bastão na mesa do consultório.

- Você esqueceu de tomar pílulas?

- Não. Mas eu fiquei doente e precisei tomar remédios. Eles anulam o efeito. – ela disse com os cotovelos apoiados nas pernas e as mãos na testa enquanto chorava. – Eu não imaginava que ia engravidar.

- Droga. – falei lembrando-me de Melissa. O que eu faria agora? Agora sim minha vida havia acabado. Eu não conseguia imaginar outra forma a não ser me separar de Melissa. – Tem ideia de quanto tempo?

- Acho que quase um mês, não tenho certeza. – ela levantou o rosto pra me encarar. – Zac, não me deixa sozinha. Eu preciso de você. – ela me fitava com os olhos desesperados e então eu passei a raciocinar.

Por que, realmente, eu estava com Melissa? Eu já não sentia mais nada por ela, eu já não aguentava ouvir a voz dela, eu já não queria saber de mais nada que envolvesse ela. Então, por que eu estava com ela? Olhei aquele bastão mais uma vez e então eu comecei a enxergar a realidade. Vanessa estava grávida. Vanessa estava grávida de um bebê que era meu. Eu ia ter um bebê. Eu ia ser pai.
Eu sabia que Vanessa só tinha relações comigo e eu tinha certeza que aquele filho era meu. Um bebê agora estava dentro da barriga de Vanessa e eu não poderia abandona-la. Além de tudo, eu a amava. Durante esses dois meses em que eu passei com ela, eu soube que ela era a mulher certa para mim. Eu não podia perde-la. E agora ela estava me dando o que eu sempre quis: um filho. Um filho com a mulher que eu amo. Eu seria pai. Eu iria ser feliz. Ao lado dela e do meu bebê. Um sorriso surgiu em meu rosto. Eu já tinha por quem lutar. Eu já tinha por quem enfrentar tudo e todos quanto terminasse o casamento com Melissa. Mas agora, eu não tinha só Vanessa por quem lutar. Eu tinha um filho. E por ele eu lutaria contra quem fosse. Um riso alto se apossou de meu rosto e eu puxei Vanessa pela mão e a abracei com força.

- UM FILHO? – eu exclamei e ela me olhou confusa. – VOCÊ VAI TER UM FILHO NOSSO? EU... EU... NÃO SEI O QUE DIZER! – enchi seu rosto de beijos e ela estava paralisada.

- O que você tem, Zac?

- O QUE EU TENHO? O QUE EU TENHO É FELICIDADE. EU VOU SER PAI! NÓS VAMOS TER UM BEBÊ, NÃO É MARAVILHOSO? – beijei seus lábios e ela sorriu abraçando-me pela nuca.

- Pensei que você ia me matar. – ela disse com nossas testas juntas.

- Te matar? NUNCA! Nós teremos esse bebê, meu amor, e nos casaremos logo mais.

- Casar? – ela perguntou surpresa.

- É, casar! Vanessa, eu estou muito feliz. – eu sentia meus olhos se encherem de lágrimas e logo minhas mãos estavam na barriga dela. Meu filho estava ali dentro. – Eu... Nem sei o que dizer. – minhas lágrimas se misturaram com as dela e nós sorrimos com nossos rostos juntos.

- Eu te amo, Zachary Efron. – ela disse e eu a olhei estático. Era a primeira vez que nós nos declarávamos. Era a primeira vez que ela me dizia que me amava.

- Eu te amo, Vanessa Hudgens.
















E então eu a beijei. Beijei com todo o meu amor, tudo o que eu sentia por ela e vice-versa estavam postos naquele beijo. Eu a amava mais do que tudo. Amava Vanessa, amava o filho que ela agora carregava, a amava mais do que eu podia imaginar.

Nossas línguas se entrelaçavam com harmonia, felicidade e amor e quando eu estava levantando sua blusa para retira-la de seu corpo, a porta do consultório escancarou nos assustando e me deixando extremamente desesperado ao encarar a figura que eu menos queria ver aquela hora.

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Oi,oi gente!!! 
Aqui está o penúltimo capítulo da 2ª temporada de POS!!!
Espero que tenham gostado.
Muitas emoções estão por vir. Vocês não podem perder.
E antes que eu me esqueça..Peço encarecidamente que orem pelo Greg.
Vanessa revelou que ele está com câncer,e gente...Isso é muito triste.
Vamos fazer uma corrente de orações para que ele se recupere.
Amo vocês!!!

