28 de julho de 2015

Psychology Of Sex (Capítulo 2)

- Área de Psicologia do St. Tomlin Hospital, boa tarde? – a voz da telefonista ecoou e eu suspirei antes de responder.

- Boa tarde moça, eu gostaria de marcar uma consulta com o psicólogo do consultório 103 no 10º andar.

- Certo. Deixe-me olhar a agenda, um minuto. – resmunguei algo em resposta e esperei. Eu não acredito que estava fazendo aquela loucura. Ir num psicólogo para ele me ajudar a resolver meu problema com sexo? Segurei o riso de sarcasmo que queria vir e balancei a cabeça negativamente. Eu achava muito bom que essa consulta rendesse algo bom, senão Chris ia se arrepender. – Senhor?

- Oi, estou aqui. – respondi balançando a cabeça levando embora o pensamento de mim socando Chris caso algo desse errado.

- Temos um horário para segunda-feira. Mas o único horário disponível é as 17h00, tudo bem?

- Tudo sim. É o último horário?

- Isso mesmo.

- Certo, estarei aí. Obrigada. – a moça agradeceu e eu desliguei a ligação. Se eu estava tão amedrontado com essa consulta, por que eu sentia que ela ia ser a melhor coisa que acontecerá na minha vida?

*~*~*~*~*~*~*~*~*

Segunda chegou rápido demais. Melissa havia respeitado meu espaço e não questionou sobre o problema sexual e nem tentou nada comigo. Olhar para ela não é a mesma coisa do que era antes. Talvez de tanto os caras falarem mal dela, eu estivesse começando a enxerga-la com outros olhos. O que não deveria estar acontecendo. Domingo à noite me peguei observando-a e vendo que ela não era aquela mulher fatal que eu desejava ter todo dia na minha cama. E esse pensamento me levou ao meu sentimento por Melissa.

Será que eu me precipitei quando casei com ela? Mas como pude me enganar esse tempo todo que namorei e que casei com ela? Talvez eu a amasse e esse amor não fosse mais o mesmo, tivesse se esfriando. Ou era um gostar muito forte que eu esteja confundindo durante todo esse tempo com amor. Sentia falta dos tempos em que eu era solteiro e conhecia várias mulheres diferentes com experiências diferentes. Sentia falta de ser o que eu era. A vida de casado me privou de várias coisas que antigamente eu estava disposto a me privar. Mas ao contrário disso, eu estava me cansando. Talvez seja por isso que eu não esteja sentindo mais nada com ela. Porém, eu não queria terminar o casamento. Eu sei que Melissa gostava realmente de mim, e terminar o casamento com a justificativa de “Desculpa Mel, mas eu não te amo mais” a machucaria e muito. E por mais que eu possa não estar amando-a como uma mulher, gosto de Mel como uma amiga. Não queria magoá-la.

Mas por que a vontade de traí-la sempre estava presente?

Mel tinha saído cedo para trabalhar e eu tirei o dia para me preparar psicologicamente para conversar com um homem sobre a minha vida sexual.

Se bem que era o trabalho dele escutar qualquer tipo de problema dos pacientes. Ele que escolheu assim, então a culpa não é minha. Ao contrário do fim de semana que passou rápido, as horas estavam lentas demais e eu me sentia apreensivo. A insegurança por estar indo à um psicólogo homem e contar meus problemas sexuais e ao mesmo tempo a sensação de que ia ser um dos acontecimentos que iriam marcar minha vida. Talvez eu esteja louco.

É, eu estou louco. Falta de sexo provavelmente esteja afetando minha parte lúcida.

Mas isso não importa.

O que importa é que eu tenho uma hora e trinta minutos para estar no Hospital St. Tomlin. Tomei um banho gelado e rápido logo procurando uma calça jeans escura e uma boxer vermelha. Quanto à camisa, optei por uma regata discreta branca que era meio justa ao meu corpo, graças aos músculos que eu ganhei ao longo dos anos. Me lembro que usava essa regata aos meus 22 anos e nem era tão encorpado como hoje em dia.

