26 de junho de 2014

Coincidência ou destino?! (Dedicada à Anne Goes)

-Caramba Andrew, eu já disse que não fiz nada. Eu só tava conversando com o James porque temos um trabalho para fazer juntos. Que merda!

-Eu vi ele se atirando pra cima de você Vanessa. E você tava gostando! Eu já disse que odeio te ver perto de outros garotos. Mas você faz questão de me provocar!

-Ai Andrew, eu já cansei ok? Cansei de não poder ter amigos, de não poder viver por causa desse ciúme doentio. Você não me deixa nem sair com minhas amigas mais! Isso não é namoro, não quero mais isso pra mim! Eu cansei, simplesmente cansei de tudo isso!

- O que você tá querendo dizer hein Vanessa? Tá terminando comigo?

-Eu cansei disso tudo. Não te amo mais como amava e você também não me ama, na verdade acho que nunca me amou. Tudo o que você sente por mim é obsessão.

-Vanessa, você não pode estar falando sério. Eu sempre te dei tudo!

Ele já segurava meus pulsos com certa força.

-Me solta, Andrew, você está me machucando!  E você nunca me deu nada, no começo do nosso namoro até que sim, mas depois... a única coisa que você faz é ir para baladas com seus amigos, enquanto eu não posso nem dar um “oi” pra um menino se quer. Agora, sai daqui. Já tô enjoada de ver essa sua cara.

Eu já estava abrindo a porta do meu apartamento, quando senti Andrew me agarrar pelos cabelos e me forçando contra a parede.

-Você não pode me despachar assim Vanessa. Você é minha namorada! Minha, entendeu?

Ele me beijou com força, com tanta força que logo senti o sabor  de sangue em meus lábios. Tentei me soltar dele, mas ele estava prendando minhas mãos contra a parede, e bom, Andrew é dez vezes maior que eu.

Ele começou a descer uma mão por minha perna e logo a enfiou debaixo do meu vestido, apertando com força minha coxa. Seu beijo era feroz, e o sangue em minha boca só aumentava. Me debati contra ele, mas sem sucesso. A única saída que encontrei  foi morder com força seu sábio inferior e ele logo se afastou de mim, colocando a mão na boca.

-Sua cachorra! Olha o que você fez!

Ele me olhou com ódio mortal nos olhos e eu me arrepiei de medo. Fui me afastando dele, mas estava sem saída. Andrew se aproximou de mim e me deu um tapa na cara, para logo depois começar a me bater.

Estava doendo e eu já não aguentava mais gritar. Eu precisava de ajuda!

-Andrew, por favor, para! Você tá me machucando. Tá doendo.

Eu implorei, chorando.

-Agora você aguenta as consequências, Hudgens!

Ele puxou meu cabelo com tanta força, que pensei que o iria arrancar. Dei um grito de morte, mas logo ouvi um estrondo. A porta do apartamento foi aberta com violência. Apesar das lágrimas que me cegavam os olhos, consegui ver uma figura alta, máscula e furiosa.

Eu nunca o tinha visto. Mas eu tinha certeza que era o rapaz mais lindo que já havia visto em toda minha vida. Alto, olhos extremamente azuis, cabelo castanho aloirado e todo desalinhado, o dando um ar mais sensual. Ele usava uma calça jeans escura meio surrada, uma camisa azul claro com gola polo e uma jaqueta de couro preta. Nos pés ele calçava um par de vans nas cores marrom e cinza.

Em seus belos olhos azuis a fúria e o ódio estavam estampados, e seu peito subia e descia violentamente, devido sua respiração descompassada.

-Mas que porra é essa? Larga essa garota agora, cara!

- E quem é você pra dizer o que devo fazer com minha namorada?

-Eu não sou mais sua namorada, Andrew, entende isso!

-É sim, até quando eu quiser.

 Ele puxou meu cabelo novamente, forçando minha cabeça para trás, e dando uma mordida em meu pescoço e estapeando minha bunda. Ao soltar um gemido de dor, senti Andrew se afastar de mim num rompante e logo vi o rapaz, até então desconhecido, em cima dele, o esmurrando.

-Eu disse pra largar ela, seu filho da puta! Cara, qual é o seu problema? Ela não te quer mais, se liga! Deixa de ser tão idiota! E agora vou te ensinar a bater em mulher, ainda mais em uma garota tão linda como essa.

O desconhecido deu um chute bem no meio das pernas de Andrew e eu o ouvi soltar um grito de dor.

-Caralho! Você é maluco?!

-Isso é pra você aprender a bater em mulher. Agora vaza daqui antes que eu arranque suas bolas!

Andrew arregalou os olhos e com certa dificuldade se levantou e andou até a porta.

-E nunca mais volte a nem sequer olhar pra essa garota, ou eu te mato. Capiche?

Andrew assentiu com medo nos olhos e saiu do apartamento, batendo a porta com força. Mas logo o ouvi dar um gemido alto de dor. Com certeza, depois daquele chute, ele não ia poder ter filho!

-Ei, você está bem?

Ouvi aquela voz doce e terna do desconhecido e olhei pra ele, encontrando suas safiras azuis, que agora estavam mais calmas e serenas.

-Tu... Tudo! Er... Obrigada por... Tudo.

Eu estava tremendo, não de medo dele, mas com medo de que  Andrew pudesse voltar. Minha boca ainda sangrava, não só ela, mas também meu nariz. Olhei para meus braços e notei várias marcas vermelhas e roxas. Estava tudo doendo. E eu sentia que a qualquer momento pudesse desmaiar.

-Você está tão machucada, pequena!

