1 de outubro de 2014

É você a minha garota

-Zac! Acorda! Você vai se atrasar!

Abri um olho e com a visão embaçada, devido ao sono, vi minha mãe me sacudindo, tentando me acordar.

-Anda logo, moleque! A escola não pode te esperar não!

-Tô levantando mãe!

Ela saiu do meu quarto e eu logo me levantei. Cambaleando de sono fui andando pelo quarto e entrei no banheiro, fiz o que tinha de ser feito e saí. Vesti um jeans de lavagem escura, uma camisa azul, que realçava a cor dos meus olhos, e uma jaqueta de couro preta. Calcei um all star preto e peguei minha mochila. Estava frio em Londres, muito frio,mesmo sendo primavera, e tudo o que eu queria era ficar de molho na cama o dia todo.

Desci as escadas e encontrei minha mãe, meu pai e minha irmã tomando café.

-Bom dia família!

-Bom dia filho!- meus pais disseram em uníssono.

-Bom dia mano!- Shailene, minha irmã mais nova disse.

Sentei-me juntos deles e tomamos café. Eu estava no terceiro ano do ensino médio, com dezessete anos.  Minha irmã estava no primeiro, com seus dezesseis. Ela namorava Ansel desde os quatorze e eu não tava pegando nem resfriado.

Peguei meu carro e junto de Shai, fui para a escola.  Quando chegamos lá, ela foi para seu grupinho e eu para o meu.

-E aí pessoal?!

Cumprimentei os caras, fazendo um toque de mão com eles.  Ficamos falando sobre o jogo que teria no próximo mês e sobre o baile de primavera. Logo o sinal bateu e eu fui para minha primeira aula do dia, química. Detesto química, por isso preferia mil vezes prestar atenção na minha colega de classe que se sentava ao meu lado.  Nunca chegamos a conversar, mas sempre a achei mais que linda. Vanessa Hudgens era a garota mais linda daquele colégio. E ela não precisava usar minissaias, mostrar a barriga ou deixar o busto quase todo à mostra. Ela gostava de usar camisetas e calças largas, moletons e tênis. Estava sempre com fones de ouvido ou com um livro na mão. Não chamava atenção e eram raras as vezes que eu ouvia sua voz em sala de aula. Durante o recreio eu nunca a encontrava em grupo nenhum e sempre que havia trabalhos em grupo ela fazia sozinha.  Mas eu queria mudar isso. Vanessa parecia ser uma garota delicada, sensível, calma e incrivelmente fofa. Sempre que ela lia algo na sala, suas  bochechas coravam, o que me dava uma grande vontade de colocá-la no colo e apertar aquelas duas rechonchudas e rosadas.

+++

Sexta e última aula do dia. Educação física. A única que eu gostava.  Fomos para a quadra. Os meninos estavam jogando basquete e as meninas vôlei. Eu estava distraído olhando para as garotas e vi a bola acertar em cheio o rosto de Vanessa. Ela caiu no chão com o impacto e de longe pude ver que seu nariz sangrava. Me afastei da quadra de basquete, mesmo ouvindo os gritos nada contentes dos meus amigos, e corri até ela.

-Vanessa, você tá bem?

Ela me olhou surpresa, e vi suas bochechas atingirem um tom de vermelho claro.

-Eu... Só dói um pouco minha cabeça e meu nariz.

Passei minha mão por seu rosto e a vi abaixar o olhar.

-Senhor Efron, leve-a até a enfermaria e depois podem ir para casa.

-Não precisa professor.

Ela disse se levantando, mas logo cambaleou. Provavelmente estava meio tonta por causa da pancada. Antes que ela voltasse a cair, segurei sua cintura e a peguei no colo, levando-a para a enfermaria. Ela estava envergonhada e meio constrangida. Me olhava confusa e sem saber o que fazer.

-Calma Vanessa. Não precisa ficar assim. Não irei fazer nada com você.

-Eu sei que não. É que... Bom... Nunca conversamos e... Você foi o único que se preocupou comigo e...

Ela foi interrompida pela enfermeira.

-O que aconteceu?

-Ela foi atingida pela bola e seu nariz tá sangrando.

A enfermeira assentiu e levou Vanessa para uma sala separada. Minutos depois, Vanessa saiu de lá com um lenço no nariz, para evitar o sangramento e com um papel nas mãos, provavelmente uma receita de analgésico para tirar a dor.

-Ela já tá liberada. Mas deve ficar em casa descansando para a dor passar. Nada de fazer esforço ouviu senhorita Vanessa?