20 de agosto de 2015

Psychology Of Sex 2 (Capítulo 5)

- Meninos, por favor. – Vanessa se interveio quando o tal Channing ia retrucar. – Eu não quero estragar essa noite. Eu sei que a gente tinha marcado Chace , mas não deu. Desculpa. Eu conheci o Zachary e eu quero ficar com ele. – senti meus músculos se enrijecerem com a confissão dela e prestei atenção. – Mas, eu tenho uma proposta.

- Qual? – perguntamos em uníssono e eu sentia a ansiedade me corroer por dentro.

- Podemos nos divertir juntos, o que acham? – a expressão suave do rosto dela mudou completamente para uma maliciosa e eu a olhei confuso. – Eu sempre tive um fetiche secreto por um ménage à tróis.


Demorou um tempo até eu entender o que ela havia proposto e quando a realidade caiu em cima de mim, eu já me vi gritando e protestando.

- MAS É CLARO QUE NÃO! – exclamei alto e Vanessa me olhou assustada enquanto o tal Chan permanecia impassível. – Eu não vou te dividir com outro cara na cama, esquece.

- Zachary, é só uma transa!

- Não, eu não vou te dividir com outro cara. Eu não aceito. Não quero. Desiste dessa ideia! – falei enfezando cruzando os braços sobre o peito.

- Está com ciúme, Zac? – ela perguntou beijando meu pescoço de leve e soltando o ar. – Não precisa disso. É lógico que eu prefiro você. – ela passou a língua pela curvatura e eu me arrepiei. – Eu te ajudei, lembra? Ou você já esqueceu do seu pequeno problema? – merda, ela estava jogando. – E ah, eu realizei outro fetiche seu. Aquela espanhola... Acho que você se lembra de ter me visto toda melada com seu gozo depois de uma espanhola muito gostosa. – ela mordeu o lóbulo da minha orelha. – É só um ménage bobo. Não precisa tocar em Chan  se você não quiser. Apenas me come daquele jeito extremamente gostoso que você faz. Não quer me foder hoje?

A puxei violentamente pela cintura e a grudei sobre o balcão do bar.

- Eu vou fazer essa porra por você. Mas fique sabendo que eu não quero que ele apareça nunca mais na minha frente ou na sua, entendeu?

- Entendi. – ela puxou meu lábio inferior com os dentes passando a língua nele logo em seguida. – Tudo bem pra você, Chan?

- Claro, gata. – ele deu um beijo no pescoço dela e eu senti o nervoso se espalhar pelo meu corpo. Eu teria que aguentar ver outro cara foder Vanessa, mas ali eu a provaria que era o melhor. Eu que a comia do jeito que ela gostava e gozava, eu que a fazia ir para o céu antes mesmo de qualquer outra coisa, eu que a chupava como ninguém a chupou. E não é nenhum Chan que ia mudar isso. Se ela queria um ménage, ela teria. Mas eu a comeria como nunca comi outra mulher na vida, a deixaria louca por mim a ponto de se esquecer daquele palerma que estaria ocupando o meu posto. Ela iria enlouquecer e eu, mais uma vez, seria o responsável por sua loucura.

~*~*~*~*~*~*~*~*~


Eu não sabia há quanto tempo eu estava dentro daquele carro. Eu só sabia que eu estava odiando a forma como aquele idiota olhava para Vanessa e como ela aparentava estar adorando aquilo. Ele estava no banco traseiro e eu no banco do passageiro enquanto Vanessa dirigia pelas ruas movimentadas da cidade. O movimento da rua estava realmente congestionado, o que aumentava a tensão sexual instaurada dentro daquele carro. Eu queria muito transar com Vanessa, eu estava ardendo de desejo por ela, mas só de lembrar que eu teria que dividi-la com outro cara me deixava nervoso, realmente puto. O pior é que eu sabia que aquele tal de Channing queria comer ela. E o que me deixa mais nervoso é saber que ela também queria transar com ele. Não só com ele, mas com nós dois juntos.

Decidi parar de pensar no assunto e passei a observar minha psicóloga, o que era algo que sempre me deixava de bom humor. Os olhos dela estavam fixos na estrada, extremamente concentrada. O corpo dela estava ereto e chamativo e uma de suas mãos estava guiando o volante enquanto a outra estava batucando em sua coxa alguma melodia que só ela sabia, mas que eu também queria saber. De repente, sentindo o peso meu olhar, ela virou seus globos castanhos para mim e sorriu. Sorri de volta e ela tomou minhas mãos com as suas entrelaçando nossos dedos. Apertei com força o enlaço e ela suspirou.