Ele estava próximo demais de mim. Senti o leve toque de deus dedos em meu rosto, fazendo uma leve carícia.

-Eu sei que não te conheço, mas... Me ajuda?! Está doendo muito.

Comecei a chorar sem querer, mas a dor em todo o meu corpo estava insuportável.

-Sou Zachary Efron, mas pode me chamar de Zac. E você é?

-Vanessa... Vanessa Hudgens!- eu consegui dizer entre soluços.

-Venha comigo pequena. Eu vou cuidar de você.  Me mudei para esse prédio a dois dias, sou seu vizinho de frente.

Apesar das lágrimas, dei um leve sorriso pra ele, e o senti me pegar no colo com delicadeza.

-Tá tudo bem, Vanessa. Não precisa ter medo!- ele sussurrou em meu ouvido.

Assenti com a cabeça e a deitei em seu ombro, respirando seu perfume másculo e delicioso.

Alguns anos depois...

Já faz oito anos desde que conheci Zac. Pois é, depois daquele episódio eu e ele nos tornamos melhores amigos. Descobri que ele entraria na mesma escola que eu e que depois do 3º ano iríamos cursar a mesma faculdade. Coincidência ou destino?

Depois de quatro meses, ele me pediu em namoro e eu prontamente aceitei. É claro, já que eu estava perdidamente apaixonada por ele.  Namoramos por dois anos e nos casamos em seguida. Moramos em uma casa em Beverly Hills. Trabalhamos quase sempre juntos, eu como arquiteta e ele como engenheiro. Quando completamos um ano e meio de casados descobri que estava grávida, começamos a fazer mil e um planos para chegada do nosso bebe e torcíamos para que fosse uma menininha. O nome já estava praticamente escolhido. Se fosse menina seria a nossa Danielle Hudgens Efron. Lindo né?! Eu e Zac que escolhemos.

Infelizmente, com dois meses de gestação, nosso bebezinho partiu. Tive um aborto espontâneo. Entrei em choque. Zac estava inconsolável. Passamos dias trancados em casa, apenas nos consumindo com nossa própria dor.  Mas dez meses depois do trágico ocorrido, às onze e meia da noite, ouvimos  a capainha tocar. Eu e Zac estranhamos. Ele me abraçou e fomos abrir a porta. Não havia ninguém.  Mas um choro infantil nos fez olhar para baixo e vimos uma cesta nos pés da escada. Corremos até ela e vimos uma linda bebê, ela chorava e tremia de frio. Seus olhos azuis claros estavam cheios de lágrimas. Ela tinha cabelinhos castanhos escuros e era moreninha. Juro que se parecia comigo e Zac. Parecia a nossa cópia perfeita. Isso era algo muito estranho! Rapidamente, Zac pegou a cesta e a levou para o nosso quarto. Como eu ainda tinha uma roupinha que havia comprado para nossa tão esperada Danielle, vesti-a na pequena criança, logo após dar-lhe um banho. Preparei uma mamadeira -que eu também havia guardado- e dei a ela.

Eu e Zac ficamos mimando a bebê, até que ela dormisse, serenamente. Coloquei-a no meio da nossa cama e coloquei sobre ela um manto. Eu e Zac nos sentamos ao lado dela e pegamos a cesta. Nela havia uma chupeta rosa e um bilhete que dizia:

“Senhor e Senhora Efron,sou uma pobre mulher que deu a luz a essa coisinha linda. Meu marido morreu em um acidente e eu tenho câncer, já estou nos meus últimos dias e não tenho mais ninguém. Pedi a uma mulher que deixassem minha filha com vocês, pois sei que cuidarão muito bem dela e darão a ela todo o amor do mundo. Espero que ela seja muito feliz ao lado de vocês e também que vocês fiquem felizes por tê-la ao vosso lado. Quando ela crescer, digam que eu a amo muito e que lá do céu estarei cuidando dela. Desde já agradeço por tudo o que vocês irão fazer para ela. Um grande abraço de Elena J.S.”

Eu e Zac nos emocionamos e nos abraçamos agradecendo a Deus por essa oportunidade que nos estava sendo dada e orando para que  essa mulher descansasse em paz. Sorrimos e nos deitamos. Cada um de um lado da bebê. Ela começou a se mexer, e com medo de que ela acordasse, peguei a chupeta e coloquei em sua boquinha. E só então vi que o nome da pequena menina estava gravado nela. Zac também viu e choramos emocionados. Ele me deu um selinho e logo entrelaçou nossas mãos.

-Papai te ama muito amorzinho!- ele sussurrou para ela.

-E mamãe também te ama, princesinha! Nossa pequena Danielle!


Coincidência ou destino?!
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Divulgação: Distance - de Laura Andrade
                            http://distancezanessa.blogspot.com.br/

6 comentários:

  1. Pera, to chorando! FICOU MTO PERFEITO *-*

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  2. Acho que tem um olho nas minhas lágrimas *-*
    Adoreii,ameii a história.Se me permite eu salvei ela no meu computador porque tá tão linda hehe
    Ah e obrigada por ter dedicado a mim,to sem palavras haha
    ameii mesmo.Tá perfeito ♥
    posta mais e logo kk
    xoxo

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  3. Ficou lindo Rafa :)
    Parabéns por todas as histórias

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  4. Ameiii ... simplesmente lindo sempre choro. Eu acompanho desde o início.. beijos
    Tizz

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  5. Tô toda arrepiada.
    Que história linda.
    Ficou simplesmente, perfeita.
    Chorei horrores.
    Beijos, flor

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  6. O que dizer??
    Ta perfeitooo!!
    Estou tentando conter as lágrimas... Lindo, lindo e lindo!!!
    Beijoos

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