9 de outubro de 2014

O melhor aniversário de todos

Querido diário,
Mais um dia se passou desde que meu ex-namorado me abandonou. Sabe, não sei o que é mais forte em mim. Não sei se é a dor ou a raiva que sinto dele. Ele não tinha o direito de simplesmente fugir com minha ex melhor amiga um dia antes do nosso casamento. Já vai fazer uma semana que isso aconteceu e eu não sei se vou conseguir me recuperar. Amanhã completo meus 25 anos de idade e não tenho a mínima vontade de sair para comemorar.  Theo me abandonou e levou consigo toda minha alegria e o meu coração.
- V.H.

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-Amiga, vamos, por favor!

-Ashley, eu já disse que não quero sair de casa!

-Você não pode simplesmente deixar que aquele filho da mãe do Theo e aquela vaca da Lily acabem com sua vida! Vamos Nessa, por favor. Juro que não te peço mais nada!

-Ashley, não...

-Por favor...

Essa era Ashley Tisdale, minha melhor amiga agora. Depois do acontecido foi a pessoa que mais me deu força.

-Tudo bem... Mas se eu não gostar dessa boate eu volto para casa!

-Tenho certeza que você não vai se arrepender, amiga!

+++

Já eram dez horas da noite, véspera do meu aniversário. Estava esperando Ashley para irmos a uma boate comemorar meu aniversário, já que eu falei que no dia seguinte eu não sairia de casa nem arrastada. Então ela se contentou em fazer essa comemoraçãozinha antecipada. Coloquei uma blusa sem mangas na cor branca, uma saia de cintura alta com renda floral na cor pink, um scarpin preto aveludado, brinco e bolsa de mão também na cor preta. Deixei meus cabelos negros e longos com alguns cachos nas pontas e joguei-os sobre os ombros. Passei uma sombra dourada, um blush rosado e fiz questão de destacar meus olhos com um delineador preto e minha boca com um batom vermelho.  



Já que decidi ir a essa boate era melhor não fazer feio. Depois de uma discussão relevante entre mim e minha consciência resolvi que já estava na hora de me divertir. Se Theo me deixou eu iria era aproveitar a vida.

As dez e dez, Ashley buzinou em frente minha casa e eu logo tranquei tudo e fui ao seu encontro. Era usava uma saia preta colada ao corpo, não muito diferente da minha, um cropped vermelho, deixando parte de sua barriga exposta, um scarpin também preto com alguns brilhos, um make bem escuro e seu cabelo loiro estava liso batendo em sua cintura.

-Pra quem não queria sair você tá bem gata hein amiga?!

-Acho que tá na hora de me divertir um pouquinho também.

Dei um risinho malicioso e ela riu da minha cara. Depois de uns quinze minutos chegamos na boate, que por sinal estava lotada. Ashley logo estava conversando com um loiro, cheio de tatuagens, magro, alto e estiloso. Ele me pareceu ser bem simpático. Fiquei sentada numa cadeira alta, perto do balcão do bar e pedi ao barman uma dose de tequila. 

Passei meus olhos pelo local. Casais se pegando. Pessoas amontoadas dançando sem parar. Ali havia de tudo. De repente meus olhos bateram em um cara alto, com um corpo másculo, cabelos castanhos aloirados, pele clara, porém bronzeada, e uns olhos extremamente azuis. Meu Deus, que homem era aquele? Ele vestia um jeans escuro, uma camisa social azul, com as mangas arregaçadas até no cotovelo e os primeiros botões abertos, e um all star preto.

Seus olhos estavam nos meus e sua boca se abriu em um sorriso de lado, completamente sensual. Sorri sem graça e desviei o olhar quando o barman me chamou entregando minha bebida.  Sorri agradecida e tomei todo aquele líquido de uma vez.

-Afogando as mágoas na bebida?

Ouvi uma voz quente e extremamente sexy sussurrar em meu ouvido. Me virei para o dono da voz e dei de cara com o cara dos olhos azuis mais lindos que já vi.