- Vocês são namorados ou quê? – a voz grossa de Channing perguntou do banco de trás e Vanessa deu um sorriso mínimo.

- Apenas bons amantes. – meu coração acelerou com a declaração dela e eu a olhei. Ela sorriu tão ternamente em minha direção que eu apenas pude concordar, afinal, ela era realmente minha amante. A única diferença é que ela não sabia que isso era no sentido literal.

- Sei lá, vocês se olham de um jeito diferente. – virei meu rosto para Channing e ele estava com as sobrancelhas unidas em confusão. Sorri pequeno e virei para frente.

O caminho continuou silencioso e conforme eu prestava atenção em Vanessa e sua concentração com a direção do carro, eu tinha que afirmar o quanto ela era excelente motorista. Até melhor que eu. Quando finalmente pus meus olhos na rua, vi o prédio de Vanessa e logo ela adentrava a garagem estacionando o carro. Saímos do carro e logo passei meu braço em sua cintura puxando-a para perto.


- Eu sei que estou aqui de intruso, mas não quero ser excluído. – falou o idiota e eu rolei os olhos enquanto Vanessa ria.

- Não seja por isso. – ela puxou o braço do cara que também a abraçou pela cintura. Fuzilei o indivíduo com o olhar o que não passou desapercebido pela minha psicóloga. – Zachary, só por esta noite ok? Por mim. – ela disse me dando um selinho mínimo e eu apertei fazendo-o ficar mais demorado.

- Sabe de uma coisa? – sussurrei contra seus lábios. – Eu não te beijei de verdade ainda. Odeio ficar sem te beijar.

- Teremos tempo, amor. - eu entendi o sentido diferente quando ela pronunciou o apelido carinhoso. E eu gostei. Gostei muito. 


– Vamos? – ela entrelaçou nossos dedos e entrelaçou a outra mão à de Channing.

Enquanto estávamos dentro do elevador até o andar que ela morava, eu via a mão de Channing puxar a cintura dela para perto e eu ficava cada vez com mais raiva. Mas aos poucos a realidade ia caindo e eu ia aceitando que teria que transar com ela e mais um homem. Rolei os olhos e afundei meu nariz nos cabelos dela que me abraçou com um braço e com o outro abraçava o corpo de Channing.


Depois de alguns segundos, estávamos fora do elevador e ela pegava uma chave na bolsa que, até então, eu não tinha percebido que ela carregava. Abriu uma porta branca com os números 1564 gravados em prata ao alto do pequeno olho mágico e logo adentrou o imóvel nos chamando com o dedo indicador. Entramos dentro do apartamento e eu passei a analisa-lo mais afundo.

Era um apartamento extremamente chique e arrumado. As janelas eram realmente de uma cor azulada, mas ao mesmo tempo transparente e dava uma excelente vista da cidade à frente e abaixo de nós. A sala fazia uma divisa com a cozinha e a mobília era composta pelas cores dourada e prateada, algumas cores diferentes como branco, transparente e preto podiam ser reconhecidas dentro daquele aposento.

- Fiquem à vontade. Irei até o meu quarto. – deu um selinho em meus lábios e se virou para dar um selinho também em Channing. Ignorei e passei a olhar a estante branca da sala que tinham alguns livros e fotografias. A maioria das fotos estava ela e as garotas que eu conheci na boate, mas havia uma foto em que estava ela e uma garota muito parecida com ela. Ambas sorriam e era notável que o sorriso das duas era extremamente igual. Os cabelos eram do mesmo preto reluzente, apenas os olhos mudavam. Os de Vanessa eram mais claros, enquanto os da outra garota eram mais escuros.

- Tenho a impressão que são irmãs. – Channing falou atrás de mim e não evitei tomar um pequeno susto. Encarei-o com uma expressão confusa e ele sorriu torto. – Vanessa e a garota da foto.


- Já esteve aqui antes?

- Não. Mas é meio obvio quando você coloca os olhos na foto, não é?

Olhei mais uma vez e realmente elas pareciam irmãs. Mas poderiam ser primas, parentes de alguma forma. Passei meus olhos pela estante e observei os livros expostos ali. Vanessa parecia ser uma boa amante de romance policial, pois a maioria dos livros que ela tinham eram de autores como Agatha Christie e Georges Simenon. Acho que passei muito tempo ignorando Channing e vendo os livros que logo ouvi o cara bufar.

- Cadê aquela garota? Ela sumiu! – ao ouvir o que ele disse me toquei que Vanessa havia entrado no quarto há uns bons vinte minutos e não tinha saído.