Peguei as chaves do carro, carteira e saí em rumo ao hospital. Bagunçava os cabelos de vez em quando me olhando no retrovisor do carro e me perguntava mentalmente o porquê de estar me arrumando dessa forma e me sentindo melhor do que em qualquer outro dia. Continuei dirigindo até avistar um prédio grande, que mesmo somente com dez andares, era bem alto. O nome St. Tomlin Hospital era de grande destaque no portão principal. Desci com o carro até o estacionamento coberto do hospital e deixei o carro com o manobrista. Entrei no elevador que levava à recepção e com orientação do manobrista, segui meu caminho.
Senti o olhar de todos que estavam ali sobre mim, inclusive o olhar feminino e sorri com isso. Preciso dizer que Melissa estava fora dos meus pensamentos naquele momento? Olhei a recepcionista loira que estava fazendo algo no computador distraidamente que nem notou minha presença quando cheguei.

- Ahn, com licença... – falei olhando a garota que voltou seu olhar para mim e sorriu tomando uma mecha dos cabelos nos dedos e enrolando-o. Sorri galanteador e baguncei os cabelos novamente.

- Pois não? – ela respondeu mordendo a ponta da caneta.

- Vim para uma consulta. Estou quinze minutos adiantado, mas acho que isso não é problema. – sorri piscando o olho para a loira que sorriu em resposta. - Claro que não. Posso saber o andar e o consultório, por favor?

- Sim, é... – busquei o cartão do doutor Crowley no bolso e li novamente. – Consultório 103, 10º andar.

De uma hora para a outra, o sorriso da moça murchou e ela me olhou enfezada. Guardei o cartão no bolso olhando-a estranho enquanto ela pegava o telefone e interfonava para quem quer que fosse. A garota digitou os números no telefone com raiva e eu dei de ombros confuso. Por que essa repentina falta de humor?

- Seu nome, por favor? – ela perguntou séria tirando o telefone do ouvido e eu respondi à altura.

- Zachary Efron.

- Um momento. – ela colocou o telefone novamente na orelha e esperou alguns segundos até pronunciar-se novamente. – Zachary Efron está aqui para a consulta. – ela esperou um momento. – Zachary Efron. – ela repetiu nervosa e depois de mais alguns segundos desligou o telefone virando-se para mim. – Pode subir. – ela respondeu triste e voltou a mexer no computador.

Assenti e saí em rumo ao elevador sem agradecê-la. A repentina mudança de humor dela me deixou contrariado e então o real motivo de eu estar ali veio em minha mente. Melissa. Fitei a aliança cravada em meu dedo esquerdo e pedi aos céus para que a moça da recepção não tivesse percebido isso. Ou talvez percebeu... Pela súbita mudança de humor. De qualquer jeito, não iria acontecer de novo.

O elevador parou no décimo andar e logo que saí dei de cara com um balcão enorme e uma senhora ali sentada escrevendo algo. Olhei para a mesma resmungando algo para chamar a atenção da mulher. Ela sorriu para mim e parou o que estava fazendo.

- Pois não, querido? – perguntou amigavelmente e, não me julguem, mas ela me lembrou a minha avó. Algo muito maternal, não sei direito. Mas a lembrança foi bem forte.

- Eu vim me consultar com o psicólogo do 103, Dr. Robert Crowley certo? - Dr. Robert Crowley?

- Isso. Foi indicação de um amigo meu.

- Desculpe, filho, mas o doutor Crowley se aposentou há duas semanas. Quem está no lugar dele agora é a doutora Vanessa Hudgens.

Tudo bem. QUÊ?

- Doutora Vanessa Hudgens? Mas... Mas meu amigo falou que era o doutor Crowley... – falei desesperado tirando o cartão do bolso e mostrando para a senhora à minha frente.

- Então querido, mas o doutor Crowley se aposentou e quem é a médica agora é a doutora Hudgens.

- Talvez eu deva procurar outro médico...

- Por quê? Já foi atendido pela Hudgens e não gostou? Pelo que eu sei, ela é uma médica excelente, assim como o doutor Crowley.

