27 de julho de 2015

Psychology Of Sex (Capítulo 1)

As mãos dela caminhavam apressadas pelo meu corpo e eu beijava seu pescoço desesperadamente procurando a excitação que torturantemente não vinha. Grunhi irritado levando minha mão às suas coxas enquanto a mulher aos meus braços gemia tentando, inutilmente, fazer com que eu ficasse “animado” o suficiente para consumar o sexo. Apertei suas coxas sentindo-as grossas em minhas mãos e logo senti a mão pequena ir de encontro ao meu pênis começando a me masturbar. Por incrível que pareça, não senti nada.

Meu desejo não estava sendo o suficiente para fazer sexo com minha esposa. Suspirei e afastei sua mão de meu pênis balançando a cabeça negativamente.

- Desculpa Mel... Eu não consigo. – falei levantando da cama e procurando minha boxer pelo quarto pouco iluminado

- O que está acontecendo, Zac? Ultimamente você não tem conseguido transar mais. Sempre broxa. – ela aumentou a voz uma oitava à mais e colocou as mãos sobre a cama. Me fitava como se eu tivesse com algum problema e precisasse de Viagra.

- Pode parar de falar que eu sempre broxo? Isso não é uma coisa que um homem como eu gostaria de ouvir. – falei enfezado e abotoei minha calça passando os olhos pelo quarto à procura de uma camisa.
- Desculpa Zachary, mas é estranho. Justamente quando o homem em questão é você. Compre algum remédio ou sei lá o quê, mas tenta resolver isso.

- Eu vou resolver esse problema Melissa, e pode acreditar, não preciso tomar remédio nenhum. – falei abotoando minha camisa xadrez e procurando minha carteira em cima do criado mudo. Melissa ainda estava nua sobre a cama olhando cada movimento meu com a sobrancelha arqueada.

- Vai onde? Pensei que iríamos passar o dia juntos, como fazemos todo sábado.

- Desculpa Mel. Eu realmente preciso encontrar os caras para resolver o assunto do novo CD. É bem provável que essa semana eu esteja cheio de trabalho. – dei um selinho nela e saí do quarto sem esperar ela falar algo.

E essa foi a minha terceira fatídica tentativa de transar com a minha esposa.

Sinceramente? Não sei o que está acontecendo comigo.

Sou Zachary Efron, 28 anos, músico desde os 20 e experiente quando o assunto é sexo. Casei-me com 26 anos e posso afirmar que Melissa é excelente na cama. O que anda acontecendo é que estou me enjoando da minha esposa. O sexo que antes era tão selvagem hoje caiu na rotina, tudo que era tão bom e dava vontade de querer mais se transformou numa verdadeira encheção de saco. Posso culpar a minha vida de anos trocando de mulher cada noite, mas também não posso negar que o porte de Melissa não é o que eu procurava para casar e transar sem cansar. Para falar a verdade sem rodeios: Eu não sinto mais prazer com Melissa. Apenas.
Porém, mesmo não sentindo prazer com ela, ou como ela diz, broxando toda vez que a gente tenta transar, eu não queria terminar meu casamento por isso. Querendo ou não, ainda gosto dela a ponto de aguentar essa barra (o que é bem difícil pra quem transava quase todos os dias). Mas a vontade de traí-la pelo menos por uma noite pesava em minha mente. Eu precisava me libertar disso.

Casei na intenção de ser fiel à minha esposa, mas como está difícil e eu estou entrando em abstinência sexual por quase dois meses sem sexo de verdade, eu precisava conversar com alguém. Pode até parecer gay, mas eu preciso conversar com Chris. Ele sim vai me entender e me dar os conselhos que eu preciso.

O problema é que ele é tão ou mais galinha que eu. Não vale nada.
Mas eu queria o quê? Não pensei duas vezes e entrei no carro dirigindo até a casa de Chris na intenção de que ele pudesse me ajudar. Alex e Chace eram um caso a parte. Se eu contasse que eu estava tendo problemas com minha esposa na cama, eles com certeza riram de mim até a morte e ainda espalhariam para o mundo que eu, ultimamente, estava broxando. Não preciso disso.

Estacionei em frente a casa de Chris repassando um discurso em minha mente. Teria que escolher as palavras porque Chris também iria rir de mim até mais do que os outros dois. Suspirei e saí do carro apreensivo sobre o assunto. Nunca tinha acontecido isso comigo e estou meio que assustado. Bati na porta de Chris duas vezes e esperei ouvir os passos lentos que ele daria até chegar à porta. E não teve outra. A lentidão de Chris às vezes me surpreende. Ouvi a chave destrancar a porta e eu dar de cara com um Chris completamente inchado.

Arregalei os olhos e segurei o riso. Ele nunca aprendia a maneirar na bebida.

- Tá mal, hein, cara! – falei olhando-o segurando o riso. Ele me fitou com os olhos semicerrados e rolou os olhos pronto para bater a porta em minha cara. – Hey, espera aí! Preciso da sua ajuda.

- Estou em condições de ajudar alguém? – ele apontou para o rosto inchado de ressaca e eu olhei para o chão. Será que ele ficaria muito bravo com o que eu queria falar com ele? Bom, foda-se. Não vim aqui a toa.

- Não, mas eu vou arriscar. Eu estou com um puta problema e você pode muito bem me ajudar. Posso entrar? – ele abriu espaço para que eu entrasse e logo entrei sentando no sofá esperando-o sentar também.
Olhei para o rosto dele mais uma vez e tomei coragem para soltar as palavras seguintes.

- Estou com problemas com a Melissa. – falei sério fitando-o.

- Aposto que está. Aquela mulher é um porre.

Esqueci de mencionar que meus amigos odeiam minha esposa.

- Chris, o assunto que eu tô tentando falar com você sobre isso é sério. E eu realmente espero que você não dê risada de mim quando eu te contar.

- Cara, eu não estou na mínima condição de sorrir. Nem sei por que eu estou aqui falando com você sendo que eu poderia estar na minha cama tentando fazer essa droga de dor de cabeça passar. – ele suspirou massageando as têmporas. – Fala Zac.

E mais uma dose de coragem para jogar a real situação.

- Não consigo mais transar com Melissa. Estou broxando.

A reação de Chris não me surpreendeu. Ao escutar o que eu havia dito, as mãos dele pararam lentamente de massagear as têmporas e os olhos cansados voltaram-se para mim me encarando como se eu fosse um tipo de alien ou algo do tipo. Olhei para ele com uma cara de quem pede socorro e, não deu outra, ele se desatou a rir. A risada de Chris era tão alta que nem parecia que há segundos atrás ele estava com uma puta ressaca. Fiquei olhando-o com cara de tédio esperando que aquele momento passasse logo. Ele ia me pagar por isso, ah ia.

- VOCÊ O QUÊ? – ele ria mais ainda e falar para ele era uma dádiva. – NÃO ACREDITO NISSO!

- Dá pra parar? Eu preciso de ajuda! – exclamei levantando do sofá e olhando-o com raiva. Eu realmente estava com raiva.

- E eu vou te ajudar como Zac?

Desculpe, mas não pretendo ter um caso com você para você sair da abstinência. – ele sorriu mais ainda. – Sério que você está querendo trair a Melissa comigo? Por que não procura alguma garota gostosa? Porque se comparar qualquer garota por aí com a Melissa, qualquer uma delas é melhor.

- Eu quero que você me ajude de outra forma, seu idiota. Você sabe muito bem que sou mais macho que você e não me faça ter que te lembrar disso. – falei fitando-o diabolicamente. Chris havia perdido no verdade e consequência e dado um selinho em Chace, coisa que nunca mais esqueci e jogava na cara dele sempre que precisava.

- Tudo bem, Zachary. – ele falou levantando as mãos em sinal de rendição. Tocar no assunto daquele selinho era um ponto fraco para Chris. – O que está acontecendo? – me sentei e cruzei meus braços sobre minhas pernas.

- Simplesmente não me sinto mais excitado com Melissa. Ela não me interessa mais, é como se todas as outras fossem melhores, entende? Já vi tanta mulher nesses dias quase me implorando para levá-las para a cama e foi difícil resistir.

- Eu te avisei que casar com a Melissa era furada, mas você não me ouviu. – ele falou baixinho, porém escutei tudo o que ele havia dito. Como eu havia mencionado, nenhum dos caras gostam de Melissa e eram contra meu casamento com ela. Porém, eu estava apaixonado e escutei meu coração. Nunca que eu imaginaria que eu estaria passando nessa situação de broxar com minha mulher.

- Eu ia lá saber que ia passar por essa situação Chris? Pra mim, a Melissa era a mulher que eu queria passar o resto da minha vida. Eu estava apaixonado.

- Estava?

Estava? Ou ainda estou?

- Não sei. Talvez eu esteja confuso por não conseguir transar. Nunca passei tanto tempo sem sexo. Ou...

- Ou você não sente mais nada por ela e aquele desejo ardente de dois anos atrás tenha caído na rotina.

- E caiu. – falei desapontado. Não queria ter que terminar meu relacionamento com Melissa, mesmo que poderia não estar amando-a mais. Não queria terminar. Não assim.

- O que você pretende fazer? Sabe que se quiser continuar com ela, precisa resolver isso.

- Eu sei que preciso. Eu não quero terminar o casamento com ela, eu construí muita coisa com ela nesses dois anos e não quero deixar que uma onda leve tudo embora. – Chris assentiu e esperou eu concluir. – Tem algum jeito de eu voltar a ser o que era antes?

Chris pensou um pouco e logo vi ele pegando uma agenda que estava ao lado do telefone numa mesinha. Fitei-o confuso e então ele tirou um cartão de lá e me entregou. Passei meus olhos pelo cartão que era branco e havia o nome de um homem escrito nele.

Dr. Robert Crowley – Psicólogo – St. Tomlin Hospital

Consultório 103 – 10º Andar

- Psicólogo? Pra que isso Chris? – perguntei sem entender. – Não é mais fácil você me indicar um urologista?

- Certo, eu te indico um urologista e ele vai te ajudar a segurar teu casamento. Deixa de ser idiota, Zachary. Um psicólogo cai melhor do que um urologista. Se realmente precisar, é claro que vão te indicar um bom urologista. Mas no caso, pode confiar no doutor Crowley. Ele é muito bom. Quando eu precisei, eu melhorei por causa dos conselhos dele. Se for marcar hora, é bom anunciar o consultório e o andar. Os atendentes lá não são de muita utilidade quando se fala o nome dos doutores.

Fitei o cartão branco e pensei no que Chris havia dito. Talvez fosse uma boa ir ao psicólogo e conversar sobre o que andava acontecendo comigo. E se fosse preciso ir ao urologista, o próprio doutor Crowley iria me indicar um. Olhei para Chris e sorri.

- Valeu cara. Vou marcar a consulta. Mas escuta aqui... – vi seus lábios tremendo forçando um riso para dentro. – Se você contar para os caras, eu te mato. Pode acreditar, eu faço você se arrepender de ter perdido aquele jogo.


- Eu já entendi Zachary, agora vai marcar sua consulta antes que a Melissa resolva te por um par de chifres. – rolei os olhos e saí da casa de Chris com o cartão na mão. Iria acabar com isso logo.

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4 comentários:

  1. Aiiin Rafa, so pelo nome da fanfic eu pensei, eita, esse fic vai ser boa. E é! Adorei o primeiro capitulo!! Não sei se rio ou tenho do do Zac, mais vou rir porque é melhor que chorar hahahahaha! Amo o nome Melissa, mais não gostei dessa mulher não! Cadê a Vanessa cristo? Aparece Van! Amei o cap Rafa! Posta o mais rapido possivel! Bjo ❤️

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  2. Genteee eu já amei o primeiro capitulo e já estou ansiosa pelos próximos capítulos. Nossa e não vejo a hora do encontro entre zanessa. Bjosss postalogoo vai to amando a fic

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  3. Gente o primeiro cap ja tamara,imagina o resto?Posta mais bjs bjs

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  4. Eu já amei essa fic logo de inicio!! Super ansiosa pra Vanessa aparecer logo Hahaha
    Tadinho do Zac Hahaha não vo menti q ri quando o Chris começou a rir...
    Posta mais...
    Xoxo

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