- Vamos até o quarto dela. Ficar aqui sem fazer nada não vai adiantar muita coisa. – ele pareceu ponderar e então eu segui o corredor que Vanessa havia ido com Channing em meu encalço.

O corredor tinha quatro portas, o que era difícil saber qual era a porta certa. Olhei incerto para o cara que deu de ombros e logo escutei um barulho vindo da última porta.

- Ouviu isso? – perguntei e ele assentiu em silêncio mexendo a mão para que eu chegasse mais perto da porta. Engoli em seco andando em passos lentos até a última porta e ouvi o som mais nítido. Eram gemidos. – Que porra! – exclamei e abri a porta encontrando a visão que me deixou duro no exato momento.

Vanessa estava meio deitada em cima de muitos travesseiros, vestia um corpete preto que deixava seus peitos expostos e firmava uma cinta-liga e meias 7/8 rendadas. Gostosa. Eu conseguiria ir até ela arrancar a cara dela com um beijo, mas o que me deixou estático foi as pernas completamente abertas dela e a calcinha puxada para o lado, enquanto seu dedo médio estimulava seu clitóris em movimentos circulares. Passei meus olhos pelo corpo dela e ela sorriu abrindo a boca para soltar mais um gemido. Um vibrador estava ao seu lado e com uma mão ela segurava o instrumento enquanto com a outra ela apertava seu seio direito, beliscando o mamilo rosado e excitado.

- Filha de uma... – sussurrei estático e Channing deu uma risada maliciosa. Tirou o paletó que usava e o jogou em um lugar desconhecido do quarto. Observei-o caminhar até minha psicóloga e passar as mãos pelas coxas dela, apertando-as. Como um choque, acordei e me vi caminhando a passos apressados até a garota e virando o rosto dela beijando-a com saudade, raiva, desejo e o mais recente de tudo, porém o mais intenso, paixão. Mordia seus lábios enquanto ela puxava minha língua para sua boca no intuito de chupa-la. Apertei seu seio direito e ela gemeu contra meus lábios. Quando parti o beijo, vi a boca de Channing chupando seu outro seio e ela jogou a cabeça para trás. Ainda se masturbava com o dedo, mas logo vi seu dedo ser substituído pelo vibrador prata que estava ao seu lado. De repente, ela o ligou e começou a gemer descontroladamente enquanto escorregava-o pela sua vagina molhada. Dei chupões em seu pescoço, mas meus olhos acompanhavam todos os movimentos que ela fazia com o vibrador. Channing passou os beijos para o pescoço e logo beijava a boca da minha psicóloga avidamente. Eu podia ver as línguas dos dois se movendo até fora das bocas, o que me deixava enciumado, mas eu apenas relevei. 






















Ele não é melhor que eu. Sou eu que faço ela enlouquecer.

Olhei sua mão que movimentava o vibrador e quando ela estava para enfiá-lo dentro de sua vagina, eu parei sua mão. Ela partiu o beijo com Channing e me olhou confusa. Eu apenas passei minha língua por seus lábios e desci até de frente à sua vagina pingando desejo. Desatei as fivelas que prendiam a cinta com as meias e logo fui retirando a renda beijando cada parte de pele exposta a mim. Fiz o mesmo processo com a outra perna e quando terminava de tirar as meias, voltava os beijos até sua coxa e mordia levemente, chupando a pele macia. Ela gemia e eu a olhei vendo seus olhos revirarem nas órbitas. Channing beijava seu pescoço e descia de vez em quando para seus seios, aproveitando para apertar e chupar forte. Ele tentava retirar o corpete do corpo dela, mas preferia dividir sua atenção para os seios grandes dela.

Mordi sua virilha e ela arqueou as costas e murmurava baixo um “me chupe” e a única coisa que eu pude fazer, foi morder seu clitóris passando a língua levemente por ele. Estava grande e inchado, o que me deixava com mais vontade de chupa-lo. Chupei forte e ela gritou. Ouvi uma coisa ser jogada pelo quarto e vi que Channing havia tirado o corpete dela e começado a dar chupões em sua barriga. Abocanhei sua vagina por inteiro e passei a chupa-la rapidamente pincelando minha língua em cada lugar com uma velocidade que até então eu nunca tinha chupado ninguém. O gosto dela tomava conta da minha língua e eu queria somente sentir seu mel pincelar meu paladar. Cada vez que eu a chupava, mais eu a queria. Dei mais uma lambida em seu clitóris e fui passando a língua até sua entrada quente e extremamente encharcada por saliva e lubrificação.