-Sim, obrigada senhora Meredith.

Saímos da enfermaria e fui andando atrás de Vanessa. quando chegamos no portão da escola ela parou e me olhou.

-Aonde você vai?

-Vou te levar pra casa.

-Não precisa Zac. Você já fez muito me ajudando. Posso ir sozinha.

-Mas eu quero te levar, Nessa.

Deixei seu apelido escapar e senti minhas bochechas pegando fogo de vergonha e do nada Vanessa começou a rir.

-O que foi?

-Sua cara tava engraçada. Suas bochechas ficaram como tomates.

-Eu... er...

Eu não sabia o que falar. Nem como agir. Vanessa me desconcertava todo. Senti um doce roçar de lábios na minha bochecha e fiquei atônito. Ela havia mesmo me beijado na bochecha?

-Você é um fofo, Zac. E pode me chamar de Nessa se quiser.

Ela deu um sorriso meigo e eu fiquei igual a um bocó olhando-a. Após sair do meu transe momentâneo levei Vanessa até sua casa. Depois desse dia passamos a nos falar mais, ela começou a ficar comigo durante os intervalos e se sentava na minha mesa durante o recreio. Meus amigos não gostaram muito dessa amizade no início, mas depois acabaram se acostumando com sua presença e até começaram a gostar. Vanessa era muito engraçada, simpática e sabia fazer todo mundo rir.

Estávamos voltando para casa, e como a casa de Vanessa era uma quadra antes da minha, eu sempre a acompanhava.  Quando chegamos à frente de sua casa, paramos e ficamos nos olhando.

-Então... Nessa, eu queria saber se... se você...

-Se eu o que Zac?

Ela soltou uma gargalhada gostosa, me deixando mais constrangido do que eu já estava.

-Você tá vermelho de novo.

-Pô, Nessa. Você também não me ajuda! Sabe que fico assim quando tô conversando com você... Eu... Só queria... Queria...

Cara eu estava gaguejando. Por que era tão difícil convidar a garota que eu tava afim para ir ao baile comigo? O máximo que poderia receber seria um não.

-Calma Zac. Não precisa ficar com vergonha de mim.

-Eu sei Nessa... Eu queria te perguntar se você gostaria de ir ao baile comigo?

Ela me olhou surpresa. Seus olhos brilharam e seu sorriso se alargou.

-Eu?

-Sim Nessa. Alguém já te convidou né?

Não consegui esconder o desapontamento em meus olhos.

-Não, Zac. É por isso que estou surpresa. Pensei que ninguém me convidaria.

-Então... Você aceita?

-Eu... Claro que sim...

Ela pulou em cima de mim me abraçando forte, com as duas pernas em volta de minha cintura, e rindo. Rodopiei com ela e ela deu um gritinho histérico. Rimos igual a dois bobos e depois ela se despediu de mim com um beijo no rosto e entrou.

+++

No outro dia, passei em sua casa para irmos para a escola. Ela estava mais linda ainda. Usava uma calça larga branca, com estampa preta, uma blusa preta com escritas brancas e um all star de cano alto da mesma cor. No cabelo ela usava um coque bambo com alguns fios soltos e levava sua mochila nos ombros.



-Bom dia, linda!

Peguei sua mochila, depositando um beijo em sua testa.

-Bom dia, Zac! Você sabe que não precisar levar minha mochila né?

-Eu sei, mas eu gosto, Nessa. Relaxa.

+++

O dia passou rápido, assim como o resto da semana. Enfim chegou o dia do baile. Me arrumei todo e fui buscar Nessa. Levei um ramo de begônias para ela, pois eu sabia que eram suas flores preferidas. Quando nessa abriu a porta senti meu queixo ir ao chão. Ela estava maravilhosamente linda. Usava um vestido azul escuro com flores, um salto na cor salmão, brincos, pulseira e bolsa combinando. No cabelo usava uma trança desfiada jogada em seu ombro, e nela contia pequnas flores, dando-lhe um ar mais sereno e angelical.



-Caramba, nunca pensei que te veria vestida assim!

Foi mal, mas foi a única coisa que saiu de minha boca. Eu estava embasbacado com tanta beleza.

-Eu sei me arrumar, Zac! Só não gosto muito de me vestir assim. Mas as vezes é bom dar uma mudada no visual.

-Não quis dizer isso, Nessa! Desculpa. Aliás, você é linda, sabe disso. Mas hoje tá mais linda ainda!

-Obrigada! Você também!