-Como é?

-Afogando as mágoas na bebida? Porque cá entre nós, uma mulher tão linda como você não estaria aqui nessa boate sozinha e bebendo se não tivesse acabado de sofrer uma decepção amorosa.

-Pra falar a verdade fui abandonada por meu noivo um dia antes do nosso casamento.

-Uau, por essa eu não esperava. Prazer, sou Zachary Efron!

-Prazer,Vanessa Hudgens!

Peguei em sua mão que estava estendida para mim.

-Posso te chamar de Nessa?

-Não costumo deixar desconhecidos me tratarem por meu apelido, mas vou abrir uma exceção pra você.

Dei o melhor sorriso que tenho e o vi sorrir também.

-Por favor, mais duas doses de tequila!

Ele pediu ao barman e deu um sorrisinho safado.

Ele pegou as bebidas e me deu uma. Viramos de uma vez e sorrimos marotos.

-O que acha de dançar um pouco?

-Hun... Não sei!

-Vamos lá. Não sou tão ruim assim na dança. Prometo não pisar no seu pé.

-Se é assim tudo bem!

Fomos para a pista de dança. Tocava uma música agitada. De longe vi Ashley se agarrando com o carinha com quem ela estava conversando. Minha amiga era rápida. Zac era um bom dançarino. Estávamos dançando juntos demais. Eu estava de costas pra ele, com meu corpo colado ao seu e descia até o chão. Depois, mesmo de costa para ele, grudei minhas mãos em seu pescoço, enquanto as suas estavam firmemente em minha cintura. Eu estava com calor. E um desejo enorme se alastrava por meu corpo.

Zac me virou de frente e sem aviso prévio puxou meus lábios contra os seus. Seus lábios eram quentes e com certeza ele tinha o melhor beijo de todos. Suas mãos deslizaram de minha cintura por minhas costas e se posicionaram entre meus cabelos num carinho gostoso. Passei meus braços por sua cintura, o abraçando e trazendo-o para mais perto de mim. O beijo foi lento, carinhoso e com gosto de quero mais. Separamo-nos com selinhos e quando estávamos com os rostos afastados, nos olhamos sorrindo.

-Caramba, que beijo Vanessa!

Sorri sem graça e fitei seu peito que subia e descia devido à rápida respiração. Ele pegou meu queixo e me fez olhar em seus olhos. Minhas bochechas estavam coradas. Minha boca estava úmida. E meus olhos estavam arregalados.

-Está arrependida?

Ele me perguntou com um olhar tristonho. Eu não conseguiria responder nada. Eu ainda estava tentando entender tudo o que aconteceu. Quando senti as mãos de Zac afrouxarem o aperto em minha cintura, as segurei com força, mantendo-as ali, e acordei do meu transe. Eu não estava arrependida. Na verdade eu queria mais. Muito mais. Sem mais delongas puxei-o para mim novamente e o beijei, dessa vez com avidez e urgência. Senti seus lábios se inclinarem em um sorriso durante o beijo e também fiz o mesmo.

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Havíamos acabado de chegar na minha casa. Sim, você leu bem. Havíamo’s’. Zac ainda estava comigo. Entramos nos beijando, sem olhar por onde andávamos. Zac me guiou para o sofá-cama que ficava na sala e me deitou sobre ele. Seus lábios passaram por meu pescoço, deixando pequenas marcas, e foram descendo por meu busto, ainda coberto. Senti suas mãos tirarem minha blusa de dentro da saia e logo depois ela se encontrava em algum canto daquela sala. A próxima peça a se juntar a minha blusa foi a sua camisa. E consequentemente as outras peças se uniram a elas também. Senti os lábios de Zac passarem por cada milímetro de pele exposta. Ele beijava meu corpo com ternura, delicadeza, eu até diria, com paixão. Quando finalmente nos unimos, Zac me fez olhar em seus olhos e pude ver que ali havia mais do que simplesmente prazer, havia carinho, cumplicidade.