Circulei sua entrada e logo a penetrei enfiando toda minha língua sentindo-a se contrair contra minha boca. Olhei para cima para fitar seu rosto contorcido e vi o dedo de Channing circulando seu clitóris e masturbando-a fortemente. Eu a fodia com minha língua cada vez mais e sentia o líquido dela aumentar a intensidade. Dei uma chupada forte e logo a senti arquear as costas e minha boca recebeu seu gozo de bom grado.

Chupei-a até que ela se derramasse por completo em minha boca. Levantei meu rosto encarando-a e ela estava com os olhos fechados e a respiração descompassada. Passei meus lábios por seu corpo até chegar em seus peitos, dando um selinho em cada um. Quando virei meu olhar para Channing, o mesmo estava sentado na beira da cama chupando o dedo que havia estimulado Vanessa e sua mão fazia movimentos de vai e vem em seu pau. Continuei meu caminho pelo corpo de Vanessa até alcançar seus lábios e beijá-la. Beijei-a com toda a vontade que eu sentia de rasga-la ao meio. Ela explorava minha boca com sua língua no intuito de conseguir mais e mais do gosto de seu gozo e eu apenas a retribuía, mostrando o quanto era bom ter o seu gosto em minha boca. Com um grunhido, ela me empurrou com força e eu caí na cama fitando-a confuso. Ela estava com raiva? Queria desistir?

Mordeu o lábio inferior fortemente e puxou Channing pela gola da camisa social levantando-a rapidamente, expondo o corpo de mauricinho que ele tinha. Passou as unhas sobre as curvas do abdômen do outro e ele fechou os olhos, suspirando baixo. Fitei aquela cena com raiva, sentindo o ciúme tomar conta das minhas veias, possivelmente se misturando com meu sangue e antes que eu pudesse fazer alguma coisa, senti duas mãos nervosas arrancarem minha camisa, fazendo botões voarem para todos os lados e uma boca desesperada beijar meu peitoral até meu baixo ventre.
- Filho da puta, vai se ver comigo agora. – ela sussurrou e eu estremeci sentindo meu pau ficar ainda mais duro. Ela puxou Channing pelo cós da calça enquanto beijava-o com violência e com uma mão desabotoava minha calça jeans e massageava meu pau preso pela boxer preta. Joguei a cabeça para trás e gemi baixo enquanto ela fazia movimentos delongados sobre meu pênis.

- Mais rápido, doutora. – pedi ainda de olhos fechados e ouvi o estalo de beijo, o que me indicava que ela havia parado de beijar o idiota Channing. Ela deu um riso maldoso e logo ouvi um zíper ser aberto e um gemido involuntário escapar pelos lábios vermelhos do cara. Abri os olhos e encontrei ela massageando o pau do cara e ele morder os lábios enquanto acariciava os cabelos brilhosos de minha psicóloga.

- Fiquem de joelhos. – ordenou e prontamente nos ajoelhamos um de cada lado dela e com uma habilidade invejável, colocou ambos os pênis para fora e começou a masturbar. Masturbava tão rápido que minhas pernas tremiam, o que me fez ficar incomodado com a calça. Tirei sua mão de meu pau por um segundo para ficar completamente nu em sua frente e logo ela voltou a me masturbar. Channing estava tão absorto no prazer que estava sentindo que nem ao menos se ligou com a calça que ainda estava em seu corpo.

Ainda sem parar de nos masturbar, ela abaixou o corpo e inclinou a cabeça, passando a língua em minha glande e chupando-a em seguida. Gemi alto ao sentir sua boca quente e deliciosa de encontro com meu pau e ela o sugou até a metade, voltando até a ponta dando uma leve mordida. Obscenidades se passavam pela minha cabeça, mas não conseguia pronunciar nenhuma. Apenas sentir a sensação de seus lábios me chupando, me dando prazer. De repente, sua boca saiu de meu pau e eu abri os olhos com um desespero visível. Logo vi sua cabeça se movimentar até o pau de Channing e um gemido sofrido sair por entre os lábios do cara. Sua mão em meu pau ainda se movimentava, mas sua atenção estava em outra coisa que não era eu. 

Sua cabeça se movia em direção ao quadril de Channing e ele gemia tão alto que eu começava a sentir raiva.

- Vai, chupa tudo. Eu sei que você gosta de chupar um pau. – ele dizia e eu via a cabeça de Vanessa se movimentar mais rápido em direção ao quadril dele, o que indicava que o cara já estava começando a foder sua boca. Quando ele estava quase para empurrar a cabeça dela em direção ao seu pênis, ela o largou e voltou para mim, segurando o meu fortemente pela base e começando a chupar loucamente.