- Ela é boa mesmo? Quero dizer, boa para escutar qualquer tipo de coisa que a gente precise conversar? – perguntei mordendo o lábio inferior em insegurança.

- Creio que sim, é o trabalho dela não é mesmo? – ela sorriu amigavelmente novamente e saiu de trás do balcão – Venha, eu te levo até a sala. Ela é uma garota adorável. É da sua idade.

Uma garota adorável.
Da minha idade.
Escuta qualquer tipo de coisa.

E o meu controle, onde fica?

Olhei aquela porta branca com os números 103 gravados em dourado e senti meu coração acelerar. Não era uma mulher que eu estava esperando ali, não era uma mulher que Chris havia me indicado e não era pra uma mulher que eu queria contar meu problema sexual. Eu tinha me preparado psicologicamente para contar isso à um homem e querendo ou não, o doutor Crowley é um HOMEM. Ele ia saber justamente o que eu precisaria para voltar a ser o que eu era. Mas uma garota adorável e da minha idade não era a mesma coisa.
As mãos enrugadas da senhora batendo à porta me despertaram de meu transe e eu arregalei os olhos.

- Entre. – uma voz doce e suave falou do lado de dentro do consultório e eu estremeci. Voltei à estaca zero.

- Boa sorte, querido. – a senhora deu dois tapinhas nas minhas costas e saiu em rumo ao balcão.
Não, vovó. Volta aqui, vó. Volta aqui. Eu preciso de você. Não me deixa sozinho com a doutora Hudgens. Eu estou em abstinência sexual e uma garota adorável e da minha idade não vai me ajudar a ser fiel à minha esposa. Volta aqui. Vi que minha avó por cinco minutos não iria voltar e tomei coragem e abri a porta.

Encontrando o consultório totalmente vazio. Estranhei e olhei ao redor procurando alguma doutora e não encontrei nada. Apenas um consultório muito bem arrumado no típico modelo feminino e organizado. Havia um corredor do lado direito que estava escuro, era iluminado apenas com a claridade da janela de onde eu estava. O divã branco ficava no meio da sala e a grande mesa da doutora mais para perto da janela.

- Ahn? Com licença? Doutora? – perguntei me sentindo um idiota. E se eu estivesse falando sozinho?

Eu devia ter me preparado psicologicamente para encontrar uma mulher daquelas.

- Oh desculpe, Sr. Efron. Eu realmente pensei que você iria chegar mais tarde. – a voz doce falou e eu me virei para o lado do corredor onde uma garota estava me olhando com um sorriso largo. Olhei aquela garota e senti um fogo dentro de mim que eu não conseguiria explicar. Aquela mulher era a mulher fatal que eu estava procurando e não encontrei. E me enganei ao pensar que Melissa era essa tal mulher. Afinal de contas, quem é Melissa mesmo? Quem é Melissa e casamento quando eu estou na frente de uma garota alta, de corpo cheio de curvas, jaleco justo e apertado ao busto que realçava seus seios grandes e fartos enquanto uma calça branca apertava suas coxas me fazendo tremer inteiro e sentir as mãos trêmulas? Abri minha boca ao fitar o corpo daquela beleza e antes que eu me recuperasse de meu estado de puro transe, ela andou até a mesa sentando-se em sua cadeira e me chamando com o dedo para que eu sentasse na cadeira de frente a ela. Obedeci roboticamente e sentei-me ainda fitando seus seios que de tão apertados pelo jaleco ou sei lá pelo que, faziam uma fenda mostrando o quão grande eles eram.

- Sr. Zachary Efron, certo? – ela perguntou olhando-me por baixo dos óculos de aros quadrados com aqueles olhos castanhos intensos e sorrindo amigavelmente. Os cabelos dela estavam presos por com coque enquanto sua franja caía sobre seus olhos deixando-a ainda mais sensual e fazendo algo se acender por entre as minhas pernas.
Problema resolvido?