Peguei sua mão e a guiei até o carro. Fomos conversando sobre coisas aleatórias e sem percebermos já tínhamos chegados ao salão onde o baile aconteceria. Quando adentramos o local de mãos dadas todos nos olhavam.  Talvez nem tanto pra mim, mas sim para ela. Vanessa estava estonteante, senão a mais linda daquele lugar. Disso eu tinha certeza.
O baile ocorreu as mil maravilhas. Eu e Nessa tiramos muitas fotos, dançamos,rimos. Nunca me diverti tanto.  E esqueci-me de mencionar que fomos nomeados rei e rainha do baile. Vanessa ficou fascinada com a coroa de flores que recebemos. Foi tudo mágico.

Quando deu três da madrugada Vanessa disse que queria voltar pra casa. Na volta, fomos em silêncio, talvez por sabermos o que aconteceria no final das contas. Quando estacionei de fora de sua casa, ela me olhou suplicante, como se me pedisse para tomar a iniciativa. Dei um leve sorriso e acariciei sua bochecha com meu nariz e logo depois seu nariz e enfim minha boca na sua. Assim que nossos lábios se encontraram uma corrente elétrica passou por todo meu corpo, deixando todos os meus pelos eriçados. Senti que o mesmo aconteceu com Nessa. Ela se aproximou mais de mim, colocando suas mãos em meus ombros. Aproveitei a deixa e segurei firmemente sua cintura, a colocando sobre meu colo. Nos beijávamos com urgência. Era uma mistura de desejo reprimido com paixão.

Por puro instinto levei minha mão até sua coxa, dando um leve apertão. Vanessa suspirou em meus lábios e logo depois os mordeu de leve. Seu rosto estava vermelho, assim como o meu. O desejo que estávamos sentindo era grande demais. Talvez não fosse o melhor lugar para se fazer o que estávamos prestes a fazer, mas era isso que queríamos. Vanessa tirou meu blazer,minha gravata e minha camisa social enquanto beijava meu pescoço. Passei as mãos por seu corpo, levando seu vestido junto, logo ela estava apenas de calcinha na minha frente, que logo foi tirada e jogada em alguma parte do carro. Enquanto eu me desfrutava de seu corpo, Vanessa tirou o resto de minha roupa e quando sentimos nossas peles se tocarem por completo estremecemos por inteiro. Depois de algumas carícias trocadas, o inevitável aconteceu. Unimos-nos em um só e um prazer descomunal se apoderou de nós. Nessa gemia baixinho, e eu apenas suspirava forte. Estávamos nos amando e nada mais importava. Quando o auge nos atingiu  ficamos apenas abraçados, esperando a respiração se normalizar.

-Zac... Eu...

Ela tentou dizer após alguns minutos.

-Shiu... Não precisa falar nada, minha linda. Estou apaixonado por você e só isso me importa. Eu te amo!

-Eu também Zac. Eu também te amo! Talvez desde quando entrei na escola.

-Eu sabia que seria você desde o primeiro dia que ti olhei. É você a minha garota!


Ela deu um lindo sorriso e depois me beijou. Após uns dez minutos apenas trocando carinhos sem segundas intenções, ela se vestiu, assim como eu, e entrou em casa. Fiquei igual a um pateta olhando para o nada e sorrindo feito um idiota. Eu acabara de ter a melhor noite da minha vida com a garota que eu amava. Não tinha como esconder essa felicidade. Já em casa, dormi contando os segundos para que o dia amanhecesse e eu pudesse vê-la novamente.  A minha Nessa. A minha garota. 

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Como mês passado não postei nenhuma fanfic, resolvi caprichar nessa. Espero que tenham gostado e farei o possível para postar outra esse mês, para compensar minha falta aqui em setembro. Até mais meninas,kisses!


4 comentários:

  1. <3 <3 <3 <3 Eu amei! está muito linda e muito fofa.
    eu quero mais viu? tava com saudade de ler suas fics amiga.
    o capitulo está perfeito!

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  2. Rafaela que fic perfeita foi essa,tu demora mais quando posta também,meu Deus haha
    tá lindo,Zac super fofo e a Vane nada sortuda né
    posta mais e loguinho
    xoxo ♥♥♥

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  3. Que lindooo!
    Essa fic ficou maravilhosa.
    Simplesmente divina.
    Arrasou, Rafa.
    Posta loguinho
    Bjos, flor

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  4. Oh deus.... Estou apaixonada pelas suas fics...
    Estão incríveis uma melhor q a outra!!!
    Ameiii...
    Beijoos

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