Gemi alto ao sentir sua língua enrolar-se ao redor de meu pau e meus olhos ficaram entreabertos enquanto eu sentia as sucções aumentarem cada vez mais. Olhei de relance para Channing, que ainda tinha o pênis sendo masturbado por ela, era obvio o prazer que ele sentia, mas também era mais que obvio o quanto ele estava nervoso por Vanessa ter o trocado justamente quando ele mais queria que ela o chupasse. Percebi o olhar de censura que ele me lançou e ali eu pude ver: ele queria me provocar. Ele tinha o intuito de deixar Vanessa louca por ele e só por ele. Mas é claro que nesse jogo, eu também sabia jogar. E ela era a minha garota. A garota por quem eu estava apaixonado. A garota por quem eu estava disposto a jogar tudo o que tinha para os ares. A garota que eu estava disposto a amar de verdade. Ele não ia estragar nada com apenas um ménage idiota. Eu sabia que Vanessa também gostava de mim e isso só me deixava mais seguro. Eu era o melhor, não era?

Ela continuava me chupando forte e eu passei a segurar sua cabeça e comecei a lentamente enfiar meu pau por completo em sua boca. No início fui com calma para ela conseguir relaxar a garganta, mas depois fui aumentando gradativamente a velocidade e logo estava fodendo sua boca. Channing continuava sendo masturbado, mas também aproveitava para dar tapas fortes na bunda de Vanessa e apertava a pele farta de suas nádegas. Eu já estava começando a sentir o formigamento em minha espinha, que anunciava a chegada de um orgasmo intenso, mas antes que eu pudesse exclamar um gemido de rendição ao prazer, ela parou de me chupar e logo sua boca estava chupando Channing mais uma vez. Senti vontade de gritar, chutar, espernear. Como assim ela para de me chupar justamente na hora que eu mais precisava que ela chupasse? Eu estava para gozar, porra!

Ela chupava Channing com a mesma força que me chupava e logo o cara estava enfiando o pau todo na boca dela e ela engolia como nunca. Sua mão que me masturbava deu um leve aperto em minha glande e eu senti que ia explodir. Channing também estava quase em seu limite, pois seus músculos estavam saltados e suas veias expostas.

- Vou gozar, Nessa... – ele avisou e ela parou de chupa-lo rapidamente, voltando para chupar meu pau. Mordi o lábio ao senti-la me engolir por inteiro e logo a queimação parou em minha virilha.

- Nessa... – avisei e ela parou de me chupar ficando, agora, com a coluna ereta e erguendo o rosto para cima, suspirando pesadamente. Seus lábios estavam vermelhos e entreabertos enquanto suas mãos nos masturbava habilidosamente. Logo a queimação que estava em minha virilha tomou conta de meu pau e saiu para fora em jatos de esperma quente e tomaram conta dos peitos da minha psicóloga, assim que percebi que Channing também estava gozando e seu esperma escorria do pescoço até os peitos de Vanessa. Ela sorriu alto enquanto recebia nosso prazer em seu corpo e suas mãos também estavam sujas de sêmen.

Deu uma chupada na glande de Channing passando a língua nos lábios depois que sentiu o gosto dele em sua língua e depois veio para o meu pau circulando meu freio com sua língua e dando chupadas frequentes me fazendo quase endurecer novamente.

Me puxou para um beijo ardente e eu engolia sua boca imaginando as obscenidades que eu queria fazer com aquele corpo, com aquela boceta. Eu queria rasga-la com meu cacete, queria que ela visse que era eu quem a deixava louca. Ela cortou o beijo puxando minha língua com a sua e logo passou a beijar Channing com a mesma força que havia me beijado.

Passei a beijar seu pescoço de um lado enquanto Channing beijava do outro. Apertei seu peito e passei minha mão de sua barriga até sua vagina, acariciando-a com meus dedos. Ela suspirou alto e logo comecei a masturba-la com meu dedo médio e Channing roçava os lábios em seu mamilo rosado. Passei a me dedicar à sua vagina e comecei a estimula-la com mais força, sentindo-a ficar ainda mais molhada. Esfreguei meus dedos em seus lábios vaginais e logo os abri procurando sua entrada e roçando meu dedo ali. Ela suspirou e logo enfiei meu dedo ali sentindo-a aperta-lo com seus músculos.

- Porra, você é muito apertada, doutora. – falei sentindo-me ficar duro enquanto enfiava outro dedo dentro da vagina apertadinha dela. – Gostosa. Engole tudo com essa boceta gostosa. – falava em seu ouvido enquanto enfiava meus dedos até o limite dentro dela. Ela gemeu alto e jogou uma lufada de ar em meu ouvido.

- Deixa ele te foder com os dedos, deixa. – Channing sussurrou no ouvido dela e ela mordeu o lábio inferior logo passando a língua por eles. Meti outro dedo dela e senti que sua vagina estava ficando realmente apertada. Olhei para Channing que sorriu maliciosamente. Era hora de pegar aquela médica de jeito.

Tirei meus dedos de dentro dela e deitei sobre a cama, puxando seu corpo para o meu. Ela me deu um beijo e logo senti meu pau ser segurado e logo entrar em seu corpo quente e extremamente apertado. Fechei meus olhos fortemente e ela abriu a boca em um gemido longo enquanto meu pau era engolido por sua vagina apertada. Ao entrar por completo, ela apenas ficou parada acostumando-se com meu tamanho em seu corpo e logo começou a subir e descer em meu colo. Segurei em sua cintura soltando o ar pesadamente enquanto ela apertava seus peitos enquanto quicava em meu colo. Channing segurava seus peitos apertando-os e dando beijos em seu pescoço e ela fechava os olhos enquanto abraçava a nuca do cara com uma mão. Beijava a boca do indivíduo e logo a mão dele passeou por sua barriga até encontrar seu clitóris e espreme-lo.

- Zachary está te fodendo gostoso? – ela sorriu e olhou em minha direção, assentindo, mordendo o lábio inferior depois, mas logo fechava os olhos enquanto eu dava trancos fortes na penetração em sua vagina. – Eu quero muito te comer aqui. – ele disse batendo a bunda dela e eu endireitei meu corpo ficando sentado na cama. Olhei enfezado para o cara que apenas sorriu. – Calma, ciumento. A garota é sua, apenas estamos realizando um fetiche. – ele piscou para mim e eu rolei os olhos. Afundei meu rosto na fenda de seus seios e ela abraçou minha nuca ainda quicando em meu colo. Senti meu pau ficar encharcado.

- Vai logo. Ela está para gozar. – avisei contra os peitos dela e ela sorriu direcionando sua boca ao meu ouvido.

- Obrigada. – ela sussurrou e logo me deu um selinho demorado. Sorri e olhei seus olhos. Ela me olhava com os olhos brilhantes e ali eu pude ver algo que eu nunca havia visto em seus olhos. Ela realmente gostava de mim. – Gaveta, Dan. – ela disse e logo fechou os olhos movendo-se com mais delicadeza sobre meu pau.

Logo Channing estava com um pote de lubrificante em suas mãos e pegava boa quantidade enquanto procurava a outra entrada de Vanessa e melava com o produto. Ele passou boa quantidade em seu pau e logo se posicionou atrás de minha psicóloga. Ela olhou para mim com os lábios presos entre os dentes e a expressão nervosa. – Me beija? – perguntou e eu não respondi nada, apenas capturei seus lábios com os meus e comecei um beijo devagar, mas que aos poucos foi ficando rápido. Ela parou de se mover contra meu pênis e logo a sentir soltar um gemido dolorido e abri meus olhos vendo Channing enfiando o pênis nela por trás. Ela tinha os olhos fechados e os lábios presos entre os dentes, tão presos que eu podia vê-los esbranquiçados.

- Calma, Nessa. Só mais um pouco. – Channing falou e eu sentia Vanessa tensa em meus braços, mas logo que ouvi um gemido escapar dos lábios do cara, soube que ele havia enfiado tudo. Beijei cada pálpebra de Vanessa e dei um selinho demorado em seus lábios. Ela sorriu e logo abraçou minha nuca me fazendo deitar sobre os travesseiros e logo ela começou a se mover sobre mim.

Quando Channing deu a primeira estocada, ela arqueou as costas e gemeu alto contra meus lábios e logo passou a subir e descer em meu pênis com um pouco mais de agilidade. Channing a pegava por trás com calma, até que ela se acostumasse e deixasse que nós a fodesse do jeito mais prazeroso.
Depois de poucos minutos, Vanessa movia-se rapidamente em cima de mim e Channing a fodia por trás rapidamente, o que originava o som do encontro de nossos sexos. Eu revezava minhas mãos entre os peitos, a cintura e o clitóris de Vanessa, era difícil decidir um só, enquanto Channing apertava suas nádegas com força e dava alguns tapas fortes que a fazia gemer mais alto.

Os nossos gemidos tomavam conta do quarto e logo senti um arrepio forte em minha espinha e senti Vanessa apertar meu pau com seus músculos internos.

- Porra, está me apertando! – Channing exclamou jogando a cabeça para trás e eu apenas gemia enquanto sentia Vanessa me apertar mais ainda. – Está me enlouquecendo, Hudgens!

Ela sorriu e logo senti meu pau ficar mais molhado e soube que ela havia gozado. Não aguentando mais segurar o meu prazer, deixei que meu gozo viesse em jatos fortes para dentro de seu corpo delicioso. Logo ouvi Channing urrar e soube que ele havia gozado. Vanessa passava a língua sobre os lábios e tinha a respiração descompassada, assim com a minha e a de Channing.

Deitei minha cabeça com força sobre os travesseiros com um sorriso no rosto. Foi uma experiência e tanto. Senti muito ciúme sim, Channing estava me provocando sim, mas o melhor foi que eu vi que Vanessa realmente gostava de mim e não se abalou mesmo tendo outro homem ao seu lado a desejando. Para ela, era somente eu que importava de verdade. Senti seu corpo cair sobre o meu e a abracei forte, beijando seu ombro enquanto ela escondia o rosto em meu pescoço. Channing estava jogado em algum lugar da cama e logo ouvi seu riso tomar conta do silêncio do local.

- Nunca que eu imaginava que um ménage era bom assim. – ele disse com a voz cansada e eu sorri, concordando. Vanessa permaneceu quieta em cima de mim.

- Concordo.

Channing levantou-se e fitou Vanessa em meu peito e sorriu alto.

- Sério que ela dormiu? – olhei para Vanessa e vi seus olhos fechados enquanto sua respiração estava se acalmando. Cutuquei-a, mas ela nem se moveu. Olhei para Channing e sorrimos alto.
- Parece que sim. Fraca. – balancei a cabeça negativamente e logo o cara levantou-se vestindo sua boxer em seguida.

- Você gosta dela, não é? – fiquei surpreso com a pergunta e olhei para ele confuso. Ele sorriu balançando a cabeça e logo me olhou. – Ela é apaixonante mesmo. Quase caí de amores por ela. - olhei-o com mais confusão e ele sorriu alto. -–Calma, cara. Eu disse quase.

- Por que está me falando isso?

- Pensa que eu não vi o seu ciúme? Desde a boate, você parecia querer arrancar minha cara.

Sorri nervoso e acariciei os cabelos de Vanessa sentindo sua respiração calma bater em meu pescoço.

- Desculpa, eu...

- Eu sei. Pensou que eu queria rouba-la de você. – ele riu. – Por um momento eu pensei em fazer isso, mas depois que vi a maneira como ela te olhou... Eu desisti na hora. – mordi o lábio inferior e um sorriso involuntário tomou conta de meus lábios. – Ela gosta de você, cara. Se eu fosse você, eu não pensaria duas vezes antes de pedi-la em namoro. – ele piscou o olho e ao olhar o relógio perto do criado mudo arregalou os olhos. – Preciso ir. Está tarde. Mande um beijo para Vanessa, sem ressentimentos – ele disse levantando as mãos em forma de rendição e eu apenas sorri. – Cuide dela, Zachary. Nos vemos por aí. – ele disse enquanto afivelava seu cinto e saía do quarto me dando um aceno que eu apenas respondi com um balancear de cabeça.

Suspirei alto olhando para o teto do quarto.

Vanessa gostava de mim.

Então ela realmente gostava de mim.

Abracei seu corpo nu mais junto ao meu e sussurrei contra seus cabelos, ciente de que ela não iria ouvir, mas ciente de que era tudo o que eu queria dizer naquele momento.

- Acho que estou amando você.

Como se tivesse ouvido, ela me abraçou forte e sua respiração agora batia em meu ouvido.
Eu ficaria aquela noite com ela ali. Era tudo o que eu queria. Foda-se a Melissa. Eu estava com a mulher que eu queria estar e não gostaria de estar em qualquer outro lugar. Ali era meu lugar. Nos braços da minha psicóloga. Da minha Vanessa.


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Oi meninas!!!Estava louca de saudades de vocês. 
Me perdoem por ter demorado a postar,
mas para compensar aqui está um mega capítulo para vocês. 
Espero que tenham gostado!!!
Logo abaixo segue o link da fanfic da Justaboring Day. 
A história mal começou e eu já estou amando. 
Acompanhem também, vocês vão amar.