- Ham... Certo. – falei limpando a garganta e escondendo minhas mãos embaixo da mesa.
- Prazer, sou a Dra. Vanessa Hudgens e... Parece assustado em saber que a médica sou eu. – ela disse me fitando atentamente e eu sorri bagunçando os cabelos. O olhar dela acompanhou minha mão que bagunçava os fios castanhos claros e logo postei o dedo indicador sobre a testa analisando-a com meu olhar invasivo.

- Na verdade doutora, eu estava esperando me consultar com o doutor Crowley. Foi uma indicação de um amigo meu e só fiquei sabendo hoje que ele se aposentou. – falei despreocupadamente sentando despojado na cadeira e olhando-a atentamente. – É obvio que me surpreendeu entrar aqui e encontrar uma mulher ao invés de um velho que estava para se aposentar, não é mesmo?

Ela sorriu mostrando os dentes perfeitamente brancos e alinhados e me olhou com interesse.

- Claro. Porém, estou acostumada com isso. Nesses últimos dias é o que mais acontece aqui. Pessoas entram aqui esperando se consultar com o doutor Crowley e acabam tendo que se consultar com uma doutora com menos experiência quanto aos anos na área. Mas acho que isso não é um problema para você, certo?

- Correto, doutora. – respondi sorrindo mais galanteador possível e vi que surtiu efeito, pois o sorriso dela não foi um sorriso normal e sim um sensual. - O que te traz aqui, Sr. Efron?

- Zac, doutora. Apenas Zac, por favor. – falei piscando o olho e ela ergueu uma sobrancelha para mim dando um risinho.

- Certo Zac. O que te traz aqui?

- Olha, eu não me sinto bem falando disso com você, mas eu irei falar. Afinal, vim aqui para isso e quanto menos tempo eu levar para resolver isso, melhor.

- Então pode começar, sou toda ouvidos. – ela respondeu colocando as mãos entrelaçadas sobre a mesa e me fitando com atenção. O ar profissional daquela doutora estava me deixando louco. E será que ela tem ideia que se esticar desse jeito faz com que os seios dela fiquem ainda maiores e mais visíveis? Bem, eu que não iria avisa-la sobre isso.

- Eu estou... Com problemas. – falei olhando-a sugestivamente esperando que ela adivinhasse. Coisa que não iria acontecer, então conclui a frase tomando toda a coragem suficiente. – Com sexo.

Ela levantou as duas sobrancelhas em compreensão e passou os olhos por todo o meu rosto.
- Sexo, é? E como é esse problema?

- Simplesmente não consigo mais transar porque não me excito o suficiente para isso. – falei olhando-a entediado. Esse não era o Zachary Efron de verdade. Esse era o cara vulnerável que eu passei a ser desde o momento em que eu não consegui mais me excitar a ponto de fazer meu pau levantar.

- Entendi. Você é casado, tem alguma namorada ou é o tipo de cara que vive sem compromisso?



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E então amores?! O que vocês estão achando da fic??? 
Será que o Zac dirá à Vanessa que é casado??? 
Confiram no próximo capítulo e saberão. 
5 comentários e eu posto outro capítulo amanhã de manhã. Beijos *-* 
#orempeloGreg

6 comentários:

  1. PESSOAS COMENTEM PORQUE EU PRECISO LER UM CAPITULO NOVO DESSA FANFIC! Rafaaaaaaaaa amei, amei, amei!! Acho que o Zac não vai dizer so pra poder ficar com ela, embora ele esteja de aliança né... Haaaaaa continua pelo amor!! Bjoo ❤️

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  2. Genteeeee o Zac já todo bobo pela Vane.rsrs amei o capitulo e to ansiosa pelo próximo. Posta maissss

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  3. ótima fic está de parabéns...ansiosa pelo próximo capitulo!!!!

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  4. Vish será que o Zac vai falar a verdade? Ansiosa para o proximo cap. xoxo

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  5. Gente eu ri demais do pensamento da Zac "chamando a " avó " Hahaha
    Como é que vc me para ai hein!?
    E eu acho q ele tem q conta a verdade pra já não tenta iniciar as coisas mentindo e no futuro se for pegar ela não fica mentindo...
    Posta mais, amei o capítulo!!
    Xoxo

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