O auge nos atingiu minutos depois. Zac beijou meus lábios com delicadeza e depois depositou selinhos por todo meu rosto. Ele puxou um cobertor que estava dobrado em cima do sofá e o jogou sobre nós. Depois de algumas trocas de carinho, ele me aconchegou em seus braços, me fazendo ficar com o rosto na curva de seu pescoço e sentir seu delicioso cheiro, e entrelaçou nossas pernas. Uma de suas mãos se prendeu em minha cintura, enquanto a outra se enroscou em meus cabelos, fazendo uma leve massagem em meu couro cabeludo.

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No dia seguinte acordei em minha cama, mas sem Zac. Me levantei decepcionada, mas quando olhei para a cabeceira da cama, me deparei com uma bandeja de café da manhã com tudo o que eu mais gostava. No meio de tudo havia uma rosa vermelha e debaixo dela um bilhete.

Bom dia, Nessa!
Mil desculpas não poder ficar e te ver acordar toda fofa e manhosa. Tive que ir embora porque minha mãe me ligou pedindo para que eu ficasse com minha sobrinha de dois aninhos. Mas, bom... Eu amei passar a noite com você. Não sei se é a hora certa para dizer, mas acho que encontrei em você o que eu procurei em mil e uma garotas durante meus 27 anos. Com você consegui conversar naturalmente, cantei, dancei, sorri e senti prazer. Nessa, pode parecer gay, mas pela primeira vez na minha vida fiz amor e não sexo. Pela primeira vez senti algo além do prazer carnal. Pela primeira vez senti-me completo. Espero que não esteja arrependida, assim como eu não estou.  Espero que isso que rolou entre a gente não tenha sido apenas uma noite, porque eu realmente quero mais que isso com você. Se você também estiver se sentindo uma boba e estiver nas nuvens lembrando-se da nossa noite, me liga (meu número está no verso da folha). Mas se você estiver arrependida, sinto muito, por mim e por nós, porque eu acho que “nós” poderíamos dar certo.
Fico esperando ansiosamente sua ligação. Feliz aniversário, linda!
P.S.: Sobre seu aniversário, descobri por acaso, pois li sem querer uma mensagem de uma tal de Ashley te desejando os parabéns. Desculpa invadir seu IPhone, mas o meu é igual, aí de manhã sou meio lerdo e... Você entendeu né?
Até breve, eu espero.
-Beijos, Zac Efron.

Mais que depressa peguei meu celular, digitando o número escrito no verso da folha. Talvez Zac fosse o “cara” certo. Talvez o destino finalmente estivesse a meu favor.

-Alô? Quem é?

-Bom dia Zac! É a Nessa!

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Querido diário,
Nem preciso dizer como meu coração estava, certo?! Ao ouvir aquela voz rouca e sensual novamente, tive a certeza que Zac era para ser meu. Ele era a minha segunda e última chance no amor. Ele seria o meu único, o que eu queria para sempre. Sem dúvida nenhuma, esse foi o melhor aniversário de todos!
-Beijos,V.H

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Mais uma mini fic para vocês, meninas! Se houver no mínimo 5 comentários, vocês terão uma fic bônus, que já está prontinha, só esperando para ser postada! Espero que tenham gostado. Kisses.

1 de outubro de 2014

É você a minha garota

-Zac! Acorda! Você vai se atrasar!

Abri um olho e com a visão embaçada, devido ao sono, vi minha mãe me sacudindo, tentando me acordar.

-Anda logo, moleque! A escola não pode te esperar não!

-Tô levantando mãe!

Ela saiu do meu quarto e eu logo me levantei. Cambaleando de sono fui andando pelo quarto e entrei no banheiro, fiz o que tinha de ser feito e saí. Vesti um jeans de lavagem escura, uma camisa azul, que realçava a cor dos meus olhos, e uma jaqueta de couro preta. Calcei um all star preto e peguei minha mochila. Estava frio em Londres, muito frio,mesmo sendo primavera, e tudo o que eu queria era ficar de molho na cama o dia todo.

Desci as escadas e encontrei minha mãe, meu pai e minha irmã tomando café.

-Bom dia família!

-Bom dia filho!- meus pais disseram em uníssono.

-Bom dia mano!- Shailene, minha irmã mais nova disse.

Sentei-me juntos deles e tomamos café. Eu estava no terceiro ano do ensino médio, com dezessete anos.  Minha irmã estava no primeiro, com seus dezesseis. Ela namorava Ansel desde os quatorze e eu não tava pegando nem resfriado.

Peguei meu carro e junto de Shai, fui para a escola.  Quando chegamos lá, ela foi para seu grupinho e eu para o meu.

-E aí pessoal?!

Cumprimentei os caras, fazendo um toque de mão com eles.  Ficamos falando sobre o jogo que teria no próximo mês e sobre o baile de primavera. Logo o sinal bateu e eu fui para minha primeira aula do dia, química. Detesto química, por isso preferia mil vezes prestar atenção na minha colega de classe que se sentava ao meu lado.  Nunca chegamos a conversar, mas sempre a achei mais que linda. Vanessa Hudgens era a garota mais linda daquele colégio. E ela não precisava usar minissaias, mostrar a barriga ou deixar o busto quase todo à mostra. Ela gostava de usar camisetas e calças largas, moletons e tênis. Estava sempre com fones de ouvido ou com um livro na mão. Não chamava atenção e eram raras as vezes que eu ouvia sua voz em sala de aula. Durante o recreio eu nunca a encontrava em grupo nenhum e sempre que havia trabalhos em grupo ela fazia sozinha.  Mas eu queria mudar isso. Vanessa parecia ser uma garota delicada, sensível, calma e incrivelmente fofa. Sempre que ela lia algo na sala, suas  bochechas coravam, o que me dava uma grande vontade de colocá-la no colo e apertar aquelas duas rechonchudas e rosadas.

+++

Sexta e última aula do dia. Educação física. A única que eu gostava.  Fomos para a quadra. Os meninos estavam jogando basquete e as meninas vôlei. Eu estava distraído olhando para as garotas e vi a bola acertar em cheio o rosto de Vanessa. Ela caiu no chão com o impacto e de longe pude ver que seu nariz sangrava. Me afastei da quadra de basquete, mesmo ouvindo os gritos nada contentes dos meus amigos, e corri até ela.

-Vanessa, você tá bem?

Ela me olhou surpresa, e vi suas bochechas atingirem um tom de vermelho claro.

-Eu... Só dói um pouco minha cabeça e meu nariz.

Passei minha mão por seu rosto e a vi abaixar o olhar.

-Senhor Efron, leve-a até a enfermaria e depois podem ir para casa.

-Não precisa professor.

Ela disse se levantando, mas logo cambaleou. Provavelmente estava meio tonta por causa da pancada. Antes que ela voltasse a cair, segurei sua cintura e a peguei no colo, levando-a para a enfermaria. Ela estava envergonhada e meio constrangida. Me olhava confusa e sem saber o que fazer.

-Calma Vanessa. Não precisa ficar assim. Não irei fazer nada com você.

-Eu sei que não. É que... Bom... Nunca conversamos e... Você foi o único que se preocupou comigo e...

Ela foi interrompida pela enfermeira.

-O que aconteceu?

-Ela foi atingida pela bola e seu nariz tá sangrando.

A enfermeira assentiu e levou Vanessa para uma sala separada. Minutos depois, Vanessa saiu de lá com um lenço no nariz, para evitar o sangramento e com um papel nas mãos, provavelmente uma receita de analgésico para tirar a dor.

-Ela já tá liberada. Mas deve ficar em casa descansando para a dor passar. Nada de fazer esforço ouviu senhorita Vanessa?

-Sim, obrigada senhora Meredith.

Saímos da enfermaria e fui andando atrás de Vanessa. quando chegamos no portão da escola ela parou e me olhou.

-Aonde você vai?

-Vou te levar pra casa.

-Não precisa Zac. Você já fez muito me ajudando. Posso ir sozinha.

-Mas eu quero te levar, Nessa.

Deixei seu apelido escapar e senti minhas bochechas pegando fogo de vergonha e do nada Vanessa começou a rir.

-O que foi?

-Sua cara tava engraçada. Suas bochechas ficaram como tomates.

-Eu... er...

Eu não sabia o que falar. Nem como agir. Vanessa me desconcertava todo. Senti um doce roçar de lábios na minha bochecha e fiquei atônito. Ela havia mesmo me beijado na bochecha?

-Você é um fofo, Zac. E pode me chamar de Nessa se quiser.

Ela deu um sorriso meigo e eu fiquei igual a um bocó olhando-a. Após sair do meu transe momentâneo levei Vanessa até sua casa. Depois desse dia passamos a nos falar mais, ela começou a ficar comigo durante os intervalos e se sentava na minha mesa durante o recreio. Meus amigos não gostaram muito dessa amizade no início, mas depois acabaram se acostumando com sua presença e até começaram a gostar. Vanessa era muito engraçada, simpática e sabia fazer todo mundo rir.

Estávamos voltando para casa, e como a casa de Vanessa era uma quadra antes da minha, eu sempre a acompanhava.  Quando chegamos à frente de sua casa, paramos e ficamos nos olhando.

-Então... Nessa, eu queria saber se... se você...

-Se eu o que Zac?

Ela soltou uma gargalhada gostosa, me deixando mais constrangido do que eu já estava.

-Você tá vermelho de novo.

-Pô, Nessa. Você também não me ajuda! Sabe que fico assim quando tô conversando com você... Eu... Só queria... Queria...

Cara eu estava gaguejando. Por que era tão difícil convidar a garota que eu tava afim para ir ao baile comigo? O máximo que poderia receber seria um não.

-Calma Zac. Não precisa ficar com vergonha de mim.

-Eu sei Nessa... Eu queria te perguntar se você gostaria de ir ao baile comigo?

Ela me olhou surpresa. Seus olhos brilharam e seu sorriso se alargou.

-Eu?

-Sim Nessa. Alguém já te convidou né?

Não consegui esconder o desapontamento em meus olhos.

-Não, Zac. É por isso que estou surpresa. Pensei que ninguém me convidaria.

-Então... Você aceita?

-Eu... Claro que sim...

Ela pulou em cima de mim me abraçando forte, com as duas pernas em volta de minha cintura, e rindo. Rodopiei com ela e ela deu um gritinho histérico. Rimos igual a dois bobos e depois ela se despediu de mim com um beijo no rosto e entrou.

+++

No outro dia, passei em sua casa para irmos para a escola. Ela estava mais linda ainda. Usava uma calça larga branca, com estampa preta, uma blusa preta com escritas brancas e um all star de cano alto da mesma cor. No cabelo ela usava um coque bambo com alguns fios soltos e levava sua mochila nos ombros.



-Bom dia, linda!

Peguei sua mochila, depositando um beijo em sua testa.

-Bom dia, Zac! Você sabe que não precisar levar minha mochila né?

-Eu sei, mas eu gosto, Nessa. Relaxa.

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O dia passou rápido, assim como o resto da semana. Enfim chegou o dia do baile. Me arrumei todo e fui buscar Nessa. Levei um ramo de begônias para ela, pois eu sabia que eram suas flores preferidas. Quando nessa abriu a porta senti meu queixo ir ao chão. Ela estava maravilhosamente linda. Usava um vestido azul escuro com flores, um salto na cor salmão, brincos, pulseira e bolsa combinando. No cabelo usava uma trança desfiada jogada em seu ombro, e nela contia pequnas flores, dando-lhe um ar mais sereno e angelical.



-Caramba, nunca pensei que te veria vestida assim!

Foi mal, mas foi a única coisa que saiu de minha boca. Eu estava embasbacado com tanta beleza.

-Eu sei me arrumar, Zac! Só não gosto muito de me vestir assim. Mas as vezes é bom dar uma mudada no visual.

-Não quis dizer isso, Nessa! Desculpa. Aliás, você é linda, sabe disso. Mas hoje tá mais linda ainda!

-Obrigada! Você também!

Peguei sua mão e a guiei até o carro. Fomos conversando sobre coisas aleatórias e sem percebermos já tínhamos chegados ao salão onde o baile aconteceria. Quando adentramos o local de mãos dadas todos nos olhavam.  Talvez nem tanto pra mim, mas sim para ela. Vanessa estava estonteante, senão a mais linda daquele lugar. Disso eu tinha certeza.
O baile ocorreu as mil maravilhas. Eu e Nessa tiramos muitas fotos, dançamos,rimos. Nunca me diverti tanto.  E esqueci-me de mencionar que fomos nomeados rei e rainha do baile. Vanessa ficou fascinada com a coroa de flores que recebemos. Foi tudo mágico.

Quando deu três da madrugada Vanessa disse que queria voltar pra casa. Na volta, fomos em silêncio, talvez por sabermos o que aconteceria no final das contas. Quando estacionei de fora de sua casa, ela me olhou suplicante, como se me pedisse para tomar a iniciativa. Dei um leve sorriso e acariciei sua bochecha com meu nariz e logo depois seu nariz e enfim minha boca na sua. Assim que nossos lábios se encontraram uma corrente elétrica passou por todo meu corpo, deixando todos os meus pelos eriçados. Senti que o mesmo aconteceu com Nessa. Ela se aproximou mais de mim, colocando suas mãos em meus ombros. Aproveitei a deixa e segurei firmemente sua cintura, a colocando sobre meu colo. Nos beijávamos com urgência. Era uma mistura de desejo reprimido com paixão.

Por puro instinto levei minha mão até sua coxa, dando um leve apertão. Vanessa suspirou em meus lábios e logo depois os mordeu de leve. Seu rosto estava vermelho, assim como o meu. O desejo que estávamos sentindo era grande demais. Talvez não fosse o melhor lugar para se fazer o que estávamos prestes a fazer, mas era isso que queríamos. Vanessa tirou meu blazer,minha gravata e minha camisa social enquanto beijava meu pescoço. Passei as mãos por seu corpo, levando seu vestido junto, logo ela estava apenas de calcinha na minha frente, que logo foi tirada e jogada em alguma parte do carro. Enquanto eu me desfrutava de seu corpo, Vanessa tirou o resto de minha roupa e quando sentimos nossas peles se tocarem por completo estremecemos por inteiro. Depois de algumas carícias trocadas, o inevitável aconteceu. Unimos-nos em um só e um prazer descomunal se apoderou de nós. Nessa gemia baixinho, e eu apenas suspirava forte. Estávamos nos amando e nada mais importava. Quando o auge nos atingiu  ficamos apenas abraçados, esperando a respiração se normalizar.

-Zac... Eu...

Ela tentou dizer após alguns minutos.

-Shiu... Não precisa falar nada, minha linda. Estou apaixonado por você e só isso me importa. Eu te amo!

-Eu também Zac. Eu também te amo! Talvez desde quando entrei na escola.

-Eu sabia que seria você desde o primeiro dia que ti olhei. É você a minha garota!


Ela deu um lindo sorriso e depois me beijou. Após uns dez minutos apenas trocando carinhos sem segundas intenções, ela se vestiu, assim como eu, e entrou em casa. Fiquei igual a um pateta olhando para o nada e sorrindo feito um idiota. Eu acabara de ter a melhor noite da minha vida com a garota que eu amava. Não tinha como esconder essa felicidade. Já em casa, dormi contando os segundos para que o dia amanhecesse e eu pudesse vê-la novamente.  A minha Nessa. A minha garota. 

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Como mês passado não postei nenhuma fanfic, resolvi caprichar nessa. Espero que tenham gostado e farei o possível para postar outra esse mês, para compensar minha falta aqui em setembro. Até mais meninas,kisses!