9 de março de 2015

Opostos Completos( 1ºCapítulo )


S

exta feira. Dia de festa e bagunça. Hoje eu iria a um show de rock com minha melhor amiga. Sim, eu gosto dessa vida louca e pouco me lixo para o que os outros pensam ou falam de mim. A vida é minha e eu quem cuido dela. Ops, esqueci de me apresentar. Vanessa Hudgens, 22 anos, vendedora em uma loja de instrumentos musicais.

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Já eram oito da noite e o show começava as onze. Comecei a me arrumar e quando vi já eram dez horas. Vesti uma calça jeans rasgada e uma blusa solta preta. Nos pés, calcei meus coturnos pretos e coloquei uma pulseira da mesma cor, com alguns pingentes em bronze. Deixei meu cabelo, agora na cor rosa (sim, eu amo cabelos coloridos!), liso, destacando o corte desfiado.



Ouvi uma buzina do lado de fora da minha casa e ao olhar pela janela vi Ashley, minha melhor amiga, em sua moto novinha em folha. Tranquei minha casa e fui até a loira, com as pontas do cabelo vermelhas, que me esperava.

-E aí loira? Preparada para o melhor show de todos?

-Com certeza, Nessa! Não vejo a hora de ver aquele gato do Christoper.

-Iii, vai me deixar de vela?

-Claro que não né? Vou arrumar um cara para você, oras!

-Não começa Ashley... Não quero brigar.

-Tudo bem. Sobe aí, senão vamos nos atrasar.

Coloquei o capacete e subi na moto. Ela arrancou e fomos direto para o local do show, que por sinal estava lotado de pessoas.

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O show estava incrível. Eu já estava mais para lá do que para cá. Ashley me largou e sumiu com o tal do Christopher. Fiquei ali, sozinha. Mas, é claro que eu não liguei, já que ela sempre fazia isso.

Por que eu também não fazia o mesmo? Bom, simplesmente porque eu tinha medo de me apagar a quem quer que fosse. Perdi meus pais muito cedo e há um ano perdi meus dois irmãos em um acidente de carro. Desde então, entrei para esse mundo do rock e deixei toda minha vida antiga para trás.

Pode ser bobagem minha, mas foi nesse mundo que encontrei fortaleza e capacidade de dizer tudo o que tenho vontade sem me importar com a opinião alheia. A única coisa que ainda me machuca, mas que ninguém -exceto Ashley- sabe, é que sinto falta de alguém para poder chamar de meu. Sim, pode parecer idiota ou clichê, mas, porra, isso me mata por dentro.

Antes que o show terminasse, recebi uma mensagem de texto de Ashley, o que me deixou puta de raiva.

“Vanessa, amor. Sei que você vai me matar depois, mas não vai dar para te levar embora. Vou sair com o Chris. Sorry, amiga. Pega carona com alguém, mas toma cuidado. Quando chegar em casa, me liga.”

Vadia, filha de uma mãe. Como ela me deixa nesse lugar, sozinha? Mas ela ia me pagar, ah se ia. Resolvi ir embora e para minha grande sorte estava chovendo. Xinguei até a décima geração de Ashley e fui andando pelas ruas movimentadas, sozinha.

Havia pessoas fumando, outras se drogando, alguns casaizinhos se pegando e outras apenas rindo alto, com certeza, bêbadas. Cinco minutos andando e eu já estava completamente ensopada. Virei a direita e entrei em uma rua menos movimentada.

Comecei a pensar na minha vida desde o dia em que perdi tudo o que me restou. As lágrimas começaram a cair e me senti uma idiota por isso. Eu não podia chorar. Eu sou a Vanessa, e a Vanessa não chora. Mas era isso que eu queria agora. Queria um colo de pai, um conselho de mãe e um abraço de irmão. Queria alguém para dizer “eu te amo”, ou apenas para contar como foi o meu dia. Queria ouvir alguém dizendo “você é importante para mim”, ou “você é muito mais que especial”, ou ainda um “você é única”.

As lágrimas corriam sem cessar e se misturavam as gotas da chuva.  Os soluços escapavam de meus lábios. Passei a mão por meu rosto e vi meus dedos sujos de máscara de cílios e lápis. Meu rosto com certeza estava todo borrado.  Continuei andando e de repente um carro passa por mim justamente no momento em que havia uma enorme poça de água na rua. Fiquei mais molhada do que já estava e me senti pior que um nada.

Os soluços começavam a sair mais desesperadamente de meus lábios e senti meus joelhos fraquejarem. Caí na calçada e me apoiei no concreto duro de um muro.  Continuei chorando. Me sentia fraca. Inútil. Essa não era a Vanessa.

De repente sinto duas mãos eu meu rosto e levanto a cabeça para ver quem é. Um rapaz todo engomadinho, com calças pretas justas, camisa social branca e o cabelo penteado para cima. Seus olhos azuis demonstravam preocupação.

-Você está bem?- ele perguntou o que eu era óbvio.

-Se eu estivesse bem, não estaria chorando.

Rebati com grosseria. Não queria ter sido tão grossa, só queria me proteger. Eu estava em um estado deplorável. Ninguém merecia me ver naquela situação.

-Ei, calma aí ô rockeira mimada. Não precisa ser grossa. Só quis ajudar.

-Rockeira mimada é a senhora sua mãe, seu engomadinho metido a besta.

-Pelo menos não estou caído na calçada, com o rosto todo borrado, parecendo um... sei lá o que.

Uma raiva subiu em meu interior e levantei a mão para lhe socar a cara. Mas o bonitinho foi mais rápido e segurou minha mão.

-Escuta aqui, menina. Tô tentando ajudar, será que é difícil ser gentil?! Poxa, você nem me conhece e já me tacou mais de sete pedras!

Fiquei calada quando percebi que ele falava sério. Ma por que um cara, aparentemente cheio da grana e super bem de vida,queria me ajudar?

-E por que devo acreditar que você quer me ajudar?

-Simplesmente porque estou aqui, molhando na chuva, enquanto poderia estar quentinho dentro do meu carro, seguindo para minha casa que me espera com uma cama toda arrumada para mim. Se eu não quisesse te ajudar, pode ter certeza que nem olhava para você. Mas ao contrario do que pensa, tenho coração e vi que você está mal e, aparentemente, sozinha.

-Hun... E daí? Isso não muda nada.

-Ai garota, quer saber. Fica aí então. Já vi que é impossível conversar com você. Perdi meu tempo descendo do meu carro e me molhando todo.

Ele se levantou furioso e meio... Decepcionado?! Não sei bem a palavra. Mas seu olhar ficou vazio de uma hora para outra. Quando ele já ia fechar a porta de sua Ferrari preta,gritei por ele.

-ESPERA!!!

Me levantei e corri até ele.

-Será que você podia me dar uma carona?!


Fiz minha melhor cara de arrependimento e o olhei piscando meus olhos. Tá bom. Eu estava parecendo uma menininha, mas foda-se!

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Oi amores da minha vida! Que saudades de vocês!!! E enfim, depois de quase um século (exagerada quase nada né?!), voltei a postar!!! Então,essa fic terá apenas duas partes.Mas, se minha mente colaborar, talvez eu faça três... Espero que tenham gostado.Comentem bastante,kisses
P.S.:Ah!!!Queria também divulgar o blog da minha amiga! Não é de fanfics, mas é muito lindo! Acompanhem também Coroa de Sonhos

7 comentários:

  1. OMG
    Eu adorei o primeiro capítulo.
    Não vejo a hora de ler o segundo.
    Ansiedade total.
    Essa fic vai ser incrível como todas as outras que você já escreveu.
    Posta loguinho
    Bjos, Rafa

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Yeeeeah outra fic ♡♡♡♡
    tá perfeito, não mais que PERFEITO!
    adorei o 1 capítulo, quero mais viu?
    Posta logo♡♡

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  4. Nossa Faela, ficou pft , amei <3
    Obg por me indicar*-*
    Posta logo...!

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  5. OMG,JÁ AMEI O PRIMEIRO CAP ,FOFO E PRGAJOSO (sim,isso é um elogio)

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  6. Oh deus q perfeito!!
    Amei amei amei e amei mais ainda!!
    Super ansiosa pro próximo capitulo!!
    Posta mais...
    Beijos